Àrea cultivada de feijão em 2022 na Região de Irecê — Foto: reprodução
A Região de Irecê, que produziu muito feijão nas décadas passadas, pode voltar a se destacar na produção do grão. Essa retomada ocorre em meio a um cenário climático favorável, com a regularização das chuvas nos últimos anos e a influência das características La Niña, que promete intensificar as precipitações na região.
A agricultura de sequeiro, que havia perdido força, retornou com vigor desde 2020, impulsionada por práticas agrícolas modernas e pelas condições climáticas mais adequadas.
Mesmo com uma redução de 39% na área plantada no Brasil, a produção de feijão cresceu 30%, conforme dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), evidenciando o impacto positivo de tecnologias de supervisão e manejo adequado.
Além da agricultura de sequeiro, a irrigação por gotejamento, sementes de alta qualidade e o uso racional de recursos hídricos têm contribuido para os bons resultados mesmo em áreas semiáridas.
As chuvas registradas já neste mês de novembro de 2024 animam o setor agrícola da região. De acordo com os principais centros meteorológicos, o possível retorno do La Niña pode manter o ritmo de precipitações acima da média, beneficiando a safra de 2025.
“ Há última safra de feijão que tive foi em 1997. De lá para cá, acumulei muitas perdas e prejuízos por conta dos anos de seca. Não planto há muito tempo, mas este ano promete, estou bastante animado. Além do millho, reservei uma área de 30 tarefas para eu plantar feijão”, disso o agricultor José Ricardo dos Santos, ao Central Notícia.
O La Niña ocorreu em 2016, 2010, 2007, 1998 e 1995, sendo que o episódio mais recente perdurou de julho de 2020 a fevereiro de 2023.
“Plantamos no pivô com uma semente selecionada da Embrapa, que deu muito boa. Parte do nosso plantio foi para o consumo e outra comercializamos. Este ano a produção foi melhor, também devido às chuvas frequentes, e a expectativa para 2025 é ainda melhor, com a La Ninã”, disse ao portal A Tarde, Aidano Martins, agricultor que cultiva feijão para o consumo e comercialização em Irecê, que já foi conhecida como a Capital do Feijão.
O feijão-de-corda, o fradinho e o carioca são os principais tipos cultivados, que já garantiu não apenas o abastecimento local, mas também a comercialização para outras regiões do país.
Com o retorno das chuvas e a eficiência das novas práticas agrícolas, a Região de Irecê consolida sua trajetória de recuperação no cenário nacional, trazendo otimismo para os agricultores e reforçando sua relevância econômica e histórica como um dos polos mais importantes da cultura do feijão no Brasil.
Fonte: Da Redação
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