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Ainda este ano, o Complexo se conectará com o projeto VSE Solar Híbrido, iniciativa de entrada da empresa na geração de energia solar – Foto: Divulgação STATKRAFT
A Statkraft, uma das maiores geradoras de energia renovável da Europa e líder em energia hidrelétrica, finalizou as obras civis do Complexo Eólico Ventos de Santa Eugênia, maior empreendimento do Grupo Statkraft fora da Europa, e inaugurou hoje, dia 6 de fevereiro, em uma cerimônia que contou com a participação do CEO Global do Grupo, Christian Rynning-Tønnesen, a vice-presidente executiva Internacional, Ingeborg Dårflot, além de Fernando de Lapuerta, CEO e diretor-presidente da Statkraft Brasil, e todos os diretores da organização.
Com o Complexo, a empresa cresce de forma relevante sua capacidade eólica no Brasil, passando de 710MW para 1.229MW. E com a conclusão das aquisições recentes e outros projetos em construção, a Statkraft aumentará em cinco vezes a sua capacidade de geração no país no decorrer de um ano. Em 2024, a empresa espera ter mais de 2.230 MW de capacidade de geração em tecnologias hidrelétricas, eólicas, solares e baterias no país.

Foto: Divulgação STATKRAFT
Christian Rynning-Tønnesen, CEO da Statkraft, destaca a importância do empreendimento para o Grupo, que passa a ser uma das maiores empresas de energia eólica do Brasil. “O desenvolvimento bem-sucedido do Complexo Eólico Ventos de Santa Eugênia, na Bahia, é um marco para a Statkraft no Brasil e mostra nosso compromisso em contribuir para a transição energética verde no país. Isso coloca a Statkraft entre as dez maiores empresas eólicas no mercado de energia mais importante da América Latina”, afirma o executivo global.
Localizado em Uibaí e Ibipeba, na Região de Irecê, Bahia, o Complexo conta com uma área abrangente de 489,18 hectares, onde estão localizados os 14 parques eólicos, totalizando 91 aerogeradores de 5,7 megawatts de potência cada. A produção de energia renovável deve atingir 2.300 Gigawatt-hora (GWh) por ano, o suficiente para abastecer 1,17 milhão de residências brasileiras. No pico da obra, o empreendimento chegou a empregar 2 mil colaboradores diretos e indiretos.
Para Ingeborg Dårflot, vice-presidente executivo de negócios internacionais da Statkraft, o Brasil tem um importante papel para os negócios da companhia. “A Statkraft vê o Brasil como um mercado estratégico, com grande potencial e com grandes ambições. Ao longo do tempo, construímos uma organização forte que nos dá a base necessária para desenvolver e operar ainda mais energias renováveis em diversas tecnologias. Além disso, desenvolvemos uma equipe de comercialização no Brasil, que nos diferencia muito bem no entendimento da complexidade do mercado e das necessidades dos clientes. Aproveitamos a experiência em energia hidrelétrica que trazemos da Noruega e, ao mesmo tempo, aplicamos os conhecimentos do Brasil em outros países em que operamos. Uma troca essencial”, diz a executiva.
VSE Solar Híbrido
No final de 2023, a empresa anunciou que vai iniciar a construção do parque VSE Solar Híbrido, projeto híbrido que vai aproveitar a complementaridade das centrais geradoras de energia eólica de Ventos de Santa Eugênia com a geração solar. Com o uso da tecnologia BESS, que utiliza o mesmo ponto de conexão entre as duas energias, o parque híbrido terá a capacidade total de 682 MWac. Dessa forma, a empresa chega oficialmente na geração de energia solar e, através de um projeto totalmente desenvolvido “in-house”, traz como inovação o uso de baterias. A previsão é que as obras comecem no primeiro semestre deste ano e que as operações sejam iniciadas em 2025.
Pioneirismo
A Statkraft é uma das primeiras empresas a desenvolver projetos híbridos no Brasil. “Temos orgulho de estar entre as primeiras empresas inovadoras a desenvolver um projeto híbrido de energia renovável para otimizar a produção de energia. Esse conceito garante melhor utilização da infraestrutura compartilhada entre as tecnologias solar e eólica e contribui para preços mais baixos e segurança energética ao sistema por meio de uma produção de energia mais estável e equilibrada”, afirma Fernando de Lapuerta, CEO e diretor presidente da Statkraft Brasil.
A regulamentação das usinas híbridas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) é relativamente recente, do fim de 2021, e está na Resolução Normativa No.954 do órgão regulador. Considerada um salto de inovação para o sistema elétrico brasileiro, essa modalidade de geração permite a complementaridade temporal entre as diferentes fontes de geração de energia, dando mais previsibilidade aos projetos renováveis.
Programa Social “Ventos da Gente”
Durante a obra do Complexo Eólico de Ventos de Santa Eugênia, a Statkraft iniciou o programa social “Ventos da Gente”, que foi elaborado a partir de um diagnóstico socioeconômico feito nas comunidades de Uibaí e Ibipeba, para mapeamento de potencialidades e oportunidades de melhoria das comunidades do entorno.
Para Lapuerta, o desenvolvimento dos projetos sociais e a geração de energia renovável se completam na busca da empresa por uma sociedade mais sustentável. “O bom diálogo com as comunidades locais próximas à usina e a determinação de minimizar os impactos ambientais têm sido nossos focos no desenvolvimento deste Complexo. Implementamos uma ampla gama de programas sociais na área e, como resultado, conseguimos medir um aumento significativo da renda da população local”, afirma o executivo.
Em 2023, programa, que atendeu quase 1.200 beneficiários, registrou números expressivos:
97% das escolas públicas municipais atendidas, com 232 práticas e saberes locais levantados.No projeto socioambiental, houve o registro de 85% de aumento da produção dos diferentes grupos participantes.Já no projeto econômico e organizacional, o destaque foi o crescimento da renda bruta dos beneficiários em até 87%.
Com 5.700 funcionários em 21 países, a Statkraft é uma das líderes em energia hidrelétrica internacionalmente e a maior geradora de energia renovável da Europa. O grupo produz energia hidrelétrica, energia eólica, energia solar, energia a gás e fornece aquecimento urbano.
Com ações pautadas pela ética e transparência, a empresa tem sua sede localizada na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina (SC). Atualmente, controla 26 ativos de geração renovável no Brasil. Em novembro de 2023, a Statkraft assinou a compra da Enerfín, subsidiária renovável da espanhola Elecnor, que inclui nove parques eólicos em operação nos estados do Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Dessa forma, a empresa tornou-se uma das maiores geradoras de energia eólica do Brasil, ultrapassando a marca de 2.2 GW de capacidade instalada, entre aquisições, construções e operações no país.
A empresa é pioneira em oferecer energia renovável rastreável com garantia de origem no Brasil, certificando, por meio do I-REC (Certificado Internacional de Energia Renovável), a origem da produção de sua energia, o que garante que a operação é sustentável.
Foto: Pedro França/Arquivo/Agência Senado
O jornalista Tulio Amancio, da Band, revelou a lista de autoridades que foram alvo do monitoramento pela chamada “Abin paralela”. Entre os nomes divulgados no Jornal da Band, chama a atenção a presença do senador baiano Otto Alencar (PSD-BA).
A lista inclui uma variedade de figuras públicas, desde políticos até personalidades da mídia. A lista de senadores espionados é grande e tinha como alvo integrantes da CPMI da covid, da qual Otto fazia parte. Além dele, senadores como Rogério Carvalho, Omar Aziz, Humberto Costa, Alessandro Vieira, Renan Calheiros, Simone Tebet, Soraya Thronicke e Randolfe Rodrigues estiveram entre os monitorados.
Nesta semana, Otto já havia falado sobre o monitoramento contra ele antes de o assunto vir à tona. “Já sabíamos, naquela época, mas não havia comprovação, que o presidente da República usava o aparelho do Estado para intimidar, para investigar, para ter informações. Minha vida foi totalmente vasculhada na Receita Federal”, disse, à rádio Mix Salvador.
Especula-se que Otto, aliado de primeira hora do governo federal, tenha sido informado há tempos por autoridades governamentais sobre a espionagem. A Abin inclusive está hoje sob a tutela do ministério da Casa Civil, comandado por Rui Costa. As informações são do site Política livre.
Confira a lista de espionados:
Abraham Weintraub
Anderson Torres
Flávia Arruda
Carlos Alberto dos Santos Cruz
Kim Kataguiri
Alexandre Frota
Rodrigo Maia
Otto Alencar
Soraya Thronicke
Renan Calheiros
Rogério Carvalho
Omar Aziz
Humberto Costa
Randolfe Rodrigues
Simone Tebet
Alessandro Vieira
Roberto Barroso
Gilmar Mendes
Alexandre de Moraes
Joao Dória
Camilo Santana
Foto: Reprodução
O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, respondeu às críticas do ex-prefeito e candidato derrotado ao Governo, ACM Neto, aos investimentos do programa Bahia Sem Fome. O dirigente partidário afirmou que enquanto o governador Jerônimo Rodrigues trabalha para melhorar a vida dos baianos e baianas, ACM Neto desconhece e é indiferente aos problemas da população: “Jerônimo gosta de gente. Neto gosta de festa”.
Sobre as críticas de Neto, Éden esclareceu que os recursos do Fundo de Combate à Pobreza são apenas uma das fontes de gastos sociais do Governo e que em 2023 o Estado bateu seu recorde de investimentos (R$ 8,38 bilhões), sendo que as áreas sociais absorveram 48% desse valor (R$ 4,02 bilhões). “O governador Jerônimo tem a coragem de combinar os grandes investimentos como a chegada da BYD na Bahia, sem perder de vista o combate à fome. Ele sabe o que é isso, o que é a dor do povo baiano. O candidato derrotado não faz a menor ideia”, disse Éden, ao informar que os recursos do Fundo de Combate à Pobreza não se misturam com as outras fontes do Tesouro e que qualquer valor não utilizado é transferido automaticamente para o exercício seguinte.
Além disso, explicou o dirigente partidário, nenhum centavo desses recursos perde o direcionamento em nenhuma hipótese. Depois de aplicações de R$ 765,7 milhões em 2023, R$ 254,2 milhões são saldos existentes no caixa do Fundo, disponíveis para uso em 2024, que se somarão a novas receitas e se converterão em ações não só de combate à fome, mas também para amenizar efeitos da seca, socorrer vítimas de enchentes etc.
Éden criticou ainda a ausência do ex-prefeito em momentos difíceis para os baianos, como as fortes chuvas que atingiram o estado e afetaram diversas famílias. “A Bahia passou por muitas dificuldades por causa das mudanças climáticas. Uma seca há tempos não vista. E um excesso de chuva que castigou muitas cidades na Bahia, muita gente perdeu tudo. Onde estava o candidato derrotado? Em festa fora da Bahia. Jerônimo estava lá: mobilizando os governos locais, estadual e federal”.