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Em um intervalo de poucas horas desta quarta-feira, 31 de janeiro, policiais rodoviários federais apreenderam 67 comprimidos de anfetaminas, em 5 ocorrências distintas durante fiscalização da Lei do Descanso. As ações aconteceram em frente a unidade operacional da PRF (Km 408 da BR 242), em trecho do município de Seabra, na Chapada Diamantina.

A maior apreensão ocorreu às 20h40, em abordagem a um caminhão Volvo/FH 540, com placas de Barra (BA). Os policiais decidiram vistoriar o caminhão, quando foram encontrados uma quantidade de 33 comprimidos de Nobésio Extra Forte.

Por ser um crime considerado de menor potencial ofensivo, o porte de drogas não gera prisão. Os policiais lavraram os TCOs e encaminhou os procedimentos criminais ao Juizado Especial Criminal, onde os condutores responderão pelo artigo 28 da Lei 11.343/2006 (Lei de Drogas).

O uso desse tipo de droga está muitas vezes associado à condução em excesso de velocidade, perda do controle do veículo, colisões, direção agressiva e desatenta, além de execução de manobras de alto risco.

A PRF alerta que dirigir sob influência de “rebites” é infração gravíssima de trânsito, de acordo com o Art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e pode colocar em risco a vida do motorista e de outras pessoas.

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Foto: Divulgação

O verão chegou e também as chuvas da estação que causam todo o ano aumento dos casos das doenças causadas por mosquitos transmissores de doenças, especialmente dengue, zika e chikungunya. O pesquisador Luiz Carlos Guilherme, da Embrapa Cocais, desenvolveu solução simples e com resultados positivos na diminuição ou eliminação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela proliferação dessas principais doenças da estação mais quente do ano.

Em 2001, durante curso doutorado em Genética e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU, Luiz Carlos Guilherme coordenou pesquisa para evitar que aquários e tanques se tornassem possíveis criadouros de mosquitos transmissores de doenças. Foi comprovada a eficácia dos lebistes – peixes larvófagos predadores de larvas dos mosquitos conhecidos popularmente como barrigudinho ou guppy – no controle biológico do Aedes aegypti. As larvas se mostraram alimento de alta qualidade para os peixes.

A descoberta permitiu a diminuição do uso de larvicida com a introdução do peixe em locais onde o larvicida não era eficaz ou havia alta incidência do mosquito. “A medida também tem impactos socioeconômicos e ambientais, uma vez que o controle químico é mais oneroso e tem efeito cumulativo e mutagênico nos organismos vivos, pessoas e biodiversidade, de acordo com o Trabalho de Conclusão de Curso desenvolvido anos mais tarde por uma aluna da Universidade Estadual do PIauí – UESPI orientada pela professora Alessandra Ribeiro Torres”, completa o pesquisador.

Com o sucesso do uso do barrigudinho, em 2002 foi iniciado, em Uberlândia, o Projeto Dengoso, ação de saúde pública e cidadania em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses – CCZ para realizar o controle biológico das doenças transmitidas pelo Aedes aegyti e outros mosquitos patógenos. Com a mudança do pesquisador para a Parnaíba – PI, a tecnologia também foi disponibilizada para o CCZ da cidade em 2010. Outros municípios, como Campo Maior – PI e Tobias Barreto – SE adotaram depois o Projeto Dengoso para reduzir o número de focos de dengue.

Eficácia comprovada
O Projeto Dengoso consiste no controle biológico de larvas de mosquitos em diferentes reservatórios de água. O controle biológico com o uso de predadores naturais é uma alternativa que pode ser utilizada sem grandes custos e pouca mão de obra. O uso de peixes é eficiente no controle dos mosquitos, principalmente nas fases de vida aquática do inseto, substituindo, em alguns casos, o uso do inseticida.

O resultado é a promoção da saúde e o combate a vetores do vírus da Dengue, Zika, Chikugunya e Febre amarela e impacta positivamente comunidades inteiras, principalmente bairros com grandes áreas alagáveis. Após o povoamento com o peixe, os agentes de endemias observam, especialmente num raio de aproximadamente 100 metros, menor incidência de mosquitos e notadamente a diminuição nos casos das doenças.

No Piauí, é desenvolvido na Universidade Estadual do Piauí (UESPI) – Campus Alexandre Alves de Oliveira, onde os peixes são reproduzidos e mantidos em tanques. Após isso, estes peixes são distribuídos em locais onde o veneno não é eficaz, a exemplo das lagoas de tratamento e estabilização de efluentes de algumas indústrias, em recipientes de grande porte – como bebedouros de animais – piscinas desativadas, cascatas e outros ambientes semelhantes.

A iniciativa tem a colaboração do Centro de Controle de Zoonoses e Endemia – CCZ de Parnaíba e Embrapa Cocais, garantindo uma abordagem conjunta e coordenada, e incluem ações educativas interativas, como realização de peças de teatros em escolas públicas e privadas do Ensino Fundamental e Médio para conscientizar discentes e docentes da importância do combate aos vírus transmissores de doenças e ainda estratégias de ensino para levar informações de forma lúdica a estudantes de escolas públicas, para que possam ser agentes de intervenção nas comunidades onde vivem.

“É uma abordagem inovadora e sustentável no controle de larvas de mosquitos. O uso de barrigudinhos como método biológico tem se mostrado eficaz no controle de larvas de mosquitos em locais propensos a alagamentos, onde a ação do larvicida pode apresentar limitações e na significativa redução na incidência de mosquitos, abrangendo não apenas o Aedes aegypti, transmissor de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya, mas também outros mosquitos, comumente chamados de “muriçocas”.

O projeto utiliza barrigudinhos coletados localmente, evitando a introdução de peixes de outras bacias e mantendo a biodiversidade local. O pesquisador Luiz Guilherme, da Embrapa Cocais, orienta a reprodução e manutenção dos barrigudinhos nos tanques da UESPI e CCZ, assegurando um suprimento constante de peixes para a continuidade do projeto.

Nas escolas onde as ações educativas foram implementadas, há relatos positivos de adoção de práticas de prevenção pela comunidade escolar”, relata Alessandra Torres, professora da UESPI que coordena a ação no Piauí em conjunto com a equipe acadêmica da área de Ciências Biológicas.

Em Minas Gerais, o Projeto Dengoso é uma prática constante no programa de controle do Aedes. O projeto consiste na introdução do peixe barrigudinho em reservatórios de água, como piscinas abandonadas ou não cloradas, tanques, caixas d’água, tanques de decantação e áreas com água de baixa oxigenação.

“A resistência desses peixes é notável. Em Uberlândia, aproximadamente 592 locais são constantemente monitorados, onde os lebistes são implantados. Além disso, quando necessário, retiramos esses peixes desses locais bem-adaptados e altamente reprodutivos para colocá-los em uma plataforma na Unidade de Vigilância em Zoonoses do município. Isso permite a redistribuição para outros criadouros que possam surgir posteriormente.

O Projeto Dengoso se tornou instrumento valioso no controle vetorial, pois onde os peixes são implantados, a presença de focos do mosquito é significativamente reduzida. Esse êxito proporciona mais tempo para a inspeção de outros imóveis que necessitam de controle, fortalecendo assim as medidas de prevenção contra o Aedes aegypti”, detalha Ana Paula Quirino, chefe da CCZ.

O Projeto Dengoso é uma tecnologia premiada pela Fundação Banco do Brasil.

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Christiano Brandão, gerente de Licenciamento da Galvani (à esq.), Gleice Barcelar, coord. de Meio Ambiente da empresa (à dir.), com Henrique Carballal, presidente da CBPM (ao centro).

A Galvani, uma das maiores produtoras de fertilizantes fosfatados do país, recebeu a licença de instalação para a nova fase da unidade em Irecê, na Bahia. O documento foi concedido pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) nesta segunda-feira (29), para a nova fase de mineração e beneficiamento de fosfato usado na produção de fertilizantes. Com investimentos estimados em R$340 milhões, o projeto vai possibilitar a duplicação da produção de fertilizantes da Galvani em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, que saltará de 600 mil para 1,2 milhão de toneladas/ano.

“É com grande satisfação que celebramos este marco significativo para a Galvani e para a comunidade de Irecê, em parceria com a CBPM (Companhia Baiana de Produção Mineral). A obtenção da licença de instalação representa um avanço estratégico para a nossa empresa e reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento do território.”, ressalta Sylvia Tabarin, diretora de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Galvani.

Como próximo passo, a Galvani iniciará a instalação da unidade de produção e, em paralelo, fará os estudos para solicitar a licença de operação. Durante esta fase, é estimada a geração de cerca de 1.000 empregos diretos e indiretos.

Essa é a última fase do processo de licenciamento para iniciar as atividades de operação da unidade. A previsão é que as obras comecem ainda este ano, e a operação inicie no começo de 2026.

Investimentos sociais em Irecê

A Galvani, reafirmando seu compromisso contínuo com o desenvolvimento das comunidades onde opera, realizou aportes superiores a R$1 milhão na região de Irecê, por meio de Leis de Incentivo Fiscal Federal, em projetos sociais implementados ao longo de 2023, e que terão continuidade em 2024. Estas ações têm como foco gerar impactos positivos para as populações locais, em especial aquelas em situação de vulnerabilidade social.

As iniciativas apoiadas devem beneficiar cerca de 3.700 pessoas da região e abrangem diversas áreas, como música e artes cênicas, educação de qualidade, esportes, saúde integral e bem-estar, combate à fome, diversidade e inclusão, resgate à ancestralidade, moral e ética, empreendedorismo e preservação ambiental.

Sobre a Galvani  

Empresa 100% brasileira de produção verticalizada de fertilizantes, que opera na mineração, beneficiamento, industrialização e distribuição destes insumos. Atua no setor de fertilizantes desde a década de 1960 e é líder em produção e distribuição no Matopiba, região agrícola que compreende os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Possui um complexo industrial em Luís Eduardo Magalhães e uma unidade de mineração e beneficiamento em Campo Alegre de Lourdes, além de estar preparando uma nova fase de operação da unidade de mineração em Irecê – todos na Bahia. A companhia mantém também escritórios corporativos em Campinas (SP) e na capital paulista, além de estar desenvolvendo um novo projeto de fertilizantes no Ceará.

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Foto: Divulgação

O Partido dos Trabalhadores de Salvador homologou em reunião do Diretório Municipal, na noite desta terça-feira, 30, uma resolução em que apoia e defende a pré-candidatura do vice-governador Geraldo Júnior à prefeitura de Salvador, reconhecendo e validando a decisão do Conselho Político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues. A aprovação foi por ampla maioria, com 27 votos a favor e somente três contra. Com a homologação do apoio do PT Salvador, o recurso enviado ao PT nacional fica inapto.

O presidente do PT Bahia, Éden Valadares, destacou que respeitadas as divergências, o assunto do recurso foi encerrado e que o Partido vai trabalhar para fazer Geraldo o próximo prefeito da capital baiana. “Nós do PT vamos fazer a campanha de Geraldo como se do PT fosse. Tenho certeza que, com a força da nossa militância e a unidade do grupo, quem votou em Lula vai votar em Geraldinho”.

Presidente do PT municipal, Cema Moura destacou que vê a aprovação da resolução como um ato de grandiosidade do PT Salvador. “Isso indica que estamos cada vez mais ansiando por uma cidade mais justa, e é isso que nos faz persistir pelo melhor para a população. Essa esperança em conquistar a Prefeitura de Salvador por esse campo democrático e progressista está cada vez mais acesa”.

A dirigente acrescentou ainda que o nome de Geraldo Júnior tem um potencial muito agregador. “Nós estaremos sim, toda a militância petista junta, em toda a cidade, da periferia à orla, disputando valores disputando sonhos, disputando projetos, mobilizando e organizando as lutas e suas pautas, avançando em torno de um programa de oposição que faz justiça e faça jus à nossa história e ao povo soteropolitano”, disse Cema, ao acrescentar: “Salvador com certeza terá alguém que olhe para ela com um programa que priorize os programas sociais e tragam qualidade de vida para a população”.

Para o vereador petista Arnando Lessa, foi um passo importante institucional e político a afirmação das correntes majoritárias do partido por meio de debates e a manifestação do posicionamento de todas as representações. “Ficou provado no Diretório a convergência das forças políticas que sustentam o governador Jerônimo Rodrigues na Bahia, dos partidos, da nossa Federação PT, PCdoB, PV, que nos dará força para fazermos o debate da cidade que temos e da cidade que queremos, da cidade que se vende e da cidade da desigualdade da exclusão, para construirmos uma vitória desse projeto em outubro. A candidatura de Geraldo é uma construção em curso e o PT faz parte desse trabalho. Cabe ao PT a construção do diálogo com Geraldo, entregar a Geraldo nosso programa de governo, afirmar as bandeiras que o PT defende e buscar participar ativamente da campanha”, concluiu Lessa.

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