Foto: Reprodução/ Rafael Lage
O acidente trágico na Indonésia, em que uma turista brasileira morreu após cair em um vulcão e não receber resgate a tempo, trouxe à tona um alerta sobre as condições de segurança em trilhas de aventura na Chapada Diamantina. Nos últimos meses, a região baiana tem registrado uma série de resgates de turistas com ferimentos graves, o que evidencia falhas importantes no sistema de atendimento e prevenção de acidentes.
Entre setembro de 2024 e maio de 2025, pelo menos cinco turistas foram retirados de áreas remotas do Parque Nacional da Chapada Diamantina por helicóptero. Os casos variam de traumatismo craniano a suspeitas de fraturas, levantando questionamentos sobre a segurança das trilhas e a quantidade de guias que acompanham os grupos durante as jornadas.
Denúncias apontam que agências de turismo estariam submetendo tanto guias quanto turistas a condições extenuantes, com jornadas prolongadas e grupos maiores do que o recomendado, o que potencializa os riscos de acidentes graves. Em resposta, a Chapada Backpackers afirmou à Agência Pública que segue normas rígidas, mantendo a proporção de um guia para até cinco clientes e escalando um segundo guia em grupos maiores.
A falta de fiscalização adequada no turismo de aventura na região também agrava a situação. Segundo normas técnicas vigentes, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é responsável pelo controle da proporção entre guias e turistas, mas fontes e denúncias indicam que essa fiscalização não vem sendo realizada de forma efetiva no Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Chapada Diamantina atrai trilheiros do Brasil e do exterior, mas aumento do turismo tem elevado os casos de acidentes - Foto: Reprodução/ Icmba
Fiscalização insuficiente e riscos para turistas e guias
O Brasil foi eleito principal destino mundial para turismo de aventura em 2024, atraindo trilheiros internacionais para a Chapada. Mesmo assim, o sistema informal e sobrecarregado torna os turistas mais vulneráveis a acidentes.
O resgate na Chapada Diamantina é realizado em conjunto pelo Corpo de Bombeiros e por moradores locais conhecidos como ‘patizeiros’, que possuem conhecimento profundo do terreno. Essas operações, no entanto, enfrentam diversos desafios, como a dificuldade de acesso devido ao relevo acidentado, as condições climáticas muitas vezes adversas e a limitação de recursos disponíveis para a realização dos salvamentos, o que pode comprometer a agilidade e a eficiência dos atendimentos em situações de emergência.
Até o momento, o Corpo de Bombeiros da Bahia e o ICMBio não se pronunciaram sobre os custos e controle dos resgates na Chapada Diamantina. O ICMBio, entretanto, abriu processo seletivo para agentes temporários que irão monitorar e fiscalizar a área do parque.
Guias experientes relatam que reclamar das condições pode levar a retaliações e exclusão do trabalho. Rafael Lage, denunciante do Ministério Público Federal, afirmou: “Caso um guia questione práticas inseguras, ele pode ser retaliado e excluído das escalas de trabalho”. Lage defende que a proporção ideal seria um guia para cada quatro turistas, mas a situação atual é precária e perigosa.
Fonte: Portal Uol via Agência Pública
Oportunidades são ofertadas pelo Programa Senac de Gratuidade (PSG) em áreas com alta demanda no mercado de trabalho
Evento reuniu lideranças políticas, vereadores e população; sede do município já conta com 100% das ruas pavimentadas
A Prefeitura de Jussara segue investindo em uma alimentação escolar de qualidade, utilizando produtos da agricultura familiar d...
Foto: Reprodução A notícia da morte de Tiuzinho surpreendeu moradores de...
Na manhã desta segunda-feira (02), o prefeito Tacinho Mendes realizou uma reunião em seu gabinete com representantes da Defesa ...