Foto: Reprodução/Ilustração
O município de Seabra, na Chapada Diamantina, se prepara para receber, uma nova unidade do Senac Bahia. A inauguração será no dia 18 de julho e representa um importante avanço na expansão da educação profissional no interior do estado.
A nova unidade contará com estrutura moderna, ambientes pedagógicos equipados e uma programação especial de cursos gratuitos para marcar o início das atividades.
A iniciativa integra a estratégia do Sistema Comércio Bahia – Fecomércio, Sesc e Senac de fortalecer a formação profissional, a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável em regiões estratégicas como a Chapada Diamantina.
Fonte: As informações são de assessoria.
Foto: Montagem/JC
O ex-vereador de Barra da Estiva, Valdnei da Silva Caires, conhecido como ‘Bô’, será julgado em júri popular no dia 23 de julho, às 8h30, no Fórum do município. Ele é acusado de envolvimento no assassinato de Beatriz Pires da Silva, que estava grávida, em um crime que chocou a cidade e mobilizou a população por justiça.
O assassinato de Beatriz, ocorrido em janeiro de 2023, ganhou ampla repercussão em Barra da Estiva e região após a jovem, que estava grávida, ser vista pela última vez entrando em um carro frequentemente utilizado por Valdnei da Silva Caires, então vereador e conhecido como “Bô”. Desde as primeiras etapas da investigação, Valdnei teve sua prisão decretada e segue custodiado no Conjunto Penal de Brumado. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, a Câmara de Vereadores cassou oficialmente seu mandato.
As apurações conduzidas pela Polícia Civil revelaram que Beatriz e Valdnei mantinham um relacionamento amoroso, do qual já havia resultado um filho, e que a jovem esperava uma nova criança supostamente dele. Segundo a acusação, o crime teria sido motivado pela recusa do ex-parlamentar em reconhecer a paternidade do bebê que Beatriz carregava, o que teria levado à execução da vítima e à ocultação do seu corpo. A frieza do crime, aliada à tentativa de encobrir os rastros, aumentou ainda mais a revolta da população.
Valdnei da Silva Caires enfrentará o júri popular acusado de homicídio qualificado por motivo fútil, com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (traição), além de ocultação de cadáver. O julgamento promete atrair a atenção da comunidade, que acompanha o caso com grande expectativa e forte clamor por justiça diante da brutalidade dos fatos.
Fonte: Jornal da Chapada
Foto: Reprodução/JC
Mesmo após ter sido desenganado pelos médicos devido a um câncer de pulmão em estágio avançado, João Carlos Pereira Evangelista conseguiu retornar para casa na última quinta-feira (26) e segue em plena recuperação. Morador do povoado de Alagoas, em Souto Soares, ele enfrentou uma árdua batalha pela vida, que envolveu internações prolongadas, transferências entre hospitais e um tratamento delicado em Salvador.
João Carlos ficou inicialmente internado por 35 dias no Hospital Regional da Chapada, em Seabra, enquanto aguardava regulação. Durante esse período, passou por duas cirurgias no pulmão, primeiro de um lado e depois do outro. O quadro se agravou quando o dreno que utilizava ficou obstruído, e os médicos o consideraram sem chances de recuperação. “Ele já estava desenganado, que não tinha jeito”, relatam familiares.
Com a liberação da regulação, ele foi transferido para Salvador, onde começou uma nova etapa da luta. A primeira unidade de destino foi o Hospital Ernesto Simões Filho, mas, ao chegar, a equipe médica informou que o caso havia deixado de ser cirúrgico e exigia um tratamento específico para leucemia, o que demandou nova transferência. Foram 25 dias de espera até a regulação para o Hospital das Clínicas, onde João finalmente iniciou o tratamento adequado.
No total, foram mais de 80 dias de internação, em diferentes unidades de saúde, enfrentando incertezas, cansaço e muitas dificuldades. No entanto, a esperança e a fé se mantiveram firmes ao longo de todo o processo, tanto por parte do paciente quanto de sua família, que acompanhou cada passo da jornada.
“Eu nunca perdi a fé. Desde o primeiro dia que fui para Salvador, já começou a minha vitória. Senti que comecei a reagir. Para a ciência, minha morte era certa, mas sobrevivi, graças a Deus e à ajuda de todos que se empenharam com minha família nessa luta”, afirmou João Carlos, emocionado, ao retornar para casa, onde agora continua se recuperando ao lado dos seus.
João Carlos também relatou as dificuldades enfrentadas durante a passagem por diferentes unidades de saúde. “No Hospital Regional da Chapada tem bons profissionais, mas muita coisa precisa melhorar. Já no Hospital Ernesto Simões Filho, enfrentei muito descaso. A alimentação era muito ruim, cheguei praticamente a passar fome”, afirmou. Por outro lado, ele destacou positivamente o atendimento recebido no Hospital das Clínicas: “Lá, tudo foi feito com cuidado — alimentação, profissionais, estrutura. Só tenho gratidão”.
Fonte: Jornal da Chapada
Foto: Reprodução/ Rafael Lage
O acidente trágico na Indonésia, em que uma turista brasileira morreu após cair em um vulcão e não receber resgate a tempo, trouxe à tona um alerta sobre as condições de segurança em trilhas de aventura na Chapada Diamantina. Nos últimos meses, a região baiana tem registrado uma série de resgates de turistas com ferimentos graves, o que evidencia falhas importantes no sistema de atendimento e prevenção de acidentes.
Entre setembro de 2024 e maio de 2025, pelo menos cinco turistas foram retirados de áreas remotas do Parque Nacional da Chapada Diamantina por helicóptero. Os casos variam de traumatismo craniano a suspeitas de fraturas, levantando questionamentos sobre a segurança das trilhas e a quantidade de guias que acompanham os grupos durante as jornadas.
Denúncias apontam que agências de turismo estariam submetendo tanto guias quanto turistas a condições extenuantes, com jornadas prolongadas e grupos maiores do que o recomendado, o que potencializa os riscos de acidentes graves. Em resposta, a Chapada Backpackers afirmou à Agência Pública que segue normas rígidas, mantendo a proporção de um guia para até cinco clientes e escalando um segundo guia em grupos maiores.
A falta de fiscalização adequada no turismo de aventura na região também agrava a situação. Segundo normas técnicas vigentes, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é responsável pelo controle da proporção entre guias e turistas, mas fontes e denúncias indicam que essa fiscalização não vem sendo realizada de forma efetiva no Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Chapada Diamantina atrai trilheiros do Brasil e do exterior, mas aumento do turismo tem elevado os casos de acidentes - Foto: Reprodução/ Icmba
Fiscalização insuficiente e riscos para turistas e guias
O Brasil foi eleito principal destino mundial para turismo de aventura em 2024, atraindo trilheiros internacionais para a Chapada. Mesmo assim, o sistema informal e sobrecarregado torna os turistas mais vulneráveis a acidentes.
O resgate na Chapada Diamantina é realizado em conjunto pelo Corpo de Bombeiros e por moradores locais conhecidos como ‘patizeiros’, que possuem conhecimento profundo do terreno. Essas operações, no entanto, enfrentam diversos desafios, como a dificuldade de acesso devido ao relevo acidentado, as condições climáticas muitas vezes adversas e a limitação de recursos disponíveis para a realização dos salvamentos, o que pode comprometer a agilidade e a eficiência dos atendimentos em situações de emergência.
Até o momento, o Corpo de Bombeiros da Bahia e o ICMBio não se pronunciaram sobre os custos e controle dos resgates na Chapada Diamantina. O ICMBio, entretanto, abriu processo seletivo para agentes temporários que irão monitorar e fiscalizar a área do parque.
Guias experientes relatam que reclamar das condições pode levar a retaliações e exclusão do trabalho. Rafael Lage, denunciante do Ministério Público Federal, afirmou: “Caso um guia questione práticas inseguras, ele pode ser retaliado e excluído das escalas de trabalho”. Lage defende que a proporção ideal seria um guia para cada quatro turistas, mas a situação atual é precária e perigosa.
Fonte: Portal Uol via Agência Pública
Durante patrulhamento preventivo na zona rural de Utinga, na localidade de Lagoa Bonita, a CIPPA/Lençóis identificou e desarticulou uma oficina clandestina de fabricação artesanal de armas de fogo.
A ação ocorreu na manhã de quarta-feira (25/06), quando os policiais visualizaram, no interior de uma residência, armamentos expostos. Ao realizarem a verificação, foram encontrados diversos materiais utilizados na produção e manutenção de armamento, como espingardas, peças desmontadas e ferramentas específicas para montagem.
No total, foram apreendidos:
06 espingardas tipo bate-bucha;
02 espingardas cartucheiras cal. 32;
01 revólver cal. 22;
07 munições;
22 peças diversas de armas desmontadas.
O proprietário do imóvel assumiu a posse do material e foi conduzido à Delegacia Territorial de Itaberaba, onde foram adotadas as medidas cabíveis com base no Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003).
A CIPPA/Lençóis reforça seu compromisso com a prevenção à violência e a proteção da sociedade, agindo com firmeza contra práticas ilegais que colocam vidas em risco.
Envie informações, sugestões ou críticas podem ser enviadas à Ouvidoria: (75) 99951-5994
Fonte: CIPPA/Lençóis
Foto: Reprodução
A Uneb Seabra realiza a 1° Semana Regional de Comunicação e Seminário do Núcleo de Pesquisa e Extensão (Nupe), de 24 a 26 de setembro. O evento vai reunir pesquisadores de comunicação e estudantes de todo o estado, na Chapada Diamantina. O tema é ‘Territorialidades e práticas convergentes’ e possui uma programação extensa de mesas, Gt’s, minicursos, exibição de vídeos, lançamento de livros e atrações culturais. As inscrições para submissão em Gt’s, monitoria, lançamento de livros, mostra de vídeos e banner digital para projetos de extensão, começam nesta quinta, 26.
A professora e pesquisadora da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Erna Barros, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Simone Bortoleiro, o professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Adalton Anjos, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), Ricardo Machado, e da Universidade do Estado da Bahia (Campus Euclides da Cunha), Wagner Lemos e Clarissa Macedo, estarão presentes em toda a programação, além de profissionais da área, como o diretor de Jornalismo da Rádio da Universidade Federal de Sergipe, Josafá Neto, e a jornalista Tatiana Plens.

A Semana Regional de Comunicação e Seminário do Núcleo de Pesquisa e Extensão: ‘Territorialidades e práticas convergentes’ pretende aprimorar a formação dos estudantes de jornalismo, bem como envolver toda a comunidade acadêmica regional. O evento visa criar uma experiência enriquecedora que une teoria e prática, proporcionando oportunidades para os participantes aprenderem, compartilharem e se inspirarem no campo da Comunicação Social. O 1° Serecom se justifica pela implantação da curricularização da extensão e será de fundamental importância para a implementação de projetos de extensão a partir de atividades pedagógicas propostas antes, durante e após o evento.
O Seminário do Nupe vai possibilitar a apresentação de trabalhos de pesquisa e extensão desenvolvidos no campus da Uneb Seabra, envolvendo toda a comunidade acadêmica. Sua programação será divulgada em breve.
Fonte: As informações são de assessoria.
Foto: ALBA
Em indicação apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado Bobô (PCdoB) defendeu que o município de Seabra seja reconhecido oficialmente como a ‘Capital da Chapada Diamantina’. A proposta, que foi encaminhada ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), busca transformar em ato oficial um título que já é amplamente usado por moradores, instituições e agentes do turismo na região.
A proposta de Bobô tem como base o papel de Seabra na estrutura econômica, administrativa, cultural, educacional e turística da região. “Este reconhecimento popular e institucional traduz uma realidade concreta, não sendo mera figura de linguagem ou construção poética”, afirmou ele.
Segundo o deputado, Seabra abriga estruturas públicas e serviços que atendem diversos municípios vizinhos da Chapada — incluindo unidades do INSS, Embasa, Coelba, além de representações do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Judiciário. “A presença da Polícia Militar e da Polícia Civil consolida seu papel como polo regional de segurança”.
Na saúde, acrescentou Bobô, o município também cumpre papel estratégico. É sede do Hospital Regional Frei Justo Venture, referência em média e alta complexidade para a Chapada Diamantina e áreas adjacentes. O hospital é responsável por atendimentos de urgência, cirurgias e internações que desafogam o sistema estadual de saúde em outras regiões.
O setor educacional reforça ainda mais a centralidade de Seabra. A cidade abriga campi da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e do Instituto Federal da Bahia (Ifba), funcionando como centro de formação profissional e pesquisa para centenas de estudantes do interior baiano.
Ele contou ainda, no documento, que a história da cidade remonta à Estrada Real, rota de escoamento de minérios no período colonial, que cortava as terras do atual município. O núcleo urbano se formou a partir de pequenos povoados como Iraporanga e Campestre, antes de se estabelecer definitivamente como Seabra, nome que homenageia o ex-governador da Bahia, José Joaquim Seabra.
Além do papel institucional, o município ganhou destaque no turismo. Localizada às margens da BR-242, Seabra funciona como eixo logístico para os principais destinos da Chapada Diamantina, como Lençóis, Vale do Capão, Palmeiras, Mucugê e Iraquara. Sua rede de hospedagem, comércio e serviços atrai visitantes e operadores de turismo de diversas partes do Brasil e do exterior.
“Ao contrário de uma construção poética, o que se propõe é uma constatação objetiva da centralidade de Seabra na dinâmica da Chapada”, afirmou o parlamentar, ao justificar a mudança. Para ele, o reconhecimento oficial poderá contribuir para o fortalecimento da identidade regional, além de fomentar políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável, o turismo e a cultura.
Fonte: Jornal da Chapada
Foto: Reprodução
A paisagem de cachoeiras, vales e serras é deslumbrante, mas o solo avermelhado da cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina, não colabora muito. Com baixos níveis de nutrientes, acidez elevada e uma estrutura química pouco amigável à agricultura, o solo da região é uma latossolo típico, pobre em nutrientes essenciais como fósforo, potássio, cálcio e magnésio.
Já não bastasse isso, o solo sofre com a degradação provocado pelas atividades humanas, o que contribui ainda mais para essa deficiência. Mas isso começou a mudar em 2014, ano em que pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura, sediada na cidade de Cruz das Almas, no Recôncavo baiano, em parceria com a Bioenergia Orgânicos, empresa agroindustrial com sede em Lençóis, deu início a um processo de recuperação e manejo do solo com foco na agricultura orgânica.
Em 2010 a empresa já havia buscado a Embrapa para formalizar uma parceria para produção orgânica de frutas, mas as ações efetivas de campo só foram iniciadas quatro anos depois. Mas antes da germinação de qualquer coisa que se propusessem a plantar era preciso, tratar aquela terra.
“O solo é a base para o cultivo, principalmente em sistemas orgânicos. O cultivo orgânico de fruteiras tem crescido no Brasil, também no estado da Bahia e a Chapada Diamantina é uma região promissora no Estado”, diz Ana Lúcia Borges, pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura e representante da Empresa na Comissão de Produção Orgânica da Bahia, fórum composto por membros de entidades governamentais e não governamentais.
A área escolhida para o plantio pertence à Bioenergia Orgânicos e é caracterizada por latossolos vermelhos-amarelados distróficos, tipo de solo comum na Bahia, mas sabidamente pobre. O excesso de alumínio e a baixíssima presença de cálcio, magnésio e potássio compunham um cenário desolador para quem pensasse em cultivar frutas tropicais por ali.
Além disso, o pH era abaixo de 5,0, o que classificava o solo como muito ácido e prejudicial para a maioria das culturas. A título de comparação, o pH 5,5 a 6,5 é encontrado em solos levemente ácidos, mas ainda assim esse efeito é ideal para a maioria das plantas.
A equipe, diz a pesquisadora, começou avaliando os atributos físicos, químicos e biológicos da área, já que era preciso mais que adubo para tratar aquele solo, naturalmente castigado. Era necessário entendê-lo e cuidá-lo com técnicas sustentáveis. A primeira intervenção, portanto, envolveu a aplicação de calcário e gesso, além de duas formas distintas de preparo do solo: o convencional arado, removendo camadas superficiais da terra de até 30 cm e de gradagem, etapa que acontece depois da aração, onde se nivela a terra.
Na sequência, foram incorporadas coberturas vegetais com um coquetel de leguminosas e gramíneas: feijão-de-porco, mucuna-preta, milheto e sorgo. Espécies que são fundamentais por enriquecerem o solo com matéria orgânica e aumentarem sua capacidade de retenção de nutrientes. As plantas de cobertura foram plantadas, roçadas, replantadas, e novamente roçadas.
“Após, aproximadamente, 100 dias as coberturas vegetais foram roçadas e a fitomassa mantida no solo. Houve uma rebrota, novo plantio das espécies vegetais, rebrota e roçagens das coberturas vegetais. Após 24 meses deste preparo do solo foi realizado o plantio das bananeiras”, conta a pesquisadora.
A matéria seca ficou no solo, agindo como adubo natural. Essa diversidade de espécies e a decomposição gradual delas fizeram a diferença. O resultado foi quase imediato: em apenas sete meses, os teores de cálcio e magnésio aumentaram em mais de 1.000%, e o potássio teve crescimento de 71%. O solo passou a respirar.
“As plantas de cobertura são fontes de matéria orgânica e a matéria orgânica proporciona melhoria dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo, bem como dá garantia de produtividade e qualidade dos produtos agrícolas nos sistemas orgânicos de produção. O manejo solo com espécies vegetais é fundamental no sistema orgânico e a melhoria dos seus atributos químicos, físicos e biológicos é a base para o sucesso da produção”, explica Ana Lúcia.
Com o solo recuperado, a etapa seguinte foi o plantio da banana “BRS Princesa”, variedade desenvolvida pela própria Embrapa e adaptada ao cultivo orgânico. Essa variedade se parece com a banana-maçã, porém menor e com um sabor mais suave. Além disso, é resistente a doenças como a sigatoka-negra, que ataca as folhas de bananeiras, e a murcha de Fusarium, ou Mal-do-Panamá, que afeta as raízes e o caule da planta.
No primeiro ciclo, diz a pesquisadora, a produtividade surpreendeu. O resultado foram bananeiras com mais folhas, pseudocaules mais robustos e cachos mais pesados. No segundo ciclo, por sua vez, os ganhos se acentuaram. “Além do número de frutos, notadamente no segundo ciclo. A dose de gesso mineral que aplicamos também aumentou o número de folhas e a área foliar no florescimento, a massa do cacho e a produtividade estimada, no primeiro ciclo”, explica a pesquisadora.
Ana Lúcia ressalta que a banana ‘BRS Princesa’ se mostrou ideal para a região não apenas pela produtividade, mas pela resistência natural às principais pragas, o que elimina a necessidade do uso de defensivos químicos. Em sistemas orgânicos, diz ela, isso representa uma economia importante e uma garantia de qualidade para o consumidor.
“Uma das recomendações para o sistema orgânico é que a variedade da cultura a ser plantada deve ser adaptada às condições locais e resistentes à pragas e doenças. Por isto considera-se que a BRS Princesa é adequada, por ser resistente às principais doenças da bananeira”, explica.
A ideia é que o experimento, que também foi Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) não beneficie apenas a empresa parceira, mas que essas práticas sejam também replicadas por produtores vizinhos, fazendo com que a experiência de Lençóis vire modelo em cursos e palestras sobre agricultura regenerativa na Bahia.
“Os resultados foram apresentados em eventos e continuam sendo divulgados em palestras e cursos ministrados. Na empresa parceira as práticas recomendadas estão sendo adotadas e os produtores vizinhos e outros da região podem conhecer os resultados positivos da prática. Geramos publicações sobre a forma correta de amostragem de solo e as características de espécies de plantas de cobertura do solo, para poderem melhorar os atributos físicos, químicos e biológicos do solo e com isso a sua qualidade”, destaca a pesquisadora.
Os resultados do experimento, continua ela, também servem como base para políticas de conversão agroecológica em outras regiões, especialmente nas áreas onde predominam os latossolos distróficos, comuns em diversas partes da Bahia e do Nordeste.
“As práticas empregadas, como preparo mínimo do solo e uso de plantas melhoradoras, reduzem os riscos de erosão e poluição por nitrato. Ao substituir a adubação nitrogenada mineral pela orgânica, promovemos uma agricultura mais limpa e resiliente”, conclui a pesquisadora.
Fonte: Correio
Foto: Divulgação / Polícia Civil
Um homem foi preso acusado de matar o próprio irmão em Iraquara, na Chapada Diamantina. Segundo a Polícia Civil, o mandado de prisão preventiva foi cumprido na quinta-feira (8). O acusado, que não teve o nome informado, é apontado como autor da morte do irmão, identificado como Gilmar Batista de Sá Teles.
O crime ocorreu após a vítima ser atingida por golpes de faca depois de uma desavença entre os dois, no dia 6 de abril passado, no povoado de Capim de Azeite, na zona rural de Iraquara.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido por equipes da delegacia da cidade em conjunto com a Coordenação de Apoio Técnico e Tático à Investigação (CATTI/Depin). Na delegacia, o homem confessou o homicídio. Ele segue preso na unidade policial, à disposição da Justiça.
Fonte: Bahia Notícias
Foto: Divulgação
Um especial sobre a Chapada Diamantina, na Bahia, fez o Globo Repórter registrar sua maior audiência de 2025 em São Paulo e no Rio de Janeiro, na última sexta 02/05. Em São Paulo, foram 15 pontos de audiência e 30% de participação. No Rio, 18 pontos de audiência e 33% de participação.
Já no sábado 03/05, foi a vez de o Supercine, com o filme Casa Gucci, marcar sua melhor audiência deste ano no Rio de Janeiro, com 9 pontos de audiência e 31% de participação. O filme, estrelado por Lady Gaga, foi exibido logo após o apoteótico show da cantora na Praia de Copacabana.
Fonte: As informações são do site Terra.
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