
A expectativa de vida no Brasil subiu para 76,8 anos em 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram publicados hoje (25) no Diário Oficial da União.
Para os nascidos em 2019, a expectativa era viver, em média, até 76,6 anos. Em cinco anos, a expectativa de vida subiu 1,3 ano, enquanto em dez anos houve um crescimento de 3,3 anos.
Os dados complementares, divididos por sexo, serão divulgados às 9h pelo IBGE.
Fonte: Agência Brasil

O desemprego no Brasil, de 13,2% no trimestre encerrado em agosto, é mais que o dobro da média internacional, de 6,5%, segundo ranking feito pela agência de classificação de risco Austin Rating.
Os números comparam países que divulgaram dados de desemprego de agosto. Pelo ranking, a taxa de desocupação brasileira é a quarta maior de uma lista de 43 economias mais a média da zona do euro.
No desempenho em agosto, o Brasil só ficou em uma posição melhor do que a de Costa Rica (15,2%), Espanha (14,6%) e Grécia (13,8%). Entre os países analisados, o desemprego mais baixo foi registrado em Singapura (2,6%), Suíça (2,7%) e República Tcheca (2,8%). Na média dos países da zona do euro, a desocupação era de 7,5% em agosto.
“Ainda vai demorar para que o mercado de trabalho do Brasil se recupere. A última vez em que tivemos uma taxa de desemprego de um dígito foi em 2015, sempre tivemos um fator internacional ou doméstico adiando a recuperação”, diz Alexandre Agostini, economista-chefe da Austin.
Ele acrescenta que o ambiente político tem se sobreposto ao econômico, o que nos leva a uma situação de desemprego estrutural. “Temos um nível de subemprego elevado e a estrutura tributária para manter um trabalhador acaba fazendo com que o emprego seja a última variável a se recuperar depois de uma crise.”
Em geral, ele diz que os países com as maiores taxas de desemprego são fatores domésticos. “Os países em que os problemas persistem após crises internacionais e momentos de recuperação têm fatores domésticos trabalhando contra.”
No caso da Costa Rica, líder do ranking, pesam as turbulências políticas, lembra Agostini. “A Grécia ficou em recessão por uma década e a Espanha vem crescendo pouco. O Brasil vai na mesma linha, é afetado por problemas externos, como a pandemia, mas tem também fatores domésticos afetando a recuperação do emprego.”
Ele destaca que as projeções divulgadas em outubro pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) apontam que o Brasil deve fechar 2021 com o desemprego em 13,8%, o que colocaria o mercado de trabalho no Brasil entre os 15 piores do mundo.
Os dados de desemprego do Brasil usados no levantamento vêm da mais recente Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE. Por ela, a taxa de desocupação ficou em 13,2% no trimestre encerrado em agosto, o que representa 13,7 milhões de trabalhadores.
Parte desse retrato pode ser vista na fila que se formou desde a madrugada desta segunda-feira (22) na porta da UNG (Universidade Guarulhos), na Grande São Paulo, no campus Bonsucesso, para uma feira em que eram oferecidos mil empregos, entre vagas fixas, temporárias e de estágio, sobretudo nas áreas industrial, comercial e de serviços.
“Entreguei meus documentos, para uma vaga de auxiliar de produção em uma empresa de Guarulhos. Cheguei por volta das 14h, poderia ter um pouco mais de organização, mas o saldo é positivo e a expectativa é grande”, conta Lucas da Silva, morador da região. Ele, que finalmente conseguiu marcar uma entrevista para uma vaga de emprego, tem a expectativa de ser contratado ainda este mês.
O evento contou com apoio do Sebrae, da Asec (Associação dos Empresários de Cumbica), da ADRH (Associação dos Dirigentes de Recursos Humanos de Guarulhos), Guarulhos Empreendedor, e do CME (Conselho da Mulher Empreendedora), além de empresas de recursos humanos e de escolas de idiomas.
Primeira na fila, tendo chegado à feira por volta das 4h, a auxiliar de limpeza industrial Penha Lousada da Silva, 54, conseguiu marcar uma entrevista para a próxima sexta-feira.
Os especialistas em mercado de trabalho têm mostrado preocupação com o longo período em que o Brasil tem registrado desemprego elevado. Projeções recentes apontam que, no ritmo atual, o país só voltaria à taxa de desemprego de antes da pandemia em 2023 e poderia levar até dez anos para voltar a um nível considerado de pleno emprego.
Procurando emprego há seis meses, o consultor financeiro Guilherme Veiga, 18, espera sair dessa situação em breve. Ele saiu da feira com o convite para participar de um treinamento e de um processo seletivo, em uma empresa de consórcios na Grande São Paulo.
“Estou terminando o ensino médio e um curso técnico em administração. Não é meu primeiro emprego e sei que muita gente está tentando, mas estou confiante”, diz.
Em nota, o diretor da unidade, Heber de Godoi Carvalho, lembrou que o número de pessoas desempregadas no município aumentou com a pandemia. Diante da retomada da economia, diz, a universidade decidiu formar uma parceria com entidades civis para oferecer vagas.
Fonte: Folha de São Paulo

O primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 digital e impresso teve 26% de abstenção. Do total de 3,1 milhões de candidatos inscritos, cerca de 2,3 milhões compareceram às provas de domingo (21), em mais de 1,7 mil municípios. Os números foram divulgados nesta noite pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Considerando apenas o Enem impresso, que concentra a maior parte das inscrições, 3.040.907, as faltas chegaram a 25,5%. O estado com a maior porcentagem de faltas foi o Amazonas, com 40,6%. No Enem digital, 46,1% dos 68.893 inscritos não compareceram ao exame.
“Acredito que o Enem foi um sucesso”, avaliou o ministro da Educação, Milton Ribeiro, em coletiva de imprensa. Segundo ele, mesmo com número reduzido de inscritos, menor que edições anteriores, a porcentagem de faltas, ainda em período de pandemia, foi baixa e se equipara aos índices de abstenção observados antes da pandemia. “Isso demonstra que, mesmo em pandemia, tivemos uma boa assiduidade”, complementou o presidente do Inep, Danilo Dupas.
Na edição de 2020, aplicada em janeiro deste ano, o primeiro dia do Enem impresso registrou a abstenção recorde de 51,5%. Já no primeiro dia do Enem digital 2020, 68,1% dos 93 mil candidatos inscritos faltaram às provas.
No primeiro dia do Enem 2021, os estudantes fizeram as provas de redação, linguagens e ciências humanas. O exame segue no próximo domingo (28), quando serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza.
Segundo o Inep, os dados apresentados são preliminares. Ainda não há um balanço de quantos estudantes tiveram intercorrências de aplicação, como falta de luz. Esses estudantes terão direito a reaplicação da prova, que será nos dias 9 e 16 de janeiro de 2022. O período para pedir a reaplicação é de 29 de novembro a 3 de dezembro.
Os dados da segurança também foram apresentados na pandemia. Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos 27 mandados de prisão. Todos de pessoas que já eram procuradas pela polícia por crimes como tráfico de drogas e estupro de vulnerável, e que fizeram inscrição no exame. Não houve intercorrências nas provas.
Interferência
Na coletiva, Ribeiro voltou a afirmar que não houve interferência no Enem por parte da atual gestão. “Acho que os senhores que tiveram acesso a perguntas que foram feitas, puderam notar que eventualmente segue o mesmo padrão”, disse. E acrescentou: “Se tivesse interferência, poderia ser que algumas perguntas nem estivessem ali”.
O Enem ocorre em meio a uma série de polêmicas envolvendo a atual gestão do Inep. Na última sexta-feira (19), às vésperas do exame, a Associação dos Servidores do Inep (Assinep) coletou, organizou e compilou as principais situações enfrentadas pelos funcionários da autarquia, que segundo a organização indicam assédio institucional. Neste mês, 37 servidores pediram exoneração de seus cargos, entre eles estão pessoas ligadas ao Enem. O documento foi entregue a uma série de órgãos e instituições, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União. O TCU negou o afastamento do presidente da instituição, Danilo Dupas.
Enem 2021
O Enem seleciona estudantes para vagas do ensino superior públicas, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e serve de parâmetro para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os resultados também podem ser usados para ingressar em instituições de ensino portuguesas que têm convênio com o Inep.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) exibe a correção ao vivo das provas no programa Caiu no Enem, que vai ao ar nos dois dias de Enem, das 19h30 às 21h. No programa especial da TV Brasil, que também é transmitido pela Agência Brasil e Rádio Nacional. Mais informações sobre a cobertura do Enem estão disponíveis aqui.
Para testar os conhecimentos, os estudantes podem acessar gratuitamente o Questões Enem, um banco que reúne todas as questões do Enem de 2009 a 2020. No sistema, é possível escolher quais áreas do conhecimento se quer estudar. O banco seleciona as questões de maneira aleatória.
Fonte: Agência Brasil
Imagem reprodução
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral ao Palácio do Planalto com 34,9% das intenções de voto, informou o levantamento da Paraná Pesquisa, divulgado nessa segunda-feira (22). Em seguida, estão o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com 29,2%, e o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro, com 10,7%.
O levantamento entrevistou eleitores 2.020 eleitores, com 16 anos ou mais, em 26 Estados e Distrito Federal e em 164 municípios brasileiros, entre os dias 16 e 19 de novembro de 2021. A margem estimada de erro é de 2%.
No 1º cenário avaliado, Ciro Gomes (PDT) aparece em 4º lugar, com 6,1% das intenções de voto. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), marca 3,1%. Luiz Henrique Mandetta (DEM) aparece com 1,2%.
Os outros 3 possíveis candidatos da chamada “3ª via” têm menos de 1%. Simone Tebet (MDB) aparece com 0,6% e Alessandro Vieira (Cidadania) e Rodrigo Pacheco (PSD) têm 0,4% cada.
No 2º cenário, com o tucano Eduardo Leite no lugar de João Doria, Lula marca 35,1%, Bolsonaro aparece com 29,8%, Moro tem 11% e Ciro se mantém com 6,1%.
Eduardo Leite pontua 1,6% –desempenho menor do que o de João Doria no 1º cenário. Mandetta marca 1,4%, Simone Tebet tem 0,5%, Alessandro Vieira, 0,4% e Rodrigo Pacheco aparece com 0,3%.
2º turno
Nos 2 cenários testados para um eventual 2º turno nas eleições de 2022, o ex-presidente Lula vence. A pesquisa testou o petista contra Jair Bolsonaro e também contra Sergio Moro. Eis os resultados:
Lula x Bolsonaro – o petista tem 42,5% e o atual presidente marca 35,6%. Brancos e nulos são 18,1% e 3,8% não sabem, ou não responderam.
Lula x Moro – o ex-presidente aparece com 40,7% das intenções de voto contra 29,8% do ex-juiz. Os que votam branco ou nulo são 26,1% e 3,4% não sabem ou não responderam.
Fonte: UOL

As mortes diárias por covid-19, segundo a média móvel de sete dias, ficaram, no último fim de semana, abaixo de 200 pela primeira vez desde abril de 2020. Segundo o boletim Monitora Covid, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foram registradas médias de 195 óbitos no sábado e 197 no domingo.
A última vez que o total de mortes pela doença havia ficado abaixo de 200 no país foi em 23 de abril (198). Os óbitos registrados sábado e domingo são os mais baixos desde 22 de abril (167).
Nos últimos 14 dias, houve um recuo de 15,1% na média de óbitos no país. Em um mês, a queda chega a 46,6%. Em relação ao ápice da pandemia, em 12 de abril, quando houve 3.124 mortes, a média caiu 93,7%.
A média móvel de sete dias é calculada somando-se os dados do dia com os seis dias anteriores e dividindo-se o resultado por sete.
Fonte: Agência Brasil

Caciques do PSB discutiram priorizar a filiação de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) para que ele seja candidato a vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva desde que o PT apoie a legenda em cinco estados prioritários nas eleições de 2022.
Alckmin, que tem conversado com uma série de partidos, procurou integrantes do PSB nos últimos dias e sinalizou que toparia entrar na sigla para ser vice de Lula.
Dirigentes do PSB e de outras siglas, porém, dizem acreditar que Alckmin só baterá o martelo sobre seu futuro partidário após as prévias do PSDB, no domingo (21). No cálculo, o tucano poderia até ficar onde está a depender de quem vencer a disputa interna: João Doria (SP) ou Eduardo Leite (RS).
Segundo integrantes do PSB, a reunião realizada na noite de quarta-feira (17) serviu para os dirigentes debaterem pessoalmente os cenários com Alckmin e reforçarem as condições para dar apoio aos petistas nacionalmente: querem que o PT respalde candidatos do PSB a governador em São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Acre e Rio de Janeiro.
No encontro, dirigentes também decidiram frear conversas para formar uma federação com o PT no próximo ano. Líderes do PSB vão discutir o tema com Alckmin e também procurar Lula para debater pessoalmente a aliança.
O ex-presidente quer o partido como aliado em 2022. Os principais entraves, porém, são regionais, sobretudo no estado de São Paulo. Segundo integrantes de ambos os partidos, as articulações para que o PT apoie o PSB no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e Acre estão avançadas.
No Rio de Janeiro, por exemplo, Lula já declarou que apoiará Marcelo Freixo, mas no PSB há o temor de que ele volte atrás. Freixo deixou recentemente o PSOL e se filiou à sigla.
Em São Paulo, porém, segue o impasse porque o ex-presidente não quer deixar de lançar um nome próprio da sigla. O nome colocado hoje para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes é o do ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad, derrotado em 2018 por Jair Bolsonaro na briga pelo Palácio do Planalto.
A reunião no PSB foi chamada pelo presidente do partido, Carlos Siqueira, e teve a participação de dirigentes como os governadores Paulo Câmara (PE) e Renato Casagrande (ES), o ex-governador Márcio França (SP) e o ex-deputado Beto Albuquerque (RS).
O acordo vislumbrado pelo PSB beneficiaria sobretudo França e Albuquerque, que querem disputar os governos de seus respectivos estados. A constatação de líderes do PT e também do PSB é que, hoje, os pessebistas não têm um nome forte que agregue à candidatura de Lula e seja capaz de obrigar o PT a redefinir estratégias estaduais a fim de atrai-los no plano nacional.
O governador Flávio Dino (PSB-MA), por exemplo, muito lembrado nas conversas para ser vice de Lula, é originário do PC do B e visto no PT como um candidato que não ampliaria a chapa Para além do campo da esquerda.
Já Alckmin, que foi quatro vezes governador pelo PSDB em São Paulo e duas vezes candidato a presidente da República, tem um viés mais à direita e ajudaria a acalmar setores mais conservadores da sociedade, reeditando o que Lula fez em 2002 com o empresário José Alencar como vice.
A intenção do PSB é fortalecer a legenda nas negociações a ponto de forçar o PT a abrir mão da cabeça de chapa em disputas estaduais consideradas essenciais para os pessebistas.
O partido aposta que nesses cinco estados prioritários há chance de vencer a eleição em 2022. Com o apoio dos petistas, o PSB poderia consolidar essas candidaturas. Em São Paulo, a preferência de Lula é por Haddad, considerado mais viável eleitoralmente que França.
O ex-presidente indicou a correligionários próximos que estaria disposto a ceder caso forme a aliança com o tucano. Já Alckmin, com quem conversou nos últimos dias, não nega nem confirma o desejo de integrar a chapa com Lula.
O tucano, no entanto, tem tateado e chamou caciques do PSB para encontros. Em um deles, um jantar em São Paulo, nos últimos dias, segundo relatos no partido, Alckmin teria sido cortejado por quem estava no restaurante pela possibilidade de ser vice. Isso, segundo pessebistas, animou o tucano.
A costura por uma chapa Lula-Alckmin foi revelada pela coluna Mônica Bergamo. Desde então, o tucano e o petista têm trocado afagos públicos.
“Tenho uma extraordinária relação de respeito com Alckmin. Fui presidente quando ele foi governador. Conversamos muito. Não há nada que aconteceu entre mim e o Alckmin que não possa, sabe, ser reconciliado. Não há”, afirmou Lula na segunda-feira (15) durante viagem à Europa. Já Alckmin, na semana passada, também não rechaçou a possibilidade de compor chapa com o petista.
“Já disseram que eu vou ser candidato a senador, a governador, a vice-presidente. Vamos ouvir. Fico muito honrado com a lembrança do meu nome”, disse o ex-governador paulista, que foi derrotado por Lula em 2006 na corrida pela Presidência da República.
Até então, Alckmin vinha discutindo seu futuro político principalmente com siglas alinhadas mais ao centro e centro-direita e trabalhado com a hipótese de se candidatar ao Governo de São Paulo mais uma vez.
Alckmin, que está de saída do PSDB, também é cortejado pelo PSD, de Gilberto Kassab, e pela União Brasil, que será resultado da fusão do DEM com PSL.
Fonte: Política Livre

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nessa quinta-feira (18) que a taxa de desmatamento na Amazônia Legal Brasileira (ALB) ficou em 13.235 quilômetros quadrados (km²) no período de 01 agosto de 2020 a 31 julho de 2021. O índice apurado pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) representa um aumento de 21,97% em relação à taxa de desmatamento do período anterior.
O mapeamento é feito com base em imagens do satélite Landsat ou similares e considera como desmatamento a “remoção completa da cobertura florestal primária por corte raso, independentemente da futura utilização destas áreas”.
Conforme os dados do Inpe, os estados do Pará, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia correspondem a 87,25% do desmatamento estimado na Amazônia Legal, sendo o Pará o estado com maior contribuição absoluta de desmatamento (5.257 km2) e também o estado com menor variação percentual de desmatamento (7,31%).
Fonte: Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou nessa terça-feira (16), a redução do intervalo de tempo para aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 dos atuais seis meses para cinco meses. A decisão, que será implementada pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios, contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente do grupo etário ou profissão. Inclusive aquelas que receberam a Janssen, que passa a contar com uma segunda dose - aplicada dois meses após a primeira - e a dose de reforço.
“Já tínhamos autorizado a aplicação desta dose de reforço, ou adicional, para todos aqueles que tinham tomado a segunda dose há mais de seis meses e que tivessem [mais de] 60 anos. Agora, graças às informações advindas dos estudos científicos realizados para avaliar a aplicação da terceira dose - e dos quais já temos dados preliminares -, decidimos ampliar esta dose de reforço para todos aqueles acima de 18 anos de idade que tenham tomado a segunda dose há mais de cinco meses”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
Ele garantiu que o estoque de imunizantes será suficiente para atender à demanda. Atualmente, há 12,47 milhões de pessoas aptas a receber a dose adicional.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 350 milhões de doses das vacinas contra a covid-19 já foram distribuídas para todo o país, e mais de 297 milhões já foram aplicadas ao longo de onze meses. Mais de 157 milhões de pessoas tomaram ao menos uma dose do imunizante – número que, segundo a pasta, representa 88% do público-alvo previsto no plano nacional de vacinação contra a doença. No entanto, cerca de 21 milhões de pessoas ainda não retornaram para tomar a segunda dose na data prevista.
Segundo a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Melo, pessoas na faixa entre 25 e 34 anos formam a maioria dos que ainda não compareceram para tomar a segunda dose. Analisando qual vacina as pessoas que não completaram o ciclo vacinal receberam, a secretária aventa a hipótese de que, além de outros fatores (como a dificuldade de encontrarem tempo para retornar ao posto de vacinação), as reações características de cada imunizante podem estar desestimulando algumas pessoas.
“Algumas [vacinas], de fato, trazem [causam] alguns efeitos adversos que passam em um ou dois dias. A população tem que estar consciente disso. Tem que estar alerta e saber que estes efeitos são esperados e acontecem”, comentou Rosana, destacando que, junto com as recomendações de uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos frequente e adequada, a vacinação vem proporcionando a redução do número de casos graves da doença e, consequentemente, das internações e mortes.
“Hoje, nós temos, no Brasil, 21,11 milhões de pessoas que estão aptas a tomar a segunda dose da vacina e, assim, completarem seu esquema vacinal”, informou a secretária ao reforçar que, para aumentar suas proteções contra a doença, a pessoa tem que tomar todas as doses recomendadas pelos laboratórios fabricantes e autorizadas pelas autoridades sanitárias.
“Além disso, os estudos têm mostrado que, a partir do quinto ou sexto mês, independentemente do imunizante utilizado, há sim uma necessidade de reforçarmos nosso sistema imunológico tomando uma dose de reforço”, acrescentou a secretária, alertando para a importância de os estados seguirem as novas recomendações do ministério. “Se algum estado fizer separado, diferente, prejudicará muito o nosso planejamento.”
Janssen
Outra mudança anunciada pela pasta diz respeito à vacina da Janssen que era aplicada em dose única e passará a ter duas doses.
“No início, a recomendação era de que esta vacina fosse de dose única. Hoje, sabemos que é necessária esta proteção adicional. Então, quem já tomou a Janssen, agora vai tomar a segunda dose do mesmo imunizante. E, lá adiante, cinco meses após [a segunda dose], um reforço com imunizante diferente”, disse Queiroga. A segunda dose da Janssen deverá ser ministrada a partir de dois meses da primeira aplicação.
Mega Vacinação
O ministro da Saúde participou esta manhã da cerimônia de lançamento da campanha Mega Vacinação, marcada para o período de 20 e 26 de novembro. Para estimular a população a tomar todas as doses recomendadas da vacina e completar o ciclo de imunização, o ministério conta com a ampliação do horário de funcionamento dos postos de vacinação durante a iniciativa.
“Já temos uma das campanhas de vacinação contra a covid-19 mais importantes do mundo, tendo ultrapassado os Estados Unidos em relação ao [percentual da] população imunizada, mas temos que avançar ainda mais para que não aconteça o que está ocorrendo em alguns países da Europa, onde observamos um aumento do número de casos”, alertou o ministro, referindo-se a países como a Alemanha, que, na semana passada, voltou a anunciar medidas restritivas para conter o recrudescimento da doença.
“Nosso objetivo é, através da campanha Mega Vacinação, ampliar ainda mais o acesso [da população às vacinas] e convencer as pessoas a procurarem as Unidades Básicas de Saúde [UBS] para, a partir daí, adquirirmos ainda mais a confiança do povo brasileiro e um controle sanitário eficiente para evitarmos possíveis novas ondas da covid-19”, disse Queiroga logo após a exibição de um vídeo promocional em que o Ministério da Saúde alerta que “proteção pela metade não é proteção”.
“Temos [no Brasil] um cenário epidemiológico bem mais equilibrado em relação à pandemia. Nosso sistema de saúde está atendendo às necessidades, sobretudo dos pacientes com síndromes respiratórias agudas graves. Isso se deve à eficiência das políticas públicas lideradas pelo Ministério da Saúde e que, na ponta, são implementadas pelos estados e municípios [prefeituras]”, acrescentou o ministro Marcelo Queiroga antes de detalhar a redução do intervalo de tempo para aplicação da dose de reforço.
Fonte: Agência Brasil

Apesar dos sucessivos aumentos na conta de luz, que prejudicam ainda mais a situação financeira dos brasileiros, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) emitiu um documento interno no último dia 5 informando que o reajuste previsto para o ano de 2022 é superior a 20%.
No texto, ao qual o Estadão teve acesso, o órgão regulador faz uma projeção sobre o impacto financeiro que a atual crise hídrica terá sobre a conta de luz em todo o País, devido às medidas que foram adotadas para garantir o abastecimento de energia.
“Nossas estimativas apontam para um cenário de impacto tarifário médio em 2022 da ordem de 21,04%”, diz. Só neste ano, o reajuste acumulado chega a 7,04%. Ou seja, o aumento projetado para o ano que vem praticamente triplica a alta de 2021. Em 2020, o aumento médio foi de 3,25%.
A Aneel culpa o rombo causado pela crise hídrica, que deve chegar, nas “melhores estimativas”, a R$ 13 bilhões, “já descontada a previsão de arrecadação da receita da bandeira tarifária patamar escassez hídrica no período”, ou seja, o nível mais alto de cobrança da taxa extra.
Soluções do governo parecem piada
As soluções do governo de Jair Bolsonaro, grande responsável pelo aumento, parecem até piada. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse em um pronunciamento que a crise hídrica é um “fenômeno natural”. “Trata-se de um fenômeno natural que também ocorre, com a mesma intensidade, em muitos outros países”, afirmou.
Já Bolsonaro teve uma ideal “genial” para atenuar a situação crítica: apagar um ponto de luz. “Vou até fazer um apelo a você que está em casa agora: tenho certeza que você pode apagar um ponto de luz na sua casa agora. Peço esse favor para você, apague um ponto de luz agora”, clamou.
Fonte: Revista Fórum

Em 24 horas, foram registrados 4.129 casos de covid-19 no Brasil e 61 mortes, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, foram registrados 21.957.967 casos e 611.342 óbitos pela doença.
Segundo o boletim, há 21.151.342 recuperados da doença, o que representa 96,3% dos casos. Também há 195.342 casos em acompanhamento e 2.887 mortes de síndrome respiratória aguda grave (Srag) em investigação.
Estados
No número de casos, São Paulo é a unidade da Federação com maior número de casos, com 4.422.424. Em seguida aparecem Minas Gerais (2.197.873) e Paraná (1.569.361). Os menores números de casos estão no Acre (88.109), Amapá (124.057) e Roraima (127.869).
São Paulo também lidera no número de óbitos por covid-19, com 153.059, seguido por Rio de Janeiro (68.726) e Minas Gerais (55.940). Os estados que tivera.

Vacinação
Segundo o Ministério da Saúde, em seu último boletim, foram aplicados, no total, 296,6 milhões de doses, sendo 157,2 milhões de primeiras doses e 127,7 milhões de segundas doses e doses únicas.
Também foram aplicadas 498.732 doses adicionais e 11,2 milhões de doses de reforço.
Fonte: Agência Brasil
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