Crédito: Freepik
A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) divulgou uma nota técnica, na última quinta-feira (16), em que avalia os impactos das novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Para a entidade, a tendência é de aumentar a perda de participação dos produtos baianos nas exportações destinadas aos Estados Unidos, movimento que vem sendo observado ao longo das últimas duas décadas.
Atualmente, o país ocupa a quarta posição entre os principais destinos das exportações da Bahia. Na última quarta-feira (15), os EUA estabeleceram um novo tarifaço de 25% para itens exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano. Segundo a Fieb, em 2021, os Estados Unidos respondiam por 35% das exportações baianas. Em 2025, esse percentual caiu para 7,1%, e a projeção para 2026 é de nova retração, chegando a 6,1%.
Tomando como referência as exportações realizadas em 2025, a Fieb estima que aproximadamente um valor de US$273,1 milhões em produtos baianos estarão sujeitos à nova tarifa. De acordo com a nota técnica, esse volume equivale a 33,2% dos US$821,4 milhões exportados pela Bahia para os Estados Unidos ao longo do ano.
Entre os segmentos industriais mais impactados pelo aumento das tarifas estão os setores de papel e celulose, produtos de borracha e plástico — especialmente pneus — e a indústria química, com destaque para os petroquímicos básicos.
Diante desse cenário, a FIEB defende que as negociações com o governo norte-americano priorizem a reinclusão da celulose solúvel, dos pneumáticos e dos produtos químicos na lista de itens isentos da sobretaxa. A entidade também considera necessária a adoção de medidas de apoio aos setores atingidos para reduzir os prejuízos provocados pela medida.
Sobre uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica pelo Brasil, a federação afirma que "qualquer resposta deve ser calibrada, seletiva e baseada em estudos de impacto setoriais, de modo a preservar insumos e bens de capital críticos e evitar custos adicionais para a indústria nacional".
A Fieb informou ainda que os desdobramentos da medida estão sendo acompanhados pelo Observatório da Indústria da Bahia e por suas equipes técnicas. Paralelamente, a entidade mantém contato com empresas, sindicatos industriais, a CNI e órgãos governamentais para reunir informações, subsidiar pleitos dos setores afetados e contribuir para a adoção de medidas que reduzam os impactos da nova política tarifária.
Fonte: Correio 24 Horas
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de vendaval para municípios das regiões de Irecê e da Chapada Dia...
A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) informou que o abastecimento de água será temporariamente suspenso em Irecê e o...
Três pessoas foram apresentadas à polícia e cerca de 300 sacos de milho foram recuperados durante uma ação realizada na tarde d...
Produtores rurais investem em uma nova cultura e reforçam a tradição de adaptação da agricultu...