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Em nota divulgada na manhã desta terça-feira (15), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que a interrupção de energia que atingiu diversos estados, por volta das 8h30, ocorreu por causa da abertura de interligação da rede de operação do sistema nacional, entre as regiões Norte e Sudeste.

Segundo a nota, foram interrompidos 16 mil megawatts (MW) de carga, nos estados do Norte e Nordeste. A interrupção também afetou estados do Sudeste.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou a criação de uma sala de situação para acompanhar o processo de recomposição do sistema e para apurar a ocorrência.

No Piauí, um dos estados afetados, a empresa Águas de Teresina suspendeu o serviço de abastecimento de água e informou que os canais de antendimento estão indisponíveis até que o fornecimento de energia elétrica seja restabelecido.

Em Pernambuco, o Corpo de Bombeiros do Recife informou que foi acionado para retirar uma mulher presa no elevador do prédio da Superintendência do Trabalho, por volta das 9h30 da manhã.

Em São Paulo, na capital, a interrupção de energia afetou o funcionamento do metrô. Em nota, a ViaQuatro, concessionária responsável pela linha 4 Amarela, esclareceu que o transtorno permaneceu entre 8h30 e 9h25 e confirmou que a razão para a redução na velocidade dos vagões foi a “oscilação externa na alimentação de energia elétrica”.

De acordo com o ONS, até as 10h45, 30% da carga da Região Norte e 75% da Região Nordeste tinham sido recompostas. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste a carga foi recomposta integralmente.

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Empresária Paula Ferreira, da Orgânicos do Quintal, na região de Irecê, possui certificação do Selo Brasil Orgânico

Na sexta-feira (11), o Sebrae participou de painel na 14ª edição do Fórum Agenda Bahia, com apresentação da empresária Paula Ferreira, da Orgânicos do Quintal, case no setor da agroecologia, na região de Irecê. O evento, que aconteceu durante todo o dia no Senai Cimatec, em Piatã, Salvador, é uma realização do Jornal Correio e teve apoio institucional do Sebrae. O superintendente da instituição, Jorge Khoury, esteva presente ao evento.

“A presença do Sebrae em eventos como o Agenda Bahia está totalmente alinhada com a promoção do desenvolvimento empresarial, Aqui, temos a oportunidade de discutir tendências do mercado, além de estar ao lado de iniciativas que estimulam a inovação”, analisou Khoury.

A abertura do encontro foi feita pela diretora do Correio, Renata Correia. “É com entusiasmo que iniciamos a 14º edição do Agenda Bahia, um encontro que proporciona uma plataforma única para explorar e debater temas de interesse da sociedade, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico do nosso estado e da nossa cidade”.

Em seguida, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, parabenizou os realizadores pelo estímulo ao desenvolvimento econômico da cidade e pontuou que sua gestão tem atuado para permitir o acesso da população às novas tecnologias. “Investimos muito em inovação e tecnologia para aperfeiçoar os processos internos da prefeitura para fazer políticas públicas eficientes e atender às demandas dos cidadãos. O ecossistema do mundo da tecnologia tem sido estimulado em Salvador, com insumos e incentivos fiscais, para transformar a cidade em um polo da área de tecnologia e inovação, a fim de gerar oportunidade, emprego e renda”, concluiu o gestor municipal.

Para discutir como o desenvolvimento e a inovação acontecem no interior da Bahia, o Painel “Polos de Desenvolvimento do Interior: Mineração, Agro, Eólico, Agroflorestas”, mediado pelo jornalista Donaldson Gomes, trouxe a experiência da empresária, agricultora orgânica de base agroecológica, Paula Ferreira, case do Sebrae no segmento; Rafael Valverde, CEO da Eolus Consultoria; e André Oliveira, executivo das áreas tecnológicas de P&G, Mineração e Agricultura do Senai Cimatec.

Dentre os temas abordados, destacaram-se as possibilidades e desafios para o desenvolvimento econômico na região da Caatinga. A empresária Paula Ferreira, oriunda da zona rural do semiárido, no município de Barro Alto(BA) – na região de Irecê (BA) -, explicou que são vários os desafios a serem enfrentados. “Na produção de alimentos sem utilização de agroquímicos existe uma parcela grande de agricultores que têm pouco acesso à água. No território de Irecê, usamos a água subterrânea, do lençol freático”, explicou.

A empresária acrescentou que a produção de alimentos saudáveis tem sido possível por conta da união entre os agricultores da região. “Não estou só, não é apenas Paula do Orgânicos do Quintal, mas a junção de agricultores e agricultoras que formam um coletivo de mais de 650 unidades de produção de alimentos. Produzir preservando o meio ambiente vai garantir vidas futuras”, frisou.

Questionada sobre os desafios de ser empresária e a importância das intuições de suporte ao empreendedor para o desenvolvimento do setor, Paula explicou como entender o significado de empreender mudou o modo de gerir seu negócio. “São 25 anos de agricultura familiar de base agroecológica. Permanecer e garantir a produção é o maior desafio. O ato de permanecer, certificar a unidade produtiva e, logo em seguida, entender que para estar no mercado era preciso empreender, resultou na Orgânicos do Quintal”, disse.

“Nós temos o apoio do Sebrae. Se existe a possibilidade de colocar o produto no mercado, com um diferencial, agregando valor de uma cadeia de agricultores, com o apelo social que conseguimos, isso tem muito valor. A importância do Sebrae em identificar que o que fazemos é empreender da melhor forma, pensando no mercado para colocar o produto, tem sido uma experiência bem interessante, nos mostrando muitas possibilidades”, completou Paula.

Rafael Valverde, CEO da Eolus Consultoria, falou sobre os desafios de levar uma indústria nova para o semiárido. “Da divisa de Minas Gerais à divisa com Pernambuco, passando pela Chapada Diamantina e Irecê, tenho um grande potencial energético, seja eólico ou solar. Para manter esse negócio, é preciso qualidade na mão de obra, de fornecedores, além de um trabalho com investidores em parceria com as instituições de fomento. Para levar capacitação, oportunidade e estruturar uma cadeia de valor, a fim de que isso possa garantir um mínimo de padrão e as empresas possam fazer parte da área da energia eólica da Bahia”, explicou.

André Oliveira discorreu sobre como transformar os desafios encontrados no semiárido em oportunidades. “Mesmo com todo o desafio da falta de água, é importante encontrar pessoas dispostas a cultivar agricultura orgânica, ou achar pessoas dispostas a investir em energia solar e eólica combinadas, podendo levar a novas cadeias de negócios. Estamos criando o Senai Cimatec Sertão com o propósito de entender os desafios e juntos, com empresas e instituições locais, converter esses desafios em oportunidades”.

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No ano em que disputava a reeleição, em momentos que se viu pressionado por derrotas políticas e judiciais, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve encontros “privados” com interlocutores no Supremo Tribunal Federal (STF), em pelo menos quatro ocasiões. Conforme registrada em e-mails de conversas institucionais deletadas pelo ex-ajudante de ordens da Presidência Mauro Cid, os compromissos foram fora da agenda oficial e ocorreram nos Palácios do Planalto e da Alvorada.

Os e-mails compartilhados com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, após quebra de sigilo telemático de Cid, conforme o Estadão, mostram que apenas três ministros do STF foram convidados para os encontros fora da agenda oficial divulgada diariamente: Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados por Bolsonaro à Suprema Corte; e o decano Gilmar Mendes, que é conhecido em Brasília por criar pontes entre a Justiça e o mundo político.

Um dia antes da reunião, Bolsonaro havia sofrido derrota para o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que decidiu incorporar o inquérito das milícias digitais ao que investiga o ex-presidente por ataques às urnas eletrônicas.

Em 23 de fevereiro de 2022, o convidado de Bolsonaro foi o ministro Gilmar Medes. O então presidente recebeu o decano no STF numa agenda mais curta, de apenas 30 minutos, no Palácio do Planalto. Novamente o assunto da reunião foi omitido dos e-mails enviados a Mauro Cid. Fato é que, no dia anterior ao encontro, Bolsonaro havia recebido um recado direto do novo comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que não seriam tolerados ataques às urnas eletrônicas antes, durante ou após as eleições.

Procurado pelo Estadão, o ministro disse que teve reuniões com o ex-presidente durante o mandato, mas que não se recorda de alguma agenda específica em fevereiro do ano passado. “Estive com ele em alguns momentos de crise”, afirmou o ministro.

Horas antes do encontro com Gilmar, Bolsonaro havia feito um ataque velado a membros do STF e às urnas eletrônicas durante evento em um banco de investimentos. O ex-presidente disse que não é possível comprovar que o sistema eleitoral brasileiro está imune a fraudes.

No dia 28 de julho do ano passado, um dia após a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aderir à carta pró-democracia organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro do STF, André Mendonça, para uma conversa de 50 minutos no Palácio do Planalto.

Bolsonaro acusava os documentos da Fiesp e da Faculdade de Direito da USP de serem ‘manifestos políticos’. Um dia antes do encontro com Mendonça, a carta da USP havia atingido a marca de 165 mil assinaturas, ao que Bolsonaro respondeu dizendo ser um cumpridor da Constituição que não precisa de “apoio ou sinalização de quem quer que seja”.

Bolsonaro ainda um outro encontro com Nunes Marques, José Vicente Santini e, dessa vez, com o ministro Francisco Falcão, do STJ. Mais uma vez, a reunião foi informada aos servidores do Presidência sem contar o assunto que as autoridades tratariam no domingo 12 de junho. O contexto político daquele período, contudo, registrava uma crise aberta entre Bolsonaro e o STF por causa do decreto de perdão ao ex-deputado federal Daniel Silveira, que havia sido condenado à prisão por dez dos 11 ministros da Corte. O único a divergir foi Nunes Marques.

O ministro Nunes Marques disse que “se recorda de uma visita de cortesia ao presidente da República no período mencionado, num fim de semana, fora do horário do expediente”. O magistrado, porém, não explicou o que foi tratado neste o no encontro de maio do ano passado.

Além da crise envolvendo Silveira, Bolsonaro vivia naquela época em constante provocação ao STF. Um dia antes de se encontrar fora da agenda oficial com Nunes Marques, o ex-presidente realizou uma motociata em Orlando (EUA) com a presença do blogueiro foragido Allan dos Santos.

Procurados, Bolsonaro e Humberto Martins não retornaram com respostas até a publicação desta reportagem. José Vicente Santini também foi procurado, mas não foi localizado.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (14) que a contribuição de países ricos para a preservação da floresta amazônica não é favor, mas o pagamento de uma dívida com o planeta. Em seu programa semanal Conversa com o presidente, Lula destacou que, após a conclusão da Cúpula da Amazônia na semana passada, os países da região têm condições de participar da COP28, nos Emirados Árabes, no fim do ano, cobrando essa contribuição.

“É muito simples compreender. Os países ricos tiveram a sua introdução na Revolução Industrial bem antes que o Brasil. Então, eles são responsáveis pela poluição do planeta muito antes de nós. Eles conseguiram derrubar suas florestas muito antes de nós. Agora, o que eles têm que fazer é contribuir financeiramente para que os outros países possam se desenvolver. Nós não queremos ajuda. Nós queremos um pagamento efetivo. É como se estivessem pagando uma coisa que eles devem à humanidade,” diz Lula.

“Temos condições de chegar ao mundo, lá nos Emirados Árabes, e dizer o seguinte: “olha, a situação é essa. Nós queremos essa contribuição de vocês. E isso não é favor. É pagamento de uma dívida que vocês têm com o planeta Terra porque vocês derrubaram a floresta de vocês 100 ou 150 anos antes de nós. Então, agora, vocês paguem pra que a gente possa preservar as nossas florestas gerando emprego, oportunidades de trabalho e condições de melhorar a vida das pessoas,” explicou o presidente.

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