O governo estadual, via Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs), concluiu a elaboração dos estudos de ampliação da oferta hídrica na sub-bacia hidrográfica do Rio Utinga, na Chapada Diamantina. O estudo visa identificar a possibilidade de construção de barragens de regularização e de barragens de nível, bem como a indicação de obras estruturantes para minimizar os efeitos gerados pelas crises hídricas, que ocorrem devido à oscilação de períodos de chuva e estiagem nessa região da Chapada.
Os trabalhos vão definir as diretrizes que servirão de base para o processo de tomada de decisão na seleção de infraestruturas a serem propostas pelo Plano de Segurança Hídrica do Estado. O secretário da Sihs, Leonardo Góes, informou que o objetivo do estudo é garantir a oferta de água em quantidade e qualidade para os diversos usos, e mitigação dos conflitos de uso da água na Bacia do Rio Utinga, contribuindo para a segurança hídrica da Região.
“Foram desenvolvidos, para a disponibilidade hídrica na bacia do rio Utinga, estudos com três importantes vertentes, a implantação de reservatórios de acumulação, a Utilização de água subterrânea e a Gestão dos recursos hídricos disponíveis”, destaca Góes. Está sendo analisada a possibilidade de implantação de onze barragens.
Três dessas barragens são de grande porte, localizadas nos rios Lajinha, Cachoeirinha e Bonito, em função das condições geológicas serem favoráveis a este tipo de intervenção. Essas obras permitirão uma regularização interanual, quando a água é armazenada de anos chuvosos para atender aos anos de baixas vazões.
Além destas, foram identificados locais para a construção de oito barragens de pequeno porte, localizadas na calha principal do rio Utinga, com um perfil de regularização sazonal, quando se acumularia a água dos meses chuvosos para serem utilizadas nos meses de baixa vazão no rio Utinga, historicamente setembro e outubro.
Atualmente estão sendo desenvolvidos os estudos para sugerir uma hierarquização na implantação destas barragens, sendo ponderados os diversos aspectos técnicos, econômicos, ambientais, sociais e do alcance dos benefícios de cada uma destas intervenções. Nestes estudos, aspectos ambientais e socioeconômicos, notadamente sobre a inundação de áreas irrigadas, deverão ser considerados, principalmente no caso das barragens sazonais do baixo Utinga.
No estudo também foram indicadas outras intervenções que irão contribuir para a mitigação do déficit hídrico da bacia, inclusive alternativas pontuais de soluções de curto prazo, como: o aproveitamento da água subterrânea, com a perfuração de novos poços, principalmente no trecho do rio Mocambo; a implantação de adutoras a partir de captações de nível no rio Bonito para atender as cidades de Lajedinho e Wagner; a requalificação dos sistemas de irrigação a partir da barragem Cabeceira do Rio, no rio Ponte de Tábua; ações não estruturais que contribuam para o uso sustentável dos recursos hídricos.
Fonte: Ascom - SIHS
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