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Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O presidente de Portugal reconheceu em público crimes cometidos durante o período colonial. É a primeira vez que um líder português pede perdão por estes crimes. A admissão ocorreu na noite desta terça-feira (23), em um jantar do chefe do executivo português com correspondentes internacionais, em meio às celebrações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, que findou, após 48 anos, a ditadura portuguesa.

Na conversa, Rebelo declarou que Portugal “assume total responsabilidade pelos danos causados” e ainda afirma: “Temos que pagar os custos. Há ações que não foram punidas e os responsáveis não foram presos? Há bens que foram saqueados e não foram devolvidos? Vamos ver como podemos reparar isso”. No entanto, o presidente português não deu detalhes quanto a como a reparação seria feita.

Durante mais de quatro séculos, foram ao menos 12,5 milhões de africanos capturados e forçados a viajar longas distâncias em navios europeus para serem vendidos como escravos. Aqueles que sobrevivessem às terríveis condições da viagem iam trabalhar nas Américas, em especial no Brasil e no Caribe.

Portugal foi o país que mais traficou africanos na era colonial: 6 milhões, quase a metade de todas as pessoas traficadas pela europa como um todo. No entanto, em Portugal, esse período costuma ser visto como uma fonte de orgulho.

Em abril do ano passado, também durante a comemoração anual da Revolução dos Cravos, em solenidade de boas-vindas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rebelo afirmou que o país europeu deveria pedir desculpas e assumir um papel de maior responsabilidade. Foi a primeira vez que uma autoridade portuguesa abordou uma possível retratação.

“Pedir desculpas às vezes é o mais fácil de fazer. Você pede desculpas, vira as costas e o trabalho está feito”, apontou o presidente. O político também destacou que deveria assumir essa responsabilidade para a construção de um futuro melhor.

A declaração do presidente se dá em um momento de tensões no tangente à questão racial no país. Na última sexta-feira (19), na Suíça, organizações de mulheres negras exigiram de Portugal medidas de reparação pela escravidão durante o período colonial no Brasil.

Em um comunicado, seis entidades da sociedade civil, entre elas o Instituto Marielle Franco manifestaram repúdio “diante da ausência absoluta de posicionamento” de Portugal sobre “medidas concretas de reparação à população negra brasileira pelos danos profundos causados pela escravização e o tráfico transatlântico, graves crimes contra a humanidade”.

O Conselho da Europa, principal instituição de direitos humanos do continente europeu, apontou, em março de 2021, que Portugal precisa de mais ações afirmativas para confrontar o seu passado colonial e seu papel no tráfico de escravos, com o objetivo de combater o racismo e a discriminação.

Em similar situação, em dezembro de 2022, a Holanda pediu perdão oficialmente pelo papel que o país exerceu no tráfico de escravos entre os séculos XVII e XIX. De acordo com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, o governo estabelecerá um fundo para iniciativas que ajudarão a combater o legado da escravidão na Holanda e em suas ex-colônias.

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Foto: Reprodução/IFBA

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), Campus Irecê, vem por meio desta expressar seu respeito ao movimento de greve dos professores e técnicos administrativos em educação que atualmente se desenrola em todo o território nacional. Reconhecemos a imprescindível contribuição desses profissionais para a qualidade e desenvolvimento do sistema educacional brasileiro e compreendemos plenamente as razões que os motivaram a tomar essa decisão.

Nesse contexto, as pautas da greve abrangem questões essenciais, tais como a reestruturação das carreiras de técnico-administrativos (PCCTAE) e docentes (EBTT), recomposição salarial, restauração do orçamento e imediato reajuste dos auxílios e bolsas dos estudantes. Estamos alinhados e engajados na necessidade premente de assegurar condições dignas de trabalho e estudo para todos os envolvidos no processo educacional.

Informamos que os servidores do IFBA Campus Irecê, aderiram ao movimento de greve dos professores e técnicos administrativos em educação desde 03/04/2024. Tal decisão foi tomada após uma ampla discussão e reflexão acerca das demandas específicas de nossa comunidade acadêmica. É crucial ressaltar que os servidores do IFBA Campus Irecê concordam e endossam as pautas nacionais levantadas pela greve. Estamos unidos em busca de um ambiente educacional mais justo e equitativo.

Em constante diálogo com os representantes dos grevistas e demais partes interessadas, reiteramos nosso compromisso com o diálogo e a busca por soluções que visam o atendimento as pautas reivindicadas pelo movimento paredista, sempre visando a qualidade do ensino e o bem-estar de toda a comunidade acadêmica. Reconhecemos a importância de alcançar um acordo que seja benéfico para todas as partes envolvidas.

Por fim, queremos tranquilizar os estudantes, pais e responsáveis, garantindo que estamos empenhados em encontrar alternativas que minimizem os impactos da greve e garantam a continuidade dos dias letivos e da carga horária necessária para cumprir nossa missão institucional. Comprometemo-nos a proporcionar um ambiente educacional seguro e de qualidade, enfrentando os desafios com determinação e perseverança.

Contamos com a compreensão e colaboração de todos os envolvidos para superarmos juntos este momento desafiador e continuarmos a promover uma educação de excelência em nosso campus.

Atenciosamente,

Robério Batista da Rocha

Diretor Geral

IFBA Campus Irecê

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Foto: Reprodução/Palácio do Planalto

A capital baiana está entre os cinco destinos preferenciais para as viagens oficiais de ministros do governo Luis Inácio Lula da Silva (PT). Os dados levantados colocam o período de 1º de janeiro de 2023 e 12 de abril deste ano, totalizando 1.660 viagens ministeriais realizadas.

Os dados obtidos pela Fiquem Sabendo, agência de dados especializada no acesso a informações públicas, apontam que Salvador recebeu 45 visitas desde o início da gestão, constando em quinto lugar entre os destinos. A lista tem São Paulo em primeiro lugar, com 309 viagens, Rio de Janeiro com 190, Recife com 75 e Brasília com 50 viagens.

Entre os baianos, tanto Rui Costa, ministro da Casa Civil, quanto Margareth Menezes, ministra da Cultura, constam na parte de baixo do ranking. Menezes é a quinta ministra que menos viajou desde o início da gestão, com 28 viagens oficiais e Rui Costa com 39 eventos.

Com 82 solicitações de diária, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT), foi o que mais viajou durante o governo Lula, seguido por Nísia Trindade, da Saúde (73), e Camilo Santana (PT), da Educação (67).

Conforme os dados coletados no portal, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSDB), teve apenas três viagens registradas para pagamento de diárias. Entre os que ocupam apenas o cargo de ministro, aqueles com menos viagens são o recém-chegado ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski (5), a ex-ministra do Turismo, Daniela Carneiro (22), e a ministra da Mulheres, Aparecida Gonçalves (27).

CIDADES BAIANAS

Além de Salvador, estiveram no roteiro dos ministros as cidades baianas visitadas foram: Juazeiro, Ilhéus, Prado, Santo Amaro, Vitória da Conquista, Santa Inês, Paulo Afonso, Luis Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Itabuna, Guanambi, Cocos, Casa Nova, Carinhanha, Campo Formoso, Campo Algre de Lourdes, Camaçari, Barreiras e Feira de Santana.

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