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Jogadores do Vitória comemoram um dos gols que marcaram sobre o Atlético-MG — Walmir Cirne/Agif

O Vitória não tomou conhecimento do desfalcado Atlético-MG no Barradão, nesta quinta-feira (20), e bateu o time mineiro por 4 a 2, em jogo válido pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com a vitória, o Leão deixou a zona de rebaixamento pela primeira vez no Brasileirão 2024 e empurrou o Vasco. Agora, o Z4 tem quatro gigantes nacionais: Vasco, Corinthians, Grêmio e Fluminense.

Os gols do Vitória foram marcados por Matheusinho, Willian Oliveira (duas vezes) e Eryc Castillo; Scarpa, de pênalti, e Brahian Palacios descontaram para o Galo.

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Rogério Ceni durante jogo do Bahia contra o Flamengo Letícia Martins/EC Bahia

Rogério Ceni elogiou a atuação do Bahia contra o Flamengo nesta quinta-feira (20), no Maracanã, pelo fechamento da 10ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Apesar da derrota por 2 a 1, com gol de David Luiz praticamente no último lance, o Tricolor teve, na visão de seu técnico, um controle do jogo a ponto de não deixar a equipe de Tite confortável em sua própria casa.

“Acho que o Tite está correto na análise de oportunidades. Foram números parecidos, apesar do maior controle que acho que a gente teve”, opinou Ceni. “Não foi o Flamengo que nos deixou com a bola. Eles não conseguiram pegar na bola. Essa é a realidade. Foi um controle total do jogo”.

“Fico feliz de ver como o Bahia foi no Maracanã. Nunca tinha visto um time ter controle sobre o Flamengo como tivemos hoje. Acho que estamos no caminho correto. Mas precisamos ter mais oportunidades de gol. Que o controle de jogo seja compatível com as oportunidades”.

Essa foi a segunda derrota do Bahia em dez rodadas de Brasileirão. A equipe está em quinto lugar, com 18 pontos, três abaixo do próprio Flamengo, líder com 21.

Próximos jogos do Bahia:

Cruzeiro (C) – 23/06, 16h (de Brasília) – Brasileirão

Vasco (C) – 26/06, 21h30 (de Brasília) – Brasileirão

São Paulo (F) – 30/06, 16h (de Brasília) – Brasileirão

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Foto: Divulgação Ministério do Trabalho

Cinco trabalhadores resgatados pela Inspeção do Trabalho em Alpinópolis MG no último dia 14 de junho receberam o pagamento das verbas rescisórias devidas, no total de R$ 43.532,00, pagos pelo empregador após mediação realizada pela auditoria fiscal do Trabalho. Além das indenizações, todos os trabalhadores receberam também passagens de volta para suas cidades de origem.

Segundo relatório da fiscalização, os trabalhadores eram provenientes da Bahia e foram encontrados na colheita de café em uma propriedade rural sem carteira assinada ou qualquer vínculo formal. Eles estavam alojados em condições extremamente degradantes, ficando quatro deles em um espaço de aproximadamente 20 metros quadrados, próximo a um curral, configurando a situação de trabalho análogo à escravidão. Sem condições mínimas de asseio e higiene, o alojamento eram dois cômodos. Num deles havia camas e colchões, improvisados com restos de madeira, onde dividiam espaço com um fogão e botijão de gás. Os objetos pessoais e mantimentos ficavam espalhados pelo chão, misturados ao lixo e à poeira.

No segundo alojamento, além da falta de higiene e estrutura inadequada, havia muito lixo no entorno e dentro da casa. A água utilizada era proveniente de minas subterrâneas e sem qualquer processo de purificação, sendo armazenada em condições precárias. Somado a isso, os alojamentos apresentavam instalações elétricas desprotegidas, representando riscos de acidentes.

Um dos trabalhadores resgatados havia sofrido um acidente de trabalho recentes e estava com duas infecções de pele, sem receber qualquer assistência por parte do empregador. Diante das condições encontradas, o empregador foi notificado a adotar providências imediatas. A auditoria fiscal do Trabalho paralisou de imediato as atividades e os contratos de trabalho dos cinco trabalhadores foram rescindidos, sendo todos retirados da fazenda no mesmo dia, sendo encaminhados para hospedagem num hotel na cidade de Alpinópolis, às custas do empregador.

O resgate foi realizado pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), vinculado à Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego, que também providenciou a emissão e entrega das Guias de Seguro-Desemprego, garantindo o direito dos trabalhadores às três parcelas de um salário-mínimo cada. A operação, iniciada em 11 de junho de 2024, contou com a participação do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Trabalho, da Defensoria Pública da União, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

Na mesma operação, o GEFM fiscalizou outros três estabelecimentos nos municípios mineiros de Juruaia, Botelhos e Machado, encontrando mais de 90 trabalhadores em situação irregular, sem vínculo formalizado, mas em situações que não configuraram condições análogas à escravidão. As irregularidades trabalhistas encontradas resultarão na lavratura de aproximadamente 60 autos de infração.‌

Denúncias – Flagrantes de trabalho análogo ao de escravo podem ser denunciados anonimamente pelo Sistema Ipê (https://ipe.sit.trabalho.gov.br/#!/), da Secretaria de Inspeção do Trabalho, que reforça o compromisso do GEFM e das autoridades brasileiras na erradicação do trabalho escravo, assegurando condições dignas de trabalho e vida para todos.

Os dados oficiais sobre as ações de combate ao trabalho análogo ao de escravo no Brasil estão disponíveis no Radar do Trabalho Escravo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Um dia após o Banco Central (BC) interromper o ciclo de queda da taxa Selic, os juros básicos da economia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a decisão. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa em 10,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

“Foi uma pena que o Copom manteve, porque quem está perdendo com isso é o Brasil, o povo brasileiro. Quanto mais a gente pagar de juro, menos dinheiro a gente tem para investir aqui dentro”, disse Lula em entrevista a rádio Verdinha, de Fortaleza, onde cumpre agenda nesta quinta-feira (20).

O presidente também criticou o pagamento, via orçamento, de despesas financeiras com juros da dívida pública e com renúncia de impostos.

“Nós temos possibilidade de ter [este ano] um déficit de R$ 30 bilhões, R$ 40 bilhões. Aí eu fico olhando do outro lado da folha que me apresentam, só de juro, o ano passado, foram R$ 790 bilhões que a gente pagou. Só de desoneração foram R$ 536 bilhões que a gente deixou de receber. Por que não transforma em gasto a taxa de juros que nós pagamos?”, questionou o presidente. Pelas regras vigentes, despesas financeiras com juros da dívida não sofrem contingenciamentos.

“Não vejo o mercado falar dos moradores de rua, dos catadores de papel, não vejo o mercado falar dos desempregados e das pessoas que precisam do Estado. Quem necessita do Estado é o povo trabalhador, a classe média, que é quem paga imposto nesse país”, insistiu o presidente durante a entrevista.

Lula ainda criticou a autonomia do BC, que por lei assegura mandatos a seus diretores.

“Eu fui presidente 8 anos. O presidente da República nunca se mete nas decisões do Copom e do Banco Central. O [Henrique] Meirelles [ex-presidente do BC] tinha autonomia comigo tanto quanto tem esse rapaz [Roberto Campos Neto] de hoje. Só que o Meirelles era um cara que eu tinha o poder de tirar, como o Fernando Henrique Cardoso tirou tantos, como outros presidentes tiraram tantos. Aí resolveram entender que era importante colocar alguém que tivesse um Banco Central independente, que tivesse autonomia. Ora, autonomia de quem? Autonomia para servir quem, para atender quem?”.

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