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Foto: Reprodução

Um ataque a tiros deixou dois mortos e quatro feridos no início da noite desta quinta-feira (26), no bairro Ponta da Ilha, em Xique-Xique.

Imagens de câmeras de segurança mostram ao menos três homens chegando em um carro. Eles desceram armados e abriram fogo contra o interior de um bar.

Em uma das gravações, é possível ver o desespero das pessoas — um homem corre com uma criança no colo tentando fugir dos disparos.

O dono do bar, identificado como Genivaldo, está entre as vítimas fatais. A segunda pessoa morta ainda não teve o nome divulgado.

Das quatro vítimas feridas, duas sofreram apenas lesões leves, enquanto as outras duas precisaram passar por cirurgias. Todos foram levados ao hospital.

Ainda não há informações sobre a motivação do crime. Testemunhas relataram que o bar era frequentado por jogadores de sinuca e baralho com apostas.

Por respeito às vítimas, as imagens foram editadas.

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Foto: Reprodução

Durante uma fiscalização de rotina realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), um homem suspeito de homicídio foi preso na BR-242, no município de Seabra, região da Chapada Diamantina.

A abordagem ocorreu por volta das 16h32, em frente ao posto da PRF no km 409 da rodovia. Os policiais interceptaram um veículo Fiat/Siena, de cor vermelha, e, durante a verificação dos ocupantes, constataram que um dos passageiros era alvo de um mandado de prisão em aberto.

O suspeito é apontado como autor do assassinato de um homem de 33 anos, morto a tiros dentro de um bar na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. O crime ocorreu no sábado (14), e a prisão foi efetuada pela PRF menos de 24 horas após o ocorrido.

O foragido foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil competente, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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Foto: Agência Brasil 

Cerca de duas horas após ter sido derrubado em votação na Câmara dos Deputados, o decreto do governo federal que aumentava alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também foi rejeitado em votação simbólica no plenário do Senado Federal, que aprovou um projeto de decreto legislativo (PDL) revogatório da medida até então em vigor. 

As duas votações representam uma derrota política para o governo, que agora precisará definir outras formas de arrecadar ou economizar R$ 20,5 bilhões para cumprir a meta fiscal do orçamento de 2025. Isso porque o governo já bloqueou ou contingenciou outros R$ 31,3 bilhões em despesas deste ano. 

A votação foi conduzida pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pautou o decreto logo após a decisão dos deputados.

Segundo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sido fruto de um acordo político envolvendo os líderes do governo com os presidentes da Câmara e do Senado, e já esvaziava o alcance de uma medida anterior que havia sido revogada pelo próprio governo para atender exigência dos parlamentares.

“Essa Casa vive de cumprir acordos. Foi feito um acordo que está sendo descumprido. Eu não acho isso bom para o Parlamento”, criticou Jaques Wagner.

No Senado, todos os nove senadores do PT registraram voto contrário à derrubada do decreto. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) também manifestou voto contrário.

Inclusão na pauta

A decisão de pautar a derrubada do decreto do IOF foi anunciada mais cedo pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em postagem as redes sociais.

Segundo ele, a maioria da Câmara não concorda com elevação de alíquotas do IOF como saída para cumprir o arcabouço fiscal e tem cobrado o corte de despesas primárias.

Já o governo alega que a medida é necessária para evitar mais cortes em políticas sociais e maiores contingenciamentos que podem afetar o funcionamento da máquina pública.

Além disso, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as regras do decreto corrigiam injustiças tributárias de setores que não pagam imposto sobre a renda.

Mudanças

Entre as medidas propostas no decreto, estavam o aumento na taxação das apostas eletrônicas, as chamadas bets, de 12% para 18%; das fintechs, de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), igualando-se aos bancos tradicionais; a taxação das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos que atualmente são isentos de Imposto de Renda. 

O decreto fazia parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda, juntamente com uma Medida Provisória (MP) para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal.

Debate

“O decreto do presidente da República visa fazer justiça tributária. Por mais que se fale, todos nós sabemos que muitos enviam, às vezes, dinheiro para o exterior, ou gastam dinheiro no exterior, fugindo do pagamento do IOF. E a ideia do governo era evitar essas fugas”, argumentou Jaques Wagner, líder do governo, durante a discussão da matéria no plenário do Senado.

Já o relator do PDL em plenário, senador Izalci Lucas (PL-DF), leu um parecer contrário ao aumento no IOF. Segundo o parlamentar, a medida afetaria micro e pequenas empresas, operações de câmbio, atividades de seguradoras e entidades de previdência complementar. Além disso, ele afirmou que a medida fere os princípios da legalidade tributária e da segurança jurídica.

“Por sua natureza constitucional, o IOF deve ser utilizado com finalidade regulatória e não como instrumento de arrecadação primária”, observou.

“O aumento do IOF sobre operações de crédito eleva sensivelmente o custo do capital para as empresas, especialmente as de menor porte, afetando também consumidores que dependem de crédito pessoal e imobiliário”, acrescentou.

 

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Foto: Reprodução

Jéferson de Souza Lapa foi assassinado a tiros na noite desta quarta-feira (25), por volta das 19h30, na Rua dos Cravos, bairro Loteamento Félix, em Irecê.

De acordo com a Polícia Militar, a esposa da vítima relatou que um homem saiu de um carro branco e atirou diversas vezes contra Jéferson, nas proximidades da residência do casal.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas já encontrou a vítima sem vida.

A equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia no local. O corpo foi encaminhado ao IML.

A Delegacia de Homicídios (DHPP) investiga o caso. A motivação e autoria do crime ainda são desconhecidas.

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Foto: Reprodução

Pesquisadores da Universidade de Reading, na Inglaterra, estimam que cerca de 500 espécies de pássaros podem ser extintas nos próximos 100 anos. Em um estudo publicado na última terça-feira (24/6), na revista Nature Ecology & Evolution, eles contam que a grande perda da biodiversidade é resultado das mudanças climáticas, perda de habitat e atividade humana.

Os cientistas revelam que o impacto pode ser três vezes maior do que o número de espécies perdidas desde 1500. Aves como o guarda-chuva de pescoço nu (Cephalopterus glabricollis) e o calau-de-capacete (Rhinoplax vigil), que não são nativas do Brasil, estão entre as mais ameaçadas.

Por terem funções ecológicas únicas, as duas espécies são importantes e a extinção delas afetaria seriamente o equilíbrio dos ecossistemas onde vivem.

Mesmo que algumas ameaças humanas — como a caça e a destruição de habitats — sejam controladas, cerca de 250 espécies continuam correndo sério risco de desaparecer, ressaltam os pesquisadores.

“Muitas aves já estão tão ameaçadas que reduzir os impactos humanos por si só não as salvará. Essas espécies precisam de programas especiais de recuperação, como projetos de reprodução e restauração de habitats, para sobreviver”, afirma a autora principal do estudo, Kerry Stewart, da Universidade de Reading, em comunicado à imprensa.

Ações de conservação direcionadas especialmente para as 100 espécies de aves ameaçadas mais incomuns poderiam salvar 68% da diversidade de formas e tamanhos desses animais. “Essa abordagem poderia ajudar a manter os ecossistemas saudáveis”, diz a professora Manuela Gonzalez-Suarez, autora sênior do estudo.

Para realizar o estudo, os cientistas se basearam em dados da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), que inclui cerca de 10 mil espécies de aves. Os pesquisadores combinaram esse banco de dados com projeções feitas por eles para entender quais espécies correm maior risco de extinção.

Os resultados mostraram que as aves grandes são mais vulneráveis a mudanças climáticas. Já aves com asas largas sofrem mais com a perda de habitat.

Os pesquisadores defendem a adoção de medidas concretas para frear o desaparecimento dos pássaros. “Não basta deter as ameaças. Cerca de 250 a 350 espécies precisarão de medidas complementares de conservação, como programas de reprodução e restauração de habitats, para sobreviverem ao próximo século”, alerta Manuela.

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