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 Foto: Divulgação | GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) assinou, na sexta-feira, 27, um decreto para a desapropriação de áreas que somam 1.063.128,080 m², no município de Irecê, sertão da Bahia. De acordo com o documento, o espaço foi definido após estudos da Superintendência de Infraestrutura de Transporte da Bahia (SIT), ligada à Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra).

A ideia do governo estadual é que essa área desapropriada seja utilizada para o projeto de ampliação e recuperação do Aeroporto Nobelino Dourado, um pedido antigo da população de Irecê e que foi encampado por Jerônimo desde agosto de 2024.

No último dia 11 de março, Jerônimo foi a Brasília e se reuniu com o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), com quem o governador tratou da importância da requalificação do aeroporto, para impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

No total, foram três áreas desapropriadas: a primeira possui 588.700,175 m²; a segunda, um pouco menor, tem 419.031,344 m²; enquanto a última é, comparavelmente, diminuta, com 55.396,561 m².

Projeto

O projeto trabalhado pelo governo Jerônimo prevê a ampliação da pista de pouso e decolagem; a reforma do terminal de passageiros; e a construção de novas áreas, como pátio para aviação geral, área de segurança e taxiway.

Com essas mudanças, a expectativa é que o Aeroporto de Irecê possa passar a receber voos comerciais, facilitando o trabalho do agronegócio e incrementando o turismo e o comércio na região sertaneja do estado.

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Foto: Reprodução/JC

Mesmo após ter sido desenganado pelos médicos devido a um câncer de pulmão em estágio avançado, João Carlos Pereira Evangelista conseguiu retornar para casa na última quinta-feira (26) e segue em plena recuperação. Morador do povoado de Alagoas, em Souto Soares, ele enfrentou uma árdua batalha pela vida, que envolveu internações prolongadas, transferências entre hospitais e um tratamento delicado em Salvador.

João Carlos ficou inicialmente internado por 35 dias no Hospital Regional da Chapada, em Seabra, enquanto aguardava regulação. Durante esse período, passou por duas cirurgias no pulmão, primeiro de um lado e depois do outro. O quadro se agravou quando o dreno que utilizava ficou obstruído, e os médicos o consideraram sem chances de recuperação. “Ele já estava desenganado, que não tinha jeito”, relatam familiares.

Com a liberação da regulação, ele foi transferido para Salvador, onde começou uma nova etapa da luta. A primeira unidade de destino foi o Hospital Ernesto Simões Filho, mas, ao chegar, a equipe médica informou que o caso havia deixado de ser cirúrgico e exigia um tratamento específico para leucemia, o que demandou nova transferência. Foram 25 dias de espera até a regulação para o Hospital das Clínicas, onde João finalmente iniciou o tratamento adequado.

No total, foram mais de 80 dias de internação, em diferentes unidades de saúde, enfrentando incertezas, cansaço e muitas dificuldades. No entanto, a esperança e a fé se mantiveram firmes ao longo de todo o processo, tanto por parte do paciente quanto de sua família, que acompanhou cada passo da jornada.

“Eu nunca perdi a fé. Desde o primeiro dia que fui para Salvador, já começou a minha vitória. Senti que comecei a reagir. Para a ciência, minha morte era certa, mas sobrevivi, graças a Deus e à ajuda de todos que se empenharam com minha família nessa luta”, afirmou João Carlos, emocionado, ao retornar para casa, onde agora continua se recuperando ao lado dos seus.

João Carlos também relatou as dificuldades enfrentadas durante a passagem por diferentes unidades de saúde. “No Hospital Regional da Chapada tem bons profissionais, mas muita coisa precisa melhorar. Já no Hospital Ernesto Simões Filho, enfrentei muito descaso. A alimentação era muito ruim, cheguei praticamente a passar fome”, afirmou. Por outro lado, ele destacou positivamente o atendimento recebido no Hospital das Clínicas: “Lá, tudo foi feito com cuidado — alimentação, profissionais, estrutura. Só tenho gratidão”.

ASSISTA AO VÍDEO AQUI!

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Foto: Reprodução

Na noite de sexta-feira (27), um homem foi preso por posse irregular de armas de fogo em Irecê, no bairro São Francisco. A abordagem aconteceu por volta das 23h30, na Rua Marechal Rondon, durante uma patrulha da Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto), vinculada ao 7º Batalhão da Polícia Militar.

Segundo os policiais, o suspeito chamou a atenção por seu comportamento incomum. Ao ser revistado, foi encontrado com diversas munições de calibre 38. Questionado, ele admitiu que possuía armas em casa.

A guarnição se dirigiu até o imóvel indicado, onde localizou dois revólveres calibre 38, mais munições, celulares, balaclava, balança de precisão, uma quantia em dinheiro e outros objetos. Todo o material foi apreendido.

O homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes da 14ª Coorpin, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação.

Leia mais informações da região no https://centralnoticia.com.br/.

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Foto: Reprodução/ Rafael Lage

O acidente trágico na Indonésia, em que uma turista brasileira morreu após cair em um vulcão e não receber resgate a tempo, trouxe à tona um alerta sobre as condições de segurança em trilhas de aventura na Chapada Diamantina. Nos últimos meses, a região baiana tem registrado uma série de resgates de turistas com ferimentos graves, o que evidencia falhas importantes no sistema de atendimento e prevenção de acidentes.

Entre setembro de 2024 e maio de 2025, pelo menos cinco turistas foram retirados de áreas remotas do Parque Nacional da Chapada Diamantina por helicóptero. Os casos variam de traumatismo craniano a suspeitas de fraturas, levantando questionamentos sobre a segurança das trilhas e a quantidade de guias que acompanham os grupos durante as jornadas.

Denúncias apontam que agências de turismo estariam submetendo tanto guias quanto turistas a condições extenuantes, com jornadas prolongadas e grupos maiores do que o recomendado, o que potencializa os riscos de acidentes graves. Em resposta, a Chapada Backpackers afirmou à Agência Pública que segue normas rígidas, mantendo a proporção de um guia para até cinco clientes e escalando um segundo guia em grupos maiores.

A falta de fiscalização adequada no turismo de aventura na região também agrava a situação. Segundo normas técnicas vigentes, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é responsável pelo controle da proporção entre guias e turistas, mas fontes e denúncias indicam que essa fiscalização não vem sendo realizada de forma efetiva no Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Chapada Diamantina atrai trilheiros do Brasil e do exterior, mas aumento do turismo tem elevado os casos de acidentes – Foto: Reprodução/ Icmba 

Fiscalização insuficiente e riscos para turistas e guias
O Brasil foi eleito principal destino mundial para turismo de aventura em 2024, atraindo trilheiros internacionais para a Chapada. Mesmo assim, o sistema informal e sobrecarregado torna os turistas mais vulneráveis a acidentes.

O resgate na Chapada Diamantina é realizado em conjunto pelo Corpo de Bombeiros e por moradores locais conhecidos como ‘patizeiros’, que possuem conhecimento profundo do terreno. Essas operações, no entanto, enfrentam diversos desafios, como a dificuldade de acesso devido ao relevo acidentado, as condições climáticas muitas vezes adversas e a limitação de recursos disponíveis para a realização dos salvamentos, o que pode comprometer a agilidade e a eficiência dos atendimentos em situações de emergência.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros da Bahia e o ICMBio não se pronunciaram sobre os custos e controle dos resgates na Chapada Diamantina. O ICMBio, entretanto, abriu processo seletivo para agentes temporários que irão monitorar e fiscalizar a área do parque.

Guias experientes relatam que reclamar das condições pode levar a retaliações e exclusão do trabalho. Rafael Lage, denunciante do Ministério Público Federal, afirmou: “Caso um guia questione práticas inseguras, ele pode ser retaliado e excluído das escalas de trabalho”. Lage defende que a proporção ideal seria um guia para cada quatro turistas, mas a situação atual é precária e perigosa.

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Foto: Reprodução

As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) começam nesta segunda-feira (30) e vão até 4 de julho. Os candidatos que pretendem concorrer às bolsas que serão oferecidas para o segundo semestre deste ano podem se inscrever gratuitamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

Criado em 2004, o Prouni oferta bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições ensino particulares do todo o país.

Para estar apto a participar da seleção, o estudante deve ter o ensino médio completo, ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 ou 2023 e obtido, no mínimo, 450 pontos de média nas cinco provas do exame, além de não ter tirado zero na prova de redação.

Ao optar pela seleção para bolsas integrais, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal por pessoa de até 1,5 salário mínimo ((R$ 2.277) e, para bolsas parciais, de até 3 salários mínimos (R$ 4.554).

O resultado da primeira chamada da seleção será divulgado em 7 de julho, na página do Prouni. A segunda chamada está prevista para 28 de julho.

O Ministério da Educação (MEC) já divulgou a consulta prévia às bolsas, que estão disponíveis para mais 370 cursos de 887 instituições privadas.

Administração é o curso com maior oferta de bolsas, sendo 9.275 bolsas integrais e 4.499 parciais. Em seguida, aparecem os cursos de direito, com 13.152 bolsas (4.277 integrais e 8.875 parciais); pedagogia, com 11.339 bolsas (8.465 integrais e 2.874 parciais); e educação física, com 8.939 (6.063 integrais e 2.876 parciais).

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