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Programa DJBA enfatiza participação de estudantes na ALBA – Foto: Redes Sociais

Na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em Salvador, de segunda-feira (27) até esta sexta-feira (01), 63 alunos de 54 municípios terão a oportunidade de vivenciar os trabalhos parlamentares.

O Programa Deputado Jovem Baiano (DJBA), uma iniciativa da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) em conjunto com a legislação baiana, tem como objetivo promover a participação social e a cidadania entre os alunos das redes de ensino público e privado. O programa destaca a diversidade de participantes.

Uma das participantes é Rebeca Ferreira, representante da região de Irecê no Programa Deputado Jovem Baiano (DJBA). Rebeca é aluna da Rede Pública de Ensino e frequenta o Colégio Estadual José de Souza Machado. Ela vem da comunidade de Floresta, no município de Central.

Ao participar, os alunos terão a oportunidade de ver como é trabalhar como parlamentar e entender as atividades, funções e processos internos que envolvem a criação e votação de leis. Os 63 alunos foram selecionados de várias categorias, incluindo 35 alunos da rede pública, 13 alunos da rede privada, 4 alunos indígenas, 4 alunos quilombolas, 4 alunos das Escolas da Família Agrária e 3 alunos com deficiência.

Os candidatos foram selecionados por meio de um edital da SEC. Os estudantes devem ter pelo menos 15 anos e estar matriculados em uma das modalidades do Ensino Médio, da Educação Profissional e Tecnológica, da Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio ou da Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

Para se qualificarem, os alunos realizaram projetos de lei próprios que refletem a realidade da Bahia, abordando problemas locais e fazendo proposições legislativas para resolver esses problemas.

Veja mais informações da região no Central Notícia.

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A Embasa concluiu, por volta das 17h de ontem (30), os serviços de correção de vazamento na Adutora do São Francisco. Desde a noite de ontem, o abastecimento de água na microrregião de Irecê está sendo regularizado, de forma gradativa.

Os municípios e povoados mais distantes terão seu fornecimento normalizado até o fim de semana. Até lá, a orientação da Embasa é que a população armazene água e a utilize apenas para o essencial.

Cidades com o abastecimento sendo regularizado: América Dourada, Barra do Mendes, Barro Alto, Cafarnaum, Canarana, Central, Ibipeba, Ibititá, Irecê, Itaguaçu, João Dourado, Jussara, Lapão, Presidente Dutra, São Gabriel e Uibaí, além dos respectivos povoados.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em seu primeiro discurso na abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (1º) que o planeta está farto de acordos climáticos não cumpridos, de metas de redução de emissão de carbono negligenciadas, de discursos eloquentes e vazios e do auxílio financeiro aos países pobres que não chega. “O planeta já não espera para cobrar da próxima geração”.

Durante a solenidade, lula citou que a humanidade sofre com secas, enchentes e ondas de calor cada vez mais extremas e frequentes e lembrou a seca no Norte do Brasil e as enchentes no Sul. “A Amazônia amarga uma das mais trágicas secas de sua história. No Sul, tempestades e ciclones deixam um rastro inédito de destruição e morte”, destacou. “A ciência e a realidade nos mostram que desta vez a conta chegou antes”.

“Quantos líderes mundiais estão de fato comprometidos em salvar o planeta? Somente no ano passado, o mundo gastou mais de US$ 2 trilhões em armas. Quantia que poderia ser investida no combate à fome e no enfrentamento da mudança climática. Quantas toneladas de carbono são emitidas pelos mísseis que cruzam o céu e desabam sobre civis inocentes, sobretudo crianças e mulheres famintas?”

Segundo o presidente, a conta das mudanças climáticas não é a mesma para todos e chegou primeiro para as populações mais pobres. Ele lembrou que o 1% mais rico do planeta emite o mesmo volume de carbono que 66% de toda a população mundial. “O mundo naturalizou disparidades inaceitáveis de renda, gênero e raça.”

“Trabalhadores do campo, que têm suas lavouras de subsistência devastadas pela seca, e já não podem alimentar suas famílias. Moradores das periferias das grandes cidades, que perdem o pouco que têm quando a enchente arrasta tudo: casas, móveis, animais de estimação e seus próprios filhos. A injustiça que penaliza as gerações mais jovens é apenas uma das faces das desigualdades que nos afligem”.

Para Lula, não é possível enfrentar as mudanças do clima sem combater as desigualdades. “Quem passa fome tem sua existência aprisionada na dor do presente. E torna-se incapaz de pensar no amanhã. Reduzir vulnerabilidades socioeconômicas significa construir resiliência frente a eventos extremos. Significa também ter condições de redirecionar esforços para a luta contra o aquecimento global.”

“O não cumprimento dos compromissos assumidos corrói a credibilidade do regime. É preciso resgatar a crença no multilateralismo. É inexplicável que a ONU [Organização das Nações Unidas], apesar de seus esforços, se mostre incapaz de manter a paz, simplesmente porque alguns dos seus membros lucram com a guerra. É lamentável que acordos como o Protocolo de Kyoto ou os Acordos de Paris não sejam implementados”.

“Governantes não podem se eximir de suas responsabilidades. Nenhum país resolverá seus problemas sozinho. Estamos todos obrigados a atuar juntos além de nossas fronteiras. O Brasil está disposto a liderar pelo exemplo”, concluiu, ao citar os ajustes das metas climáticas brasileiras, a redução do desmatamento na Amazônia e o que chamou de industrialização verde, agricultura de baixo carbono e bioeconomia.

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