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Foto: Reprodução

A seca prolongada tem causado impactos significativos na agricultura de sequeiro na região de Irecê, especialmente na cultura do milho. A escassez de chuvas comprometeu o desenvolvimento das lavouras, e a safra de 2025 já é considerada praticamente perdida.

Além disso, a baixa recarga dos poços artesianos ameaça também a agricultura irrigada, trazendo ainda mais incerteza para produtores de cebola, por exemplo.

Na região, o desenvolvimento da hortaliça tem sido prejudicado pela limitação na irrigação, resultando em bulbos menores. Para aproveitar os preços favoráveis no mercado, alguns produtores adiantaram a colheita, mesmo antes do final do ciclo da cultura.

Diante das dificuldades hídricas, muitos agricultores estão reduzindo o ritmo de plantio de cebola, temendo que não haja água suficiente para garantir a irrigação ao longo do ciclo produtivo.

Nesta semana, os preços da cebola se mantiveram acima dos custos de produção, sendo registrados em R$ 75,00 por saca de 20 kg em Irecê, um aumento de 4,20%.

Veja outras informações da região no www.centralnoticia.com.br!

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Foto: Agência Brasil

Um estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica revelou um cenário alarmante sobre a qualidade dos rios em 14 estados brasileiros que compõem esse bioma. A pesquisa, conduzida ao longo de 2024, analisou 112 rios em 145 pontos de coleta distribuídos por 67 municípios. Os resultados apontam uma estagnação na qualidade da água, com poucos avanços e um leve aumento no número de locais com classificação ruim ou péssima.

Pesquisa revela dados preocupantes

Entre os pontos analisados, apenas 7,6% apresentaram qualidade boa, enquanto 13,8% foram classificados como ruins e 3,4% atingiram o nível péssimo. A classificação “regular” dominou em 75,2% dos casos, evidenciando a fragilidade dos recursos hídricos da Mata Atlântica. Nenhum dos pontos alcançou a classificação ótima.

A pesquisa utilizou o Índice de Qualidade da Água (IQA) baseado na Resolução 357/05 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Os resultados mostram que rios com qualidade boa ou ótima possuem condições adequadas para abastecimento e vida aquática equilibrada. Já os classificados como regulares já indicam impactos ambientais, enquanto os de qualidade ruim ou péssima afetam a biodiversidade e a saúde da população.

Falta de saneamento é a principal causa

Segundo Gustavo Veronesi, coordenador do programa Observando os Rios da SOS Mata Atlântica, a deficiência no saneamento básico é o principal entrave para a melhoria da qualidade dos rios. “O marco legal do saneamento de 2020 avançou no processo de privatização das empresas, mas os investimentos ainda são insuficientes”, alerta.

O estudo também reforça que aproximadamente 35 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável e metade da população carece de coleta e tratamento de esgoto. A falta de fiscalização e a urbanização desordenada agravam ainda mais o problema.

Projetos locais apontam soluções

Apesar do cenário preocupante, algumas iniciativas locais mostram que a recuperação é possível. O bairro Butantã, em São Paulo, adotou um sistema de tratamento baseado em permacultura para descontaminar o Córrego da Fonte. “Desde dezembro, com a finalização do sistema Tevap, a água está limpa, sem mau cheiro”, conta Cecília Pellegrini, moradora da região.

Outros exemplos positivos incluem o Córrego Trapicheiros, no Rio de Janeiro, que passou da classificação regular para boa, e os rios Sergipe e do Sal, em Sergipe, que também apresentaram melhora. Por outro lado, rios como Capibaribe (PE) e Capivari (SC) tiveram piora devido ao despejo irregular de esgoto.

Mobilização social é essencial

Para Malu Ribeiro, diretora de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, é fundamental integrar políticas de água, clima, meio ambiente e saneamento. “O Brasil precisa transformar compromissos em ações concretas. A participação ativa da sociedade nos comitês de bacias hidrográficas é crucial”, afirma.

A pressão da população sobre o poder público e empresas também é um fator essencial. “O manejo dos resíduos sólidos urbanos e a proteção das nascentes e matas ciliares são fundamentais para a qualidade da água”, reforça Veronesi.

Com o agravamento das emergências climáticas, soluções descentralizadas e sustentáveis tornam-se cada vez mais necessárias para garantir um futuro com água limpa e saudável para todos.

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Foto: IFBA/Irecê

O campus Irecê do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), torna público Edital nº 02/2025, referente ao processo seletivo simplificado destinado à contratação de professores (as)substitutos (as).

As vagas disponíveis abrangem as áreas de: Biologia; Língua Estrangeira: Inglês; Língua Portuguesa e Matemática.

Os profissionais selecionados atuarão em regime de 40 horas semanais, com vencimento mensal básico de R$ 4.326,60, além de um auxílio-alimentação no valor de R$ 1.000,00.

As inscrições estarão abertas no período de 25 de março a 10 de abril de 2025, e deverão ser feitas exclusivamente pela internet, através do formulário constante na página oficial do certame.

O processo seletivo simplificado será realizado em duas etapas constituídas de: Primeira etapa: Prova de Títulos (eliminatória e classificatória); e Segunda etapa: Prova de Desempenho Didático (eliminatória e classificatória).

As etapas do Processo Seletivo ocorrerão na forma prevista neste edital e todas as comunicações serão divulgadas na página oficial do certame.

O prazo de validade deste processo seletivo simplificado será de 1 (um) ano, contado a partir da data de publicação da homologação do resultado final no Diário Oficial da União, podendo ser prorrogado por igual período, no interesse da Administração.

Caberá impugnação aos termos deste edital para corrigir eventuais erros ou inconsistências de informação no prazo de 05 (cinco) dias da sua divulgação, através de envio para o endereço eletrônico de e-mail seletivosub.ire@ifba.edu.br, sendo obrigatória a indicação da numeração do item ou anexo que se deseja impugnar, da informação que se deseja corrigir e os seus respectivos fundamentos.

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Foto: Reprodução

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide em julgamento que começa nesta terça-feira, 25, se aceita ou não a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra oito acusados de tentativa de golpe de Estado, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Se a denúncia for aceita, Bolsonaro e outros sete denunciados se tornarão réus.

A partir desse momento, eles passam a responder ao processo judicial. De acordo com o Código de Processo Penal, os réus serão citados pela Justiça.

Os advogados poderão “arguir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas”.

A advogada Vera Chemim, especialista em Direito Constitucional, explica que caso a Primeira Turma decida pelo recebimento da denúncia em face de Bolsonaro e os demais denunciados, “eles se tornarão réus, com a abertura de uma ação penal que inaugura a fase chamada processual”.

“Em outras palavras: a fase processual significa que os réus terão que responder a um processo penal que se iniciará com a fase de instrução penal, em que, tanto o Estado acusador, quanto a defesa dos réus apresentarão todas as provas para serem analisadas pelos ministros daquela Turma, assim como testemunhas, documental, pericial”, explica.

Ou seja, nessa fase, caso a denúncia seja recebida pelo STF, as defesas de Bolsonaro e dos demais precisam apresentar provas e indicar testemunhas que possam confrontar a denúncia apresentada pela PGR, com o intuito de comprovar a inocência deles.

Como explica o Conselho Nacional de Justiça, essa fase “salvaguarda todas as garantias de quem é acusado e processado por um suposto crime, principalmente o direito de defesa. Sem o processo penal e suas garantias constitucionais, o indiciado e o denunciado não teriam como se defender das acusações”.

Depois de responder ao processo, o réu poderá ser absolvido ou condenado a cumprir pena. De acordo com o Código Penal, a pena pode ser privativa de liberdade, ou seja, de prisão, ou restritiva de direitos, como, por exemplo, a prestação de serviços comunitários ou multa.

“Finda essa fase de instrução penal, nós temos as alegações finais. Cada ministro analisa todas essas provas que são apresentadas na instrução penal, no bojo da instrução penal. A defesa e a acusação apresentam as suas alegações finais e depois lá no final, os ministros da Primeira Turma vão se reunir novamente para julgar se Bolsonaro e os demais serão culpados ou inocentes”, explica Vera Chemim.

A advogada explica ainda que uma das medidas cautelares comuns no decorrer da ação penal é a proibição de deixar o País. É algo que pode, ou não, ser decidido pela Corte no decorrer do processo.

Relembre a denúncia contra Bolsonaro

Bolsonaro é apontado pela PGR como líder de uma organização criminosa “baseada em projeto autoritário de poder” e “com forte influência de setores militares”.

Os crimes atribuídos ao ex-presidente da República são:

Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (pena de 4 a 8 anos);

golpe de Estado (pena de 4 a 12 anos);

Organização criminosa armada (pena de 3 a 8 anos que pode ser aumentada para 17 anos com agravantes citados na denúncia);

Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima (pena de 6 meses a 3 anos);

Deterioração de patrimônio tombado (pena de 1 a 3 anos).

Caso seja condenado, Bolsonaro pode ter uma pena de prisão superior a 43 anos, considerando as penas máximas e agravantes.

Independentemente de ser condenado ou não, o ex-presidente já está inelegível, por decisões da Justiça Eleitoral. Ele não poderá disputar eleições até 2030.

A defesa de Bolsonaro classificou a denúncia contra ele como “vaga”, “inepta” e “desorganizada”. “As acusações feitas são seríssimas e, considerando o processo penal como um constrangimento por si só, é ônus do Ministério Público indicar os indícios suficientes aptos a promover a ação penal, o que não foi feito no presente feito. A denúncia, absolutamente inepta, não pode prevalecer”, escreveram os advogados.

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Foto: Prefeito Robertão, de Presidente Dutra; Iko, de Central; Tacinho Mendes, de Jussara e Di Cardoso, de João Dourado.

O prefeito de Jussara, Tacinho Mendes, participou neste sábado (22) de uma reunião no Hotel Fiesta, em Irecê, ao lado de outros gestores da região.

O encontro foi promovido pelo Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Região de Irecê (CDS) e contou com a presença do secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, e do deputado Ricardo Rodrigues.

A principal pauta da reunião foi a seca que assola os municípios e os desafios enfrentados pelos pequenos agricultores.

A falta de chuvas tem causado prejuízos, tornando urgente a implementação de políticas públicas para minimizar os impactos.

Durante sua fala, Tacinho Mendes reforçou a necessidade de medidas concretas.

“Precisamos de ações urgentes e eficazes para minimizar os impactos da estiagem. Os nossos agricultores não podem continuar sofrendo com a falta de água, e precisamos de investimentos e políticas públicas que garantam melhores condições para quem vive da terra e sustenta nossas cidades”, afirmou o prefeito.

A reunião foi um passo importante para buscar soluções e unir esforços em defesa da agricultura familiar da região.

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