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Nesta terça-feira, dia 13 de maio, a Vila de Recife celebrou a sua padroeira, Nossa Senhora de Fátima, com procissão, missa e muita fé

O Prefeito Tacinho Mendes, participou da celebração, e ressaltou essa tradição tão festejada pela comunidade.

“Tive a felicidade de caminhar em procissão pelas ruas da Vila de Recife, celebrando um dos momentos mais bonitos e simbólicos dessa comunidade que tem tanta fé e história.

Eu fico emocionado quando eu vejo nosso povo reunido, agradecendo e rezando com tanta fé. É um momento que sempre me toca profundamente.

Esse é o tipo de encontro que fortalece não só a minha fé, mas também, o compromisso de seguir trabalhando com amor por cada canto de Jussara”, afirmou o prefeito.

A festa de Nossa Senhora de Fátima, contou também com barracas de lanche, festival de prêmios e show católico ao final da celebração.

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Foto: Reprodução

No Brasil, é permitido retomar um imóvel, quando o proprietário aguarda o fim do contrato, dando a chance de “despejar” o inquilino, desde que siga os procedimentos legais estabelecidos pela Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91). Isso também é recorrente em outros países, como no caso da Argentina, que teve a Lei de Aluguéis revogada.

Na Argentina existem disposições legais, muitas vezes desconhecidas, que protegem os inquilinos e dão a chance de não precisarem sair da residência, mesmo que não haja renovação de contrato. De acordo com a lei do país, quando o contrato de aluguel chega ao fim e o proprietário não iniciou um processo formal de despejo, o inquilino tem o direito de continuar ocupando a residência.

O presidente Javier Milei, através de um Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), alterou alguns pontos na Lei de Aluguéis da Argentina e as regras para os contratos de aluguel voltaram a ser regidas pelo Código Civil e Comercial da Nação, fazendo com que a comunicação entre o locador e locatário seja mais direta. Entre as principais mudanças, foram na forma de pagamento, pois os aluguéis podem ser estipulados em moeda nacional (pesos argentinos) ou em moeda estrangeira (dólares, euros, etc.), conforme o acordo entre as partes.

A revogação tem sido associada a um aumento da oferta de imóveis para aluguel.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

À jornalistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (13), que o principal problema da seleção brasileira de futebol, que será comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, é a qualidade técnica do elenco.

A declaração do brasileiro aconteceu durante sua participação no Fórum China-Celac, em Pequim. “O problema do Brasil: estamos numa entressafra de jogadores que não é igual à que já tivemos. Se você comparar com 58, com 62, com 70, com 76, com 82, com 86, com 2002, com 2006, essa safra é mais frágil do que aquelas, do ponto de vista técnico. É só lembrar do nosso ataque em 2002 e 2006 para ver que estamos longe daquilo”, disse Lula.

Segundo o presidente, há falhas estruturais no futebol nacional, que, para ele, vão além da figura do técnico. “Nosso problema talvez seja mais estrutural, organizacional. Acho difícil juntar jogadores 15 dias antes de um jogo, o treinador ter dois dias para escalar o time e acreditar que vai vencer quando todo mundo se prepara melhor. Era preciso ter mais tempo para convocar”, declarou.

O petista revelou que sugeriu ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, uma nova metodologia para as convocações. Para Lula, os convocados seriam 22 jogadores mais eficientes ao final do Campeonato Brasileiro, com base no desempenho individual. “Acho que seria melhor ou igual à convocação atual”, justificou o presidente.

A CBF confirmou a contratação de Ancelotti na segunda-feira (12). O atual técnico do Real Madrid confirmou nesta terça (13) que assumirá o comando da seleção em 2026.

Confira a fala de Lula na íntegra:

“Veja, se a gente for analisar a biografia do Ancelotti, ele é um grande técnico. Foi um grande jogador, bom técnico. Agora, o problema do Brasil… Eu acho que nós estamos numa entressafra de jogadores que não é igual a que nós já tivemos. Se você comparasse a nossa safra com 58, com 62, com 70, com 76, com 82, com 86, com 2002, com 2006, essa safra é mais frágil do que aquela do ponto de vista de jogador.

É só lembrar o nosso ataque em 2002 e 2006 para você ver que nós estamos longe daquilo. Agora eu espero que como ele é um cidadão estrategicamente bem preparado, taticamente muito bem preparado, que ele consiga ajudar a seleção brasileira. Primeiro tem que classificar para a Copa do Mundo e depois, se puder, ganha a Copa do Mundo.

Veja, eu sinceramente não tenho nada contra ser um estrangeiro. Não tenho nada.

Afinal de contas, tem muito estrangeiro, tem muito brasileiro jogando no estrangeiro, tem técnico brasileiro no estrangeiro. O que eu acho é que nós temos técnico no Brasil que poderia dirigir a seleção. O nosso problema, talvez seja um problema mais estrutural de organizacional, sabe? Para que a gente possa ter uma boa seleção. Eu acho muito difícil você ficar juntando jogador, 15 dias antes de um jogo, treinar 2 dias, já escalar o time, achar que vai ganhar, quando todo mundo se prepara muito.

Eu acho que era preciso ter mais tempo para convocar. Eu na verdade já disse ao presidente da CBF: ‘Eu gostaria de fazer uma experiência convocando os melhores jogadores que terminam o Campeonato Brasileiro’. Terminou o Brasileiro, vamos fazer uma seleção dos 22 melhores jogadores e vamos fazer uma seleção com eles para ver o que que dá. Eu acho que seria igual ou melhor.”

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Foto: Reprodução

A paisagem de cachoeiras, vales e serras é deslumbrante, mas o solo avermelhado da cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina, não colabora muito. Com baixos níveis de nutrientes, acidez elevada e uma estrutura química pouco amigável à agricultura, o solo da região é uma latossolo típico, pobre em nutrientes essenciais como fósforo, potássio, cálcio e magnésio.

Já não bastasse isso, o solo sofre com a degradação provocado pelas atividades humanas, o que contribui ainda mais para essa deficiência. Mas isso começou a mudar em 2014, ano em que pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura, sediada na cidade de Cruz das Almas, no Recôncavo baiano, em parceria com a Bioenergia Orgânicos, empresa agroindustrial com sede em Lençóis, deu início a um processo de recuperação e manejo do solo com foco na agricultura orgânica.

Em 2010 a empresa já havia buscado a Embrapa para formalizar uma parceria para produção orgânica de frutas, mas as ações efetivas de campo só foram iniciadas quatro anos depois. Mas antes da germinação de qualquer coisa que se propusessem a plantar era preciso, tratar aquela terra.

“O solo é a base para o cultivo, principalmente em sistemas orgânicos. O cultivo orgânico de fruteiras tem crescido no Brasil, também no estado da Bahia e a Chapada Diamantina é uma região promissora no Estado”, diz Ana Lúcia Borges, pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura e representante da Empresa na Comissão de Produção Orgânica da Bahia, fórum composto por membros de entidades governamentais e não governamentais.

A área escolhida para o plantio pertence à Bioenergia Orgânicos e é caracterizada por latossolos vermelhos-amarelados distróficos, tipo de solo comum na Bahia, mas sabidamente pobre. O excesso de alumínio e a baixíssima presença de cálcio, magnésio e potássio compunham um cenário desolador para quem pensasse em cultivar frutas tropicais por ali.

Além disso, o pH era abaixo de 5,0, o que classificava o solo como muito ácido e prejudicial para a maioria das culturas. A título de comparação, o pH 5,5 a 6,5 é encontrado em solos levemente ácidos, mas ainda assim esse efeito é ideal para a maioria das plantas.

A equipe, diz a pesquisadora, começou avaliando os atributos físicos, químicos e biológicos da área, já que era preciso mais que adubo para tratar aquele solo, naturalmente castigado. Era necessário entendê-lo e cuidá-lo com técnicas sustentáveis. A primeira intervenção, portanto, envolveu a aplicação de calcário e gesso, além de duas formas distintas de preparo do solo: o convencional arado, removendo camadas superficiais da terra de até 30 cm e de gradagem, etapa que acontece depois da aração, onde se nivela a terra.

Na sequência, foram incorporadas coberturas vegetais com um coquetel de leguminosas e gramíneas: feijão-de-porco, mucuna-preta, milheto e sorgo. Espécies que são fundamentais por enriquecerem o solo com matéria orgânica e aumentarem sua capacidade de retenção de nutrientes. As plantas de cobertura foram plantadas, roçadas, replantadas, e novamente roçadas.

 “Após, aproximadamente, 100 dias as coberturas vegetais foram roçadas e a fitomassa mantida no solo. Houve uma rebrota, novo plantio das espécies vegetais, rebrota e roçagens das coberturas vegetais. Após 24 meses deste preparo do solo foi realizado o plantio das bananeiras”, conta a pesquisadora.

A matéria seca ficou no solo, agindo como adubo natural. Essa diversidade de espécies e a decomposição gradual delas fizeram a diferença. O resultado foi quase imediato: em apenas sete meses, os teores de cálcio e magnésio aumentaram em mais de 1.000%, e o potássio teve crescimento de 71%. O solo passou a respirar.

“As plantas de cobertura são fontes de matéria orgânica e a matéria orgânica proporciona melhoria dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo, bem como dá garantia de produtividade e qualidade dos produtos agrícolas nos sistemas orgânicos de produção. O manejo solo com espécies vegetais é fundamental no sistema orgânico e a melhoria dos seus atributos químicos, físicos e biológicos é a base para o sucesso da produção”, explica Ana Lúcia.

Com o solo recuperado, a etapa seguinte foi o plantio da banana “BRS Princesa”, variedade desenvolvida pela própria Embrapa e adaptada ao cultivo orgânico. Essa variedade se parece com a banana-maçã, porém menor e com um sabor mais suave. Além disso, é resistente a doenças como a sigatoka-negra, que ataca as folhas de bananeiras, e a murcha de Fusarium, ou Mal-do-Panamá, que afeta as raízes e o caule da planta.

No primeiro ciclo, diz a pesquisadora, a produtividade surpreendeu. O resultado foram bananeiras com mais folhas, pseudocaules mais robustos e cachos mais pesados. No segundo ciclo, por sua vez, os ganhos se acentuaram. “Além do número de frutos, notadamente no segundo ciclo. A dose de gesso mineral que aplicamos também aumentou o número de folhas e a área foliar no florescimento, a massa do cacho e a produtividade estimada, no primeiro ciclo”, explica a pesquisadora.

Ana Lúcia ressalta que a banana ‘BRS Princesa’ se mostrou ideal para a região não apenas pela produtividade, mas pela resistência natural às principais pragas, o que elimina a necessidade do uso de defensivos químicos. Em sistemas orgânicos, diz ela, isso representa uma economia importante e uma garantia de qualidade para o consumidor.

“Uma das recomendações para o sistema orgânico é que a variedade da cultura a ser plantada deve ser adaptada às condições locais e resistentes à pragas e doenças. Por isto considera-se que a BRS Princesa é adequada, por ser resistente às principais doenças da bananeira”, explica.

A ideia é que o experimento, que também foi Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) não beneficie apenas a empresa parceira, mas que essas práticas sejam também replicadas por produtores vizinhos, fazendo com que a experiência de Lençóis vire modelo em cursos e palestras sobre agricultura regenerativa na Bahia.

“Os resultados foram apresentados em eventos e continuam sendo divulgados em palestras e cursos ministrados. Na empresa parceira as práticas recomendadas estão sendo adotadas e os produtores vizinhos e outros da região podem conhecer os resultados positivos da prática. Geramos publicações sobre a forma correta de amostragem de solo e as características de espécies de plantas de cobertura do solo, para poderem melhorar os atributos físicos, químicos e biológicos do solo e com isso a sua qualidade”, destaca a pesquisadora.

Os resultados do experimento, continua ela, também servem como base para políticas de conversão agroecológica em outras regiões, especialmente nas áreas onde predominam os latossolos distróficos, comuns em diversas partes da Bahia e do Nordeste.

“As práticas empregadas, como preparo mínimo do solo e uso de plantas melhoradoras, reduzem os riscos de erosão e poluição por nitrato. Ao substituir a adubação nitrogenada mineral pela orgânica, promovemos uma agricultura mais limpa e resiliente”, conclui a pesquisadora.

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