Foto: Reprodução
As cotações de cebola na Região de Irecê e no Vale do São Francisco registraram aumento a partir de uma disponibilidade ainda limitada nesta semana (27 a 30/04).
Vale ressaltar que, frente aos desafios financeiros e também aos recursos hídricos mais restritos no ano passado, as áreas semeadas neste semestre devem apresentar redução em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Neste cenário, segundo colaboradores do Cepea, as cebolas em condições para colheita ainda são poucas. A maioria é descrita como “miúda” e ainda não atingiu o nível ideal de maturação.
Além disso, há relatos de que alguns produtores, em ambas as regiões, estão postergando as poucas colheitas desta semana para a próxima. A estratégia visa aproveitar o início do mês, período em que o escoamento costuma ser mais favorável e, consequentemente, os preços mais elevados.
Dessa forma, a oferta segue restrita até o momento. Cebolas provenientes do Sul do país continuam sendo comercializadas tanto em Irecê quanto no Vale, como forma de suprir o abastecimento local.
Nesse contexto, a saca de 20 kg da cebola amarela híbrida encerrou a semana com média de R$ 86,67 em Irecê e R$ 89,17 no Vale, representando aumentos de 19,40% e 26,30%, respectivamente.
Fonte: hfbrasil.org.br
Foto: Divulgação
Com irrigação e tecnologia, produtores testam a cultura da pera e já colhem resultados promissores na região
O cultivo de pera começa a se consolidar como uma nova oportunidade para o semiárido baiano.

No Baixio de Irecê, agricultores e especialistas vêm investindo na cultura com o apoio de irrigação moderna e técnicas avançadas de produção.

Os primeiros resultados já animam produtores, que enxergam na fruta uma alternativa rentável e adaptável às condições da região.
Localizado entre Xique-Xique e Itaguaçu da Bahia, o projeto de irrigação abrange cerca de 105 mil hectares, sendo 48 mil irrigáveis. A iniciativa reforça o potencial agrícola local e amplia a diversificação das lavouras.
Fonte: Da Redação
Foto: Divulgação
As cotações da cebola registraram queda na última semana nas regiões de Irecê e do Vale do São Francisco, na Bahia.
De acordo com dados do Hortifrúti/Cepea, o feriado de Tiradentes no início do período reduziu o ritmo de comercialização, dificultando o escoamento da produção. Além disso, o avanço da colheita em algumas áreas contribuiu para o aumento da oferta local.
Outro fator observado foi a perda de qualidade das cargas vindas do Sul do país, com maior índice de descarte, o que também influenciou o mercado.
Nesse cenário, a saca de 20 kg da cebola amarela híbrida foi comercializada, em média, a R$ 72,60 em Irecê e R$ 70,63 no Vale, com recuos de 3,20% e 8,10%.
Fonte: Da Redação
Foto: Reprodução
Após uma semana marcada por chuvas que dificultaram o trabalho no campo, produtores da região de Irecê, conseguiram retomar a colheita de cenoura, aumentando a oferta do produto no mercado.
Mesmo com maior volume disponível para comercialização, os preços se mantiveram firmes, refletindo o cenário nacional.
De acordo com informações do Hortifrúti/Cepea, a estabilidade nos valores está ligada à redução da oferta em São Gotardo (MG), considerada a principal referência na formação de preços da cenoura no Brasil. Esse fator tem sustentado o mercado, mesmo diante da recuperação produtiva na região baiana.
A caixa de 20 quilos foi comercializada, em média, por R$ 51,25, mantendo o mesmo patamar da semana anterior.
Apesar disso, produtores relatam pequenos problemas de qualidade, como mela e pinta, mas sem impacto significativo no volume total.
Fonte: Da Redação
Foto: Reprodução
Localizado na região de Irecê, o município de Cafarnaum se consolidou como referência nacional no cultivo de cebola.
A força da produção local é estratégica para que a Bahia mantenha a segunda posição entre os maiores produtores do país, atrás apenas de Santa Catarina.
Com uma estimativa anual de cerca de 290 mil toneladas, a Bahia tem em Cafarnaum seu principal polo produtivo. A agricultura é a base da economia do município e garante emprego e renda para centenas de famílias.
Outras cidades também integram o cinturão produtivo da cebola, como João Dourado, Sento Sé, América Dourada e Canarana.
Juntas, elas reforçam a importância do semiárido baiano no cenário agrícola nacional e consolidam a cebola como pilar do desenvolvimento regional.
Fonte: Da Redação
Foto: Reprodução
A Chapada Diamantina, na Bahia, tem registrado altas produtividades na atual safra de batata, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A produtividade média na região está entre 45 e 50 toneladas por hectare, podendo alcançar até 55 t/ha em alguns talhões.
De acordo com o acompanhamento do calendário anual da região, cerca de 12% da safra já foi colhida, enquanto a estimativa de plantio alcança 10% até o final de janeiro. A Chapada Diamantina concentra a maior parte da sua oferta entre os meses de dezembro e maio, período conhecido como safra das águas.
As condições climáticas, no entanto, têm exigido atenção dos produtores. As temperaturas registradas estão acima da média histórica e também superiores às do último ano, quando havia maior variação entre dias quentes e noites frias. Além disso, o volume de chuvas tem sido inferior ao padrão típico e com menor frequência, o que tem dificultado o abastecimento dos reservatórios.
Em 2025, as barragens da região operavam com cerca de 70% da capacidade, enquanto neste ano o nível caiu para aproximadamente 40%, mantendo agentes do setor em alerta, já que os volumes vêm recuando desde 2023. Apesar disso, o cenário ainda não é considerado alarmante para os produtores, que aguardam a possibilidade de novas chuvas nos próximos dias.
O clima seco e quente também favoreceu o surgimento de problemas fitossanitários. Segundo relatos de colaboradores do Hortifrúti/Cepea, houve ocorrência de minadora ao longo de todo o ciclo da batata, além de alternaria, especialmente em janeiro, associada às altas temperaturas e à baixa umidade, afetando os tubérculos a partir do meio do ciclo.
De forma geral, a qualidade das batatas colhidas é considerada boa, apesar de alguns registros pontuais de escurecimento da pele em determinadas áreas, reflexo do calor excessivo. Também houve relatos de produtores que optaram por atrasar a dessecação dos tubérculos em função dos baixos preços de comercialização, sem que isso tenha provocado alterações no calendário produtivo da região.
Fonte: Com informações do site HfBrasil.
Foto: Agricultura Irrigada
Após forte alta registrada na semana anterior, as cotações de cebola na Região de Irecê (BA) e no Vale do São Francisco (BA/PE) se mantiveram nos últimos dias.
A menor oferta regional e o avanço ainda lento da colheita em Santa Catarina no mercado favoreceu o escoamento do produto nas duas regiões.
Houve chuva em ambas as praças nos últimos dias, o que corroborou ainda mais para a diminuição da disponibilidade de produto, e justamente no período que é de oferta mais controlada no Nordeste.
Assim, a saca de 20 kg da amarela híbrida em Irecê e no Vale foi comercializada à média de R$ 40,25 e R$ 44,67, respectivamente.
O cenário em Baraúna (RN), contudo, se mostrou distinto. Após registrar uma alta de quase 100% na semana anterior, a região não conseguiu sustentar suas cotações.
O escoamento se mostrou brevemente mais lento na praça, mas produtores avançaram com as colheitas a fim de aproveitar os melhores patamares, o que pressionou os valores. Assim, a amarela híbrida foi vendida por R$ 44,88/sc de 20kg (-5,90%).
Fonte: HF Brasil
Foto: Embrapa
O aumento da temperatura provocado pelas mudanças climáticas pode tornar inviável o cultivo de alface em campos abertos no país durante o verão daqui a cerca de 50 anos. O alerta está em um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
Segundo pesquisadores, em um cenário otimista de aquecimento global, nos últimos 30 anos deste século, 97% do território brasileiro terá risco climático alto ou muito alto para cultivo de alface em campo aberto durante o verão.
Para chegar à conclusão, técnicos da Embrapa analisaram como diversos cenários de mudanças climáticas podem afetar o cultivo da hortaliça, considerada vulnerável a altas temperaturas.
O engenheiro-agrônomo Fábio Suinaga, pesquisador em Melhoramento Genético da Embrapa Hortaliças, explica que do ponto de vista evolutivo, a alface depende de temperatura amena e boa umidade para se desenvolver plenamente.
“Os números projetados são preocupantes porque a adaptação da espécie às altas temperaturas é mínima, especialmente se considerar que as sementes de alface exigem temperaturas inferiores a 22°C para haver germinação”, avalia.
Cenários otimista e pessimista
Os pesquisadores cruzaram informações de projeções climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), um órgão da Organização das Nações Unidas.
O levantamento considerou dois cenários, um otimista (RCP 4.5) e um pessimista (RCP 8.5), em relação a quanto a temperatura vai subir na comparação com o clima do período histórico de 1961 a 1990.
Projeção otimista: há um controle das emissões de gases do efeito estufa, causadores do aquecimento global. Isso resultaria em um aumento da temperatura do planeta entre 2° Celsius (C) e 3°C, na janela de 2071 a 2100.
Projeção pessimista: as emissões de gases continuam crescendo até 2100, resultando em aumento de até 4,3°C na temperatura do planeta.
Os técnicos utilizaram modelos que projetam temperaturas mínima, média e máxima para todas as épocas do ano. A estação mais crítica é o verão, quando a temperatura pode ultrapassar os 40°C em boa parte do país, patamar considerado bem acima do ideal para o desenvolvimento da alface, que exige clima ameno e umidade equilibrada.
Cenário otimista: entre 2071 e 2100, faixa de temperatura durante o verão de 23,4°C a 41,2°C. Dessa forma, 79,6% do território nacional apresentará risco climático alto; e 17,4%, muito alto.
Cenário pessimista: temperatura no verão de 25,4°C a 45°C, deixando 11,8% do território com risco alto; e 87,7%, muito alto.
Nos dois casos, praticamente todo o território se aproximará do nível inviável para cultivo de alface em campo aberto no verão, sendo que, no cenário pessimista, a proporção de “muito alto” é muito maior que a de “alto”.
Atualmente, a maior parte do cultivo de alface no Brasil se dá nos campos abertos, e a menor parte é feita nos chamados ambientes protegidos ou controlados, como estufas.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução
As colheitas de inverno começaram mais tardiamente na Região de Irecê (BA), em função da estiagem – agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea indicaram que as chuvas ficaram abaixo da média histórica.
Diversos municípios da região baiana decretaram estado de emergência no início do ano, o que afetou as lavouras. No decorrer do ciclo de verão, o desenvolvimento das raízes ficou aquém do ideal, principalmente em relação ao calibre.
Houve brusco recuo nas áreas plantadas, inclusive neste inverno, e, consequentemente, ajuste de calendário. A colheita dos materiais de inverno geralmente se inicia em meados de junho; mas, como o plantio se iniciou somente no final de abril, a safra teve atraso.
Até o momento, o abastecimento da região estava sendo majoritariamente feito pelo Cerrado, mas, agora, a participação da Bahia deve aumentar nos centros de comercialização nordestinos.
Em relação ao mercado, os preços subiram nesta semana. A oferta nacional e a regional mais controladas favoreceram as altas.
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Fonte: Com informações do HF Brasil.
As cotações da cebola iniciaram julho com preços estáveis nas principais regiões produtoras da Bahia.
Em Irecê, a cebola amarela híbrida tipo 3 foi comercializada a R$ 36,00 por saca de 20 kg, enquanto no Vale do São Francisco o preço médio foi de R$ 32,82.
Apesar da boa qualidade dos produtos, a produtividade caiu, especialmente na Bahia, devido à escassez hídrica.
Além disso, a chegada de cebolas do Cerrado ao Nordeste tem gerado concorrência e evitado altas nas cotações. A região de Irecê segue como uma das maiores produtoras do país, com destaque para João Dourado, América Dourada e Cafarnaum.
Fonte: Da Redação
Foto: Reprodução
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