Segunda-feira, 05 de Janeiro de 2026
MUNDO

Foto: White House Archived

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a subir o tom contra a Venezuela neste domingo (4) ao fazer ameaças diretas à presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após a prisão de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, em meio a uma ofensiva norte-americana contra Caracas.

Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou que Rodríguez sofrerá consequências caso não atenda às exigências dos Estados Unidos. “Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o próprio Maduro”, declarou o republicano.

Após confirmar a detenção do líder venezuelano, Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem assumir o controle do país para garantir o que chamou de “transição segura”. No discurso, o presidente também mencionou diretamente o setor petrolífero, sinalizando uma intervenção econômica liderada por empresas norte-americanas.

“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país. Construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós durante as administrações anteriores”, afirmou Trump.

Do lado venezuelano, Delcy Rodríguez reagiu às declarações e voltou a falar sobre a soberania nacional. Ao assumir interinamente o comando do país, ela declarou que a Venezuela jamais “será colônia de nenhum outro país”. A dirigente também reafirmou que Nicolás Maduro segue sendo o presidente legítimo, destacando que sua função no cargo é temporária.

Fonte: Bahia.ba



Compartilhar no Whatsapp



Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2025
MUNDO

Foto: Divulgação

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) confirmou um aumento histórico na premiação da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. O valor total destinado ao torneio será 50% maior em relação à edição de 2022, alcançando a cifra recorde de US$ 727 milhões em contribuições financeiras.

Do montante total, US$ 655 milhões serão distribuídos às 48 seleções participantes com base no desempenho ao longo da competição. A seleção campeã ficará com US$ 50 milhões, enquanto o vice-campeão receberá US$ 33 milhões. Já as 16 equipes eliminadas ainda na fase de grupos terão direito a US$ 9 milhões cada.

Além disso, todas as seleções classificadas para o Mundial terão acesso a um valor fixo de US$ 1,5 milhão, destinado a cobrir custos de preparação e logística. Segundo a Fifa, a medida reforça o compromisso da entidade em ampliar o impacto econômico positivo do torneio para federações de todo o mundo.

Em comunicado oficial, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, destacou que a Copa de 2026 será inovadora também sob o ponto de vista financeiro. “A Copa do Mundo da Fifa 2026 será um marco não apenas esportivo, mas também em termos de contribuição financeira para o futebol global”, afirmou.

Durante a mesma reunião, o Conselho da Fifa anunciou outras decisões estratégicas. Entre elas, a criação de torneios juvenis em formato de festival para atletas sub-15, abertos a todas as associações filiadas. O primeiro evento masculino será realizado em 2026, seguido por uma edição feminina em 2027.

Outro destaque foi a confirmação das datas da Copa do Mundo Feminina de Clubes de 2028, que acontecerá entre 5 e 30 de janeiro, ampliando o calendário internacional do futebol feminino.

Segundo Infantino, as iniciativas fazem parte de um esforço contínuo da entidade para fortalecer as bases do esporte. “Nos últimos anos, a Fifa intensificou seus esforços para impulsionar o futebol juvenil. Este é um próximo passo natural”, concluiu.

Fonte: Jornal da Chapada



Compartilhar no Whatsapp



Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025
MUNDO

Foto: Tâmia Rêgo/Agência Brasil 

O ano de 2025 caminha para se tornar o segundo ou terceiro mais quente já registrado no planeta, segundo dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia. O alerta reforça uma tendência de aquecimento contínuo e cada vez mais preocupante, diretamente ligada às emissões de gases de efeito estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis.

A divulgação ocorre poucas semanas após a COP30, realizada no mês passado, onde os negociadores internacionais não conseguiram avançar em novos compromissos robustos para conter as emissões globais. O impasse reflete um cenário geopolítico fragilizado, marcado pela reversão de políticas climáticas nos Estados Unidos e pela tentativa de alguns países de suavizar metas de redução de CO₂.

O C3S destacou que 2025 deve marcar também o encerramento do primeiro período de três anos consecutivos em que a temperatura média global ultrapassou 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais, entre 1850 e 1900. É justamente nesse intervalo histórico que o uso de combustíveis fósseis em escala industrial começou a se consolidar. Para Samantha Burgess, líder estratégica para o clima no serviço europeu, esses números são um sinal concreto da velocidade com que a crise climática avança. “Esses marcos não são abstratos. Eles refletem o ritmo acelerado da mudança climática”, afirmou.

O calor extremo e os eventos climáticos severos continuaram a atingir diversas regiões do planeta ao longo de 2025. A temporada fica atrás apenas de 2024, o ano mais quente já registrado desde o início das medições. No mês passado, o tufão Kalmaegi deixou mais de 200 mortos nas Filipinas, enquanto a Espanha enfrentou os piores incêndios florestais das últimas três décadas, agravados por condições climáticas extremas.

Embora fenômenos naturais provoquem variações anuais nas temperaturas, especialistas têm documentado uma tendência clara e consistente de aquecimento, incompatível com a variabilidade natural do clima. A causa predominante segue sendo a concentração crescente de gases de efeito estufa liberados por atividades humanas.

A Organização Meteorológica Mundial já havia apontado que os últimos dez anos foram os mais quentes da história. O limiar de 1,5 ºC representa o patamar máximo que os países se comprometeram a não ultrapassar no Acordo de Paris, firmado em 2015, com o objetivo de evitar impactos climáticos catastróficos. Apesar disso, a ONU declarou neste ano que a meta não pode mais ser alcançada de forma realista e reforçou que os governos precisam acelerar drasticamente a redução de emissões.

Os registros do Copernicus remontam a 1940 e são combinados com séries de dados globais que chegam até 1850, o que permite rastrear com precisão a evolução histórica das temperaturas e reforçar a evidência científica sobre o papel humano no aquecimento do planeta.

Jornal da Chapada

Fonte: Jornal da Chapada



Compartilhar no Whatsapp



Segunda-feira, 24 de Novembro de 2025
MUNDO

Jimmy Cliff — Foto: Divulgação

O mundo da música perdeu, nesta segunda-feira (24), uma de suas maiores vozes. O cantor jamaicano Jimmy Cliff, ícone do reggae, faleceu aos 81 anos. A informação foi confirmada em sua conta oficial no Instagram.

Segundo o comunicado, assinado pela esposa, Latifa, Cliff sofreu uma convulsão seguida de pneumonia. Ela agradeceu aos fãs pelo apoio ao longo da carreira do artista e à equipe médica pelo cuidado nos últimos dias.

Jimmy Cliff deixa um legado marcante. Sua música “Rebel in Me”, lançada em 1989, ganhou destaque internacional e marcou presença na trilha sonora da novela Rainha da Sucata. No Brasil, o artista também conquistou o público ao participar do Rock in Rio II, em 1991.

Latifa pediu respeito à privacidade da família e afirmou que mais informações serão divulgadas em breve. Uma verdadeira lenda se despede, mas sua música permanece viva.

Fonte: Da Redação



Compartilhar no Whatsapp



Segunda-feira, 24 de Novembro de 2025
MUNDO

Foto: Reprodução

O eclipse solar total mais longo do século já tem data prevista para acontecer. O fenômeno ocorrerá principalmente no Hemisfério Oriental e, ainda que regiões como o Brasil não tenham visibilidade, o evento ganhará destaque em áreas bem povoadas.

Serão seis minutos e 23 segundos em que o dia se tornará noite no dia 2 de agosto de 2027. Em alguns países o eclipse poderá ser visto com totalidade, como na Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, etc.

Qual será o cronograma do eclipse solar

O eclipse começará às 7h30, no horário de Brasília, com início da cobertura do Sol. A totalidade, ou seja, momento de escuridão completa, terá início às 5h23, sendo concluída às 8h49. O fenômeno, considerando todas as fases, irá durar até às 9h43.

O trajeto da sombra da Lua começará no Oceano Atlântico, passando pelo Estreito de Gibraltar, se estendendo por partes do norte da África e Oriente Médio, tendo o ápice no Egito.

O que é eclipse solar

O eclipse solar ocorre quando a Lua se coloca entre nosso planeta e o Sol, projetando sua sombra sobre a Terra e fazendo o dia virar noite por alguns minutos.

Eclipses solares estão entre os fenômenos astronômicos mais interessantes de serem observados, mas não ocorrem com tanta frequência.

Em 2024, multidões se deslocaram para poder observar um eclipse total do Sol, que durou cerca de quatro minutos e 28 segundos.

Segundo informações da Nasa, eclipses solares parciais ocorrem pelo menos duas vezes por ano em algum local da Terra. Já os eclipses solares totais acontecem, em média, a cada 18 meses em algum lugar do planeta – dificilmente no mesmo.

Fonte: Portal Gazeta SP



Compartilhar no Whatsapp



Terça-feira, 18 de Novembro de 2025
MUNDO

Foto: Gabby Jones/ Bloomberg

O serviço de distribuição de conteúdo em nuvem Cloudflare registrou uma instabilidade nesta terça-feira (18), resultando na queda e mau funcionamento de diversos sites e aplicativos, incluindo plataformas populares como o X (Twitter) e o ChatGPT.

De acordo com o Down Detector — que também enfrentou problemas de acesso durante o ocorrido —, as falhas começaram por volta das 08h50 (horário de Brasília).

Impacto em Grandes Plataformas

X (Twitter): A plataforma não estava carregando corretamente, exibindo a mensagem: “Ocorreu um erro. Tente recarregar a página” ao tentar atualizar o feed.

ChatGPT: Usuários encontraram uma mensagem de erro que solicitava o desbloqueio de uma ferramenta específica do Cloudflare para o acesso.

Outros Serviços: Além do Canva, o Down Detector indicou um aumento nas reclamações relacionadas à AWS, sugerindo uma instabilidade mais ampla, possivelmente ligada ao serviço de nuvem.

O Posicionamento da Cloudflare

A Cloudflare reconheceu prontamente o problema. Em uma atualização no seu site de status, por volta das 9h, a empresa publicou a seguinte nota sobre a Cloudflare Global Network.

“A Cloudflare está ciente e investigando um problema que afeta vários clientes: erros do Widespread 500, Cloudflare Dashboard e API também falhando. Estamos trabalhando para entender o impacto total e mitigar esse problema. Mais atualizações a seguir em breve”.

Fonte: Bahia.ba



Compartilhar no Whatsapp



Quarta-feira, 12 de Novembro de 2025
MUNDO

Foto: Reprodução/Instagram

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na terça-feira (11) sua pretensão em reduzir parte das tarifas que impôs sobre a importação de café. A medida pode beneficiar o Brasil, já que o país é o principal fornecedor do grão ao mercado americano. As informações são do portal InfoMoney.

“Vamos baixar algumas tarifas sobre o café, e vamos ter algum café entrando [nos EUA]”, disse Trump em entrevista à emissora Fox News. O republicano não informou o tamanho da redução nem quais países seriam contemplados. Desde agosto, produtos brasileiros como café, carne e aço enfrentam sobretaxas de até 50%, impostas por razões políticas.

Trump, que vem enfrentando críticas até mesmo internamente sobre as taxações, afirmou que pretende realizar mudanças “cirúrgicas” no modelo de tarifas e indicou que a redução pode seguir o modelo de exceções a produtos que não são produzidos em escala suficiente nos EUA, categoria em que o café foi incluído em setembro.

O tarifaço de Trump vem pressionando os preços nos EUA. Só neste ano, o café subiu cerca de 19% no país. Nas cafeterias de Nova York, os aumentos ao consumidor chegam a 55%, e o país enfrenta queda de 53% nas importações de café brasileiro desde setembro, de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,96 bilhão em café para os EUA, que respondem por um terço do consumo global. No acumulado de 2025 até setembro, o país embarcou 4,36 milhões de sacas aos americanos, queda de 24,7% sobre o mesmo período do ano anterior.

O produto representa 5,3% das exportações brasileiras para os EUA neste ano, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A fala de Trump surge em meio a melhora nas relações entre Brasil e Estados Unidos após o encontro do republicano com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro, na Malásia, que deu início às negociações abertas entre Brasília e Washington.

Na ocasião, Lula pediu a suspensão total das tarifas, mas o governo brasileiro admite aceitar reduções por produto caso a isenção integral não seja possível. O vice-presidente Geraldo Alckmin já havia classificado o café como prioridade nas tratativas.

Fonte: Bahia.ba



Compartilhar no Whatsapp



Sexta-feira, 07 de Novembro de 2025
MUNDO

Foto: Reprodução

Na terça-feira, 4 de novembro de 2025, um avião de carga da empresa UPS caiu nas imediações do Aeroporto Internacional Muhammad Ali, em Louisville, no estado do Kentucky, nos Estados Unidos, deixando ao menos 12 mortos, segundo o prefeito da cidade.

Entre as vítimas, três eram provavelmente os tripulantes da aeronave, enquanto as demais ainda não foram identificadas pelas autoridades locais.

Os destroços foram encontrados completamente queimados, e os danos nas imediações do local do impacto foram considerados significativos pelo governador do estado, Andy Beshear. O acidente provocou destruição visível ao redor da pista e chamou atenção de moradores da região.

Equipes de resgate já passaram da fase de busca ativa para a de recuperação. A investigação sobre as causas do acidente segue em andamento, e as autoridades alertam que o número de vítimas pode ser atualizado à medida que os trabalhos avançam.

Fonte: CNN Brasil



Compartilhar no Whatsapp



Sexta-feira, 24 de Outubro de 2025
MUNDO

Foto: Daniel Torok/Casa Branca/Arquivo

A campanha de Donald Trump para tentar dominar a mídia dos Estados Unidos tem avançado com rapidez. Boa parte das redes sociais e dos veículos de imprensa americanos pode parar nas mãos de aliados do presidente em breve.

Já estão alinhados ao movimento Maga (acrônimo em inglês para "faça a América grandiosa novamente") a Fox News, principal TV a cabo do país; a histórica emissora CBS, agora sob comando de David Ellison; e o X, de Elon Musk. Em breve, trumpistas podem assumir o controle da CNN, da HBO e do TikTok.

David, 42, é filho de Larry Ellison, 81, fundador da empresa de software e bancos de dados Oracle. Os dois despontam como os novos magnatas da mídia. Larry é o segundo homem mais rico do mundo, dono de uma fortuna pessoal de US$ 345 bilhões.

Ele e Rupert Murdoch estão no grupo seleto de empresários escolhidos por Trump para comprar o TikTok nos EUA, após acordo costurado pela Casa Branca com o regime chinês. Tudo indica que os aliados do republicano vão levar o aplicativo por uma pechincha —o preço em discussão, de US$ 14 bilhões, está bem abaixo do valor estimado por analistas. Além disso, a Oracle será responsável por retreinar o algoritmo do aplicativo com dados de usuários americanos.

O mais recente capítulo da saga dos Ellisons rumo ao Olimpo midiático americano foi uma oferta de compra à Warner Bros. Discovery (WBD), dona da CNN e da HBO, neste mês. O presidente da WBD, David Zaslav, rechaçou a proposta de David, mas este não desistiu, e não está claro até que ponto Zaslav poderá resistir diante da pressão dos acionistas. Nesta terça-feira (21), a WBD anunciou que começou a avaliar a venda após receber "interesse não solicitado" de "múltiplas partes", sem citar os Ellisons.

Larry é bem próximo de Trump. Estava ao lado do republicano no Salão Oval quando o presidente anunciou, no segundo dia de seu segundo mandato, o projeto Stargate. Trata-se de uma parceria entre a Oracle, OpenAI e SoftBank que prevê investimento de US$ 500 bilhões na construção de datacenters nos EUA para alimentar modelos de inteligência artificial.

Em agosto, David comprou a Paramount, ao fundi-la com seu estúdio, o Skydance. Com a fusão, o Ellison filho passou a controlar a veneranda CBS, que já abrigou ícones do jornalismo como o âncora Walter Cronkite (1916-2009), "o homem mais confiável da América".

Para chefiar a CBS, David escolheu a jornalista Bari Weiss, que já iniciou a "deswokização" da emissora —processo de afastar pautas progressistas ligadas à diversidade, à equidade racial e à identidade de gênero. Ela ficou famosa ao se demitir da seção de opinião do jornal The New York Times sob o argumento de ter sofrido bullying de seus colegas por suas visões de centro-direita.

Trump deixou claro que faz muito gosto no casamento Ellisons-CBS. "Larry Ellison é ótimo, e seu filho, David, é ótimo. São meus amigos e meus grandes apoiadores meus. E eles farão a coisa certa. Vão fazer com que a CBS, esperamos que eles...." disse Trump a repórteres, sem completar o raciocínio.

Para Jeffrey Chester, diretor-executivo do Centro para Democracia Digital, "está em curso um golpe na mídia". "Vão silenciar quem não apoia a agenda Maga. É uma mudança radical no sistema de mídia para fortalecer os conservadores, com pouca resistência", diz.

Em artigo na revista Columbia Journalism Review, Emily Bell, professora da Universidade Columbia, escreveu que "essa concentração de propriedade de veículos de mídia sob David Ellison é um exemplo preocupante de integração vertical na era da IA".

"A Oracle é uma empresa de tecnologia, não de mídia, mas seus serviços de hospedagem, processamento e nuvem estão profundamente incorporados na cadeia de propriedade da mídia", opinou Bell. "A captura da mídia deixa a comunicação em massa vulnerável à manipulação por interesses."

Esta é a segunda parte da estratégia Maga de controle do ecossistema de informações. Na primeira fase, o presidente "normalizou" influenciadores de ultradireita ao incorporá-los e priorizá-los na cobertura da Casa Branca, enquanto deixava a mídia profissional de escanteio.

Ele vem reduzindo cada vez mais o acesso dos veículos independentes, como fez com a Associated Press. Recentemente, o Pentágono publicou uma nova diretriz na qual prevê cassação das credenciais de jornalistas que não se comprometerem a não usar informações que não tiverem sido aprovadas pelo secretário Pete Hegseth. A maioria dos repórteres se recusou e se retirou da cobertura in loco do departamento.

À mercê de Trump ainda há o grupo de veículos e plataformas que não são geridos por apoiadores ferrenhos do Maga, mas dão sinais de cooptação. Os donos do jornal The Washington Post, da TV ABC e da Meta (dona do Facebook e do Instagram, entre outros) têm se desdobrado para agradar ao presidente e, assim, garantir que o governo não atrapalhe seus negócios mais lucrativos.

Ao praticamente entregar nacos do sistema de informações a empresários alinhados e instrumentalizar a FCC, a agência de regulação do setor, Trump segue o roteiro do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Na Hungria, os efeitos dessa política foram impressionantes. Desde que Orbán reassumiu em 2010, ele desmantelou a mídia crítica e, hoje, cerca de 80% dos veículos húngaros são governistas, segundo a Repórteres sem Fronteiras.

Controle da comissão de licenças de mídia

Para concretizar seu plano de captura da mídia, Trump precisa de aprovação da FCC (Comissão Federal de Comunicações), encarregada de dar sinal verde a fusões e concessões de radiodifusão. Liderada por Brendan Carr, chamado por Trump de "guerreiro da liberdade de expressão", a agência não deve ser um impedimento.

Carr acusou a CBS de ter feito "distorção de notícias" na edição de uma entrevista de Kamala Harris, a candidata democrata à Presidência derrotada por Trump, em setembro do ano passado, no programa 60 Minutes. Ele disse que o episódio poderia influenciar a análise da FCC sobre a fusão entre a Paramount, controladora da CBS, e a Skydance.

Os controladores da Paramount entenderam o recado. A empresa foi processada por Trump e fechou um acordo com pagamento de US$ 15 milhões. Analistas acreditavam que a companhia não precisasse ter feito o acordo, pois ganharia facilmente a causa na Justiça. Em agosto, a agência aprovou a fusão.

No mês passado, Carr ameaçou retaliar estações de TV que não cancelassem a transmissão do programa de Jimmy Kimmel. A atração do comediante foi suspensa pela emissora ABC depois de ele fazer comentários sobre o assassinato do conservador Charlie Kirk, dando a entender que o assassino seria apoiador de Trump.

Poucas horas depois da entrevista, a Nexstar Media (que tem uma fusão sob avaliação pela FCC) e a Sinclair, que juntas possuem dezenas de afiliadas da ABC, suspenderam o programa de Kimmel.

Fonte: Patrícia Campos Mello/Folhapress



Compartilhar no Whatsapp



Segunda-feira, 20 de Outubro de 2025
MUNDO

Foto: Jorge Berna/AFP

Após 20 anos sob governos de esquerda, a Bolívia elegeu neste domingo (19) o político Rodrigo Paz como novo presidente do país. Ligado à direita conservadora, Paz é membro do Partido Democrata Cristão (PDC).

Com 54% dos votos válidos e 91% das urnas apuradas, o resultado marca uma virada política na Bolívia.

Em seu primeiro discurso após a vitória, o novo presidente afirmou que o país “respira ventos de mudança e renovação para seguir em frente” e declarou que seu governo será pautado em “Deus, pátria e família”. Paz também agradeceu o apoio dos eleitores e elogiou a transparência do Tribunal Supremo Eleitoral boliviano.

Diversos países latino-americanos, como Panamá, Paraguai, Uruguai, Equador e Peru, além dos Estados Unidos, reconheceram oficialmente o resultado e parabenizaram o novo presidente. O governo brasileiro ainda não se pronunciou.

Rodrigo Paz afirmou que pretende reconstruir a Bolívia e recolocá-la como protagonista no cenário internacional.

“Manter uma relação próxima com um dos governos mais influentes do mundo é parte essencial das soluções que precisamos implementar. Com as mãos estendidas dentro do país — do Parlamento ao setor privado e às diversas organizações nacionais — compartilhamos um mesmo propósito: abrir a Bolívia ao mundo”, declarou o presidente eleito.

Fonte: Varela Net



Compartilhar no Whatsapp