Foto: Daniel Torok/Casa Branca/Arquivo
A campanha de Donald Trump para tentar dominar a mídia dos Estados Unidos tem avançado com rapidez. Boa parte das redes sociais e dos veículos de imprensa americanos pode parar nas mãos de aliados do presidente em breve.
Já estão alinhados ao movimento Maga (acrônimo em inglês para "faça a América grandiosa novamente") a Fox News, principal TV a cabo do país; a histórica emissora CBS, agora sob comando de David Ellison; e o X, de Elon Musk. Em breve, trumpistas podem assumir o controle da CNN, da HBO e do TikTok.
David, 42, é filho de Larry Ellison, 81, fundador da empresa de software e bancos de dados Oracle. Os dois despontam como os novos magnatas da mídia. Larry é o segundo homem mais rico do mundo, dono de uma fortuna pessoal de US$ 345 bilhões.
Ele e Rupert Murdoch estão no grupo seleto de empresários escolhidos por Trump para comprar o TikTok nos EUA, após acordo costurado pela Casa Branca com o regime chinês. Tudo indica que os aliados do republicano vão levar o aplicativo por uma pechincha —o preço em discussão, de US$ 14 bilhões, está bem abaixo do valor estimado por analistas. Além disso, a Oracle será responsável por retreinar o algoritmo do aplicativo com dados de usuários americanos.
O mais recente capítulo da saga dos Ellisons rumo ao Olimpo midiático americano foi uma oferta de compra à Warner Bros. Discovery (WBD), dona da CNN e da HBO, neste mês. O presidente da WBD, David Zaslav, rechaçou a proposta de David, mas este não desistiu, e não está claro até que ponto Zaslav poderá resistir diante da pressão dos acionistas. Nesta terça-feira (21), a WBD anunciou que começou a avaliar a venda após receber "interesse não solicitado" de "múltiplas partes", sem citar os Ellisons.
Larry é bem próximo de Trump. Estava ao lado do republicano no Salão Oval quando o presidente anunciou, no segundo dia de seu segundo mandato, o projeto Stargate. Trata-se de uma parceria entre a Oracle, OpenAI e SoftBank que prevê investimento de US$ 500 bilhões na construção de datacenters nos EUA para alimentar modelos de inteligência artificial.
Em agosto, David comprou a Paramount, ao fundi-la com seu estúdio, o Skydance. Com a fusão, o Ellison filho passou a controlar a veneranda CBS, que já abrigou ícones do jornalismo como o âncora Walter Cronkite (1916-2009), "o homem mais confiável da América".
Para chefiar a CBS, David escolheu a jornalista Bari Weiss, que já iniciou a "deswokização" da emissora —processo de afastar pautas progressistas ligadas à diversidade, à equidade racial e à identidade de gênero. Ela ficou famosa ao se demitir da seção de opinião do jornal The New York Times sob o argumento de ter sofrido bullying de seus colegas por suas visões de centro-direita.
Trump deixou claro que faz muito gosto no casamento Ellisons-CBS. "Larry Ellison é ótimo, e seu filho, David, é ótimo. São meus amigos e meus grandes apoiadores meus. E eles farão a coisa certa. Vão fazer com que a CBS, esperamos que eles...." disse Trump a repórteres, sem completar o raciocínio.
Para Jeffrey Chester, diretor-executivo do Centro para Democracia Digital, "está em curso um golpe na mídia". "Vão silenciar quem não apoia a agenda Maga. É uma mudança radical no sistema de mídia para fortalecer os conservadores, com pouca resistência", diz.
Em artigo na revista Columbia Journalism Review, Emily Bell, professora da Universidade Columbia, escreveu que "essa concentração de propriedade de veículos de mídia sob David Ellison é um exemplo preocupante de integração vertical na era da IA".
"A Oracle é uma empresa de tecnologia, não de mídia, mas seus serviços de hospedagem, processamento e nuvem estão profundamente incorporados na cadeia de propriedade da mídia", opinou Bell. "A captura da mídia deixa a comunicação em massa vulnerável à manipulação por interesses."
Esta é a segunda parte da estratégia Maga de controle do ecossistema de informações. Na primeira fase, o presidente "normalizou" influenciadores de ultradireita ao incorporá-los e priorizá-los na cobertura da Casa Branca, enquanto deixava a mídia profissional de escanteio.
Ele vem reduzindo cada vez mais o acesso dos veículos independentes, como fez com a Associated Press. Recentemente, o Pentágono publicou uma nova diretriz na qual prevê cassação das credenciais de jornalistas que não se comprometerem a não usar informações que não tiverem sido aprovadas pelo secretário Pete Hegseth. A maioria dos repórteres se recusou e se retirou da cobertura in loco do departamento.
À mercê de Trump ainda há o grupo de veículos e plataformas que não são geridos por apoiadores ferrenhos do Maga, mas dão sinais de cooptação. Os donos do jornal The Washington Post, da TV ABC e da Meta (dona do Facebook e do Instagram, entre outros) têm se desdobrado para agradar ao presidente e, assim, garantir que o governo não atrapalhe seus negócios mais lucrativos.
Ao praticamente entregar nacos do sistema de informações a empresários alinhados e instrumentalizar a FCC, a agência de regulação do setor, Trump segue o roteiro do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Na Hungria, os efeitos dessa política foram impressionantes. Desde que Orbán reassumiu em 2010, ele desmantelou a mídia crítica e, hoje, cerca de 80% dos veículos húngaros são governistas, segundo a Repórteres sem Fronteiras.
Controle da comissão de licenças de mídia
Para concretizar seu plano de captura da mídia, Trump precisa de aprovação da FCC (Comissão Federal de Comunicações), encarregada de dar sinal verde a fusões e concessões de radiodifusão. Liderada por Brendan Carr, chamado por Trump de "guerreiro da liberdade de expressão", a agência não deve ser um impedimento.
Carr acusou a CBS de ter feito "distorção de notícias" na edição de uma entrevista de Kamala Harris, a candidata democrata à Presidência derrotada por Trump, em setembro do ano passado, no programa 60 Minutes. Ele disse que o episódio poderia influenciar a análise da FCC sobre a fusão entre a Paramount, controladora da CBS, e a Skydance.
Os controladores da Paramount entenderam o recado. A empresa foi processada por Trump e fechou um acordo com pagamento de US$ 15 milhões. Analistas acreditavam que a companhia não precisasse ter feito o acordo, pois ganharia facilmente a causa na Justiça. Em agosto, a agência aprovou a fusão.
No mês passado, Carr ameaçou retaliar estações de TV que não cancelassem a transmissão do programa de Jimmy Kimmel. A atração do comediante foi suspensa pela emissora ABC depois de ele fazer comentários sobre o assassinato do conservador Charlie Kirk, dando a entender que o assassino seria apoiador de Trump.
Poucas horas depois da entrevista, a Nexstar Media (que tem uma fusão sob avaliação pela FCC) e a Sinclair, que juntas possuem dezenas de afiliadas da ABC, suspenderam o programa de Kimmel.
Fonte: Patrícia Campos Mello/Folhapress
Foto: Jorge Berna/AFP
Após 20 anos sob governos de esquerda, a Bolívia elegeu neste domingo (19) o político Rodrigo Paz como novo presidente do país. Ligado à direita conservadora, Paz é membro do Partido Democrata Cristão (PDC).
Com 54% dos votos válidos e 91% das urnas apuradas, o resultado marca uma virada política na Bolívia.
Em seu primeiro discurso após a vitória, o novo presidente afirmou que o país “respira ventos de mudança e renovação para seguir em frente” e declarou que seu governo será pautado em “Deus, pátria e família”. Paz também agradeceu o apoio dos eleitores e elogiou a transparência do Tribunal Supremo Eleitoral boliviano.
Diversos países latino-americanos, como Panamá, Paraguai, Uruguai, Equador e Peru, além dos Estados Unidos, reconheceram oficialmente o resultado e parabenizaram o novo presidente. O governo brasileiro ainda não se pronunciou.
Rodrigo Paz afirmou que pretende reconstruir a Bolívia e recolocá-la como protagonista no cenário internacional.
“Manter uma relação próxima com um dos governos mais influentes do mundo é parte essencial das soluções que precisamos implementar. Com as mãos estendidas dentro do país — do Parlamento ao setor privado e às diversas organizações nacionais — compartilhamos um mesmo propósito: abrir a Bolívia ao mundo”, declarou o presidente eleito.
Fonte: Varela Net
Foto: Keegan Barber/Fotos Públicas
O governo de Donald Trump já demitiu 4.108 servidores federais em meio à paralisação do governo dos Estados Unidos, que entra em sua terceira semana. A informação foi divulgada nesta terça-feira (14) pelo Departamento de Justiça americano. Apesar do número expressivo, o total é ligeiramente menor do que a estimativa inicial, que apontava ao menos 4.278 desligamentos.
Os cortes representam uma pequena fração dos cerca de 2 milhões de funcionários civis que atuavam no início da gestão Trump. A paralisação atual já é a mais longa sob o governo do republicano, chegando ao 15º dia nesta quarta-feira (15).
A decisão de Trump é vista como uma tentativa de pressionar os democratas a aprovarem seu plano de gastos, que inclui cortes em programas considerados próximos ao partido rival.
Sindicatos de servidores entraram na Justiça para tentar reverter as demissões, argumentando que as dispensas não são justificáveis e violam leis que protegem trabalhadores de agências sem financiamento. Desde 1981, os EUA enfrentaram 15 paralisações, mas nenhuma havia resultado em demissões tão amplas.
Fonte: Da Redação
Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução/White House
Os governos do Brasil e dos Estados Unidos estão trabalhando em conjunto para organizar o encontro presencial entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, com a possibilidade do encontro ocorrer em um terceiro país, é o que afirmam diversos funcionários brasileiros familiarizados com a situação, segundo informações do portal Bloomberg.
Brasília tem indicado a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que ocorrerá neste mês, na Malásia, como um local ideal para as conversas, disseram os funcionários, que pediram anonimato para discutir assuntos sensíveis. A ideia é proporcionar a oportunidade para que os líderes se encontrem em um local neutro, em vez da Casa Branca ou do Palácio do Planalto.
As relações entre EUA e Brasil se deterioraram acentuadamente nos últimos meses, após Trump impor tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros e sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pela Corte em setembro por tentativa de golpe.
No entanto, sinais de uma reaproximação entre os dois países surgiram durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York na semana passada, quando Trump disse ter se encontrado com Lula, e fez elogios ao petista, dizendo que eles tinham “boa química” e que haviam discutido rapidamente a possibilidade de uma reunião para conversar sobre suas diferenças.
Trump ainda não confirmou oficialmente sua participação na cúpula da ASEAN, mas é esperado que ele visite a Malásia como parte de uma viagem programada pela Ásia, que também incluiria paradas no Japão e na Coreia do Sul. Lula seguirá para Kuala Lumpur, capital da Malásia, após uma visita de Estado à Indonésia, parte de seus esforços para aprofundar os laços comerciais com a região.
O encontro com Trump é tratado como prioridade máxima pelo presidente brasileiro, segundo dois funcionários familiarizados com a situação. Mas o líder brasileiro também está focado em garantir que o encontro seja eficaz, e quer ter certeza de que terá dados e informações suficientes para apresentar a Trump antes de agendar o encontro, disse um dos funcionários.
Na quarta-feira (1º), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou ter conversado com assessores de Trump sobre um possível encontro, e sugeriu que este poderia ocorrer em um terceiro país.
“Pode ser uma ligação telefônica, uma videochamada, assim como um encontro em um momento específico em que ambos estejam presentes no mesmo evento internacional”, disse Vieira durante uma aparição no Congresso, acrescentando que atualmente não há arranjos para Trump visitar o Brasil ou para uma viagem de Lula a Washington.
Fonte: Bahia.ba
Foto: Reprodução
A Espanha tomou da Argentina a liderança do ranking de seleções masculinas de futebol da Fifa (Federação Internacional de Futebol). A equipe comandada pelo técnico Lionel Scaloni caiu para a terceira posição da lista, enquanto a França assumiu a vice-liderança. Já o Brasil caiu para a sexta posição da classificação.
A queda da seleção brasileira foi influenciada pelo tropeço nas Eliminatórias Sul-Americanas diante da Bolívia, por 1 a 0 nos 4.150 metros de altitude da cidade de El Alto. Com este resultado o time comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti fechou a participação na competição na 5ª colocação com 28 pontos.
Já a ascensão do time espanhol é explicada pelo bom início de campanha nas Eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo de 2026, com as vitórias fora de casa sobre a Bulgária (pelo placar de 3 a 0) e sobre a Turquia (com uma goleada de 6 a 0).
Os dez primeiros colocados do ranking de seleções masculinas de futebol da Fifa é formado por: Espanha, França, Argentina, Inglaterra, Portugal, Brasil, Holanda, Bélgica, Croácia e Itália.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução
Dados divulgados nesta terça-feira (2) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de um bilhão de pessoas em todo o planeta vivem com algum tipo de transtorno mental, incluindo ansiedade e depressão. O cenário causa imensos prejuízos humanos e econômicos, alerta a instituição.
“Embora muitos países tenham reforçado suas políticas e programas de saúde mental, maiores investimentos e ações são necessários globalmente para ampliar os serviços no intuito de proteger e promover a saúde mental das pessoas”, destacou a agência das Nações Unidas.
Segundo a OMS, transtornos de saúde mental como ansiedade e depressão são altamente prevalentes em todos os países e comunidades, afetando pessoas de todas as idades e níveis de renda. “É a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo, gerando perda de qualidade de vida”, acentuou a OMS.
Desafios
“Transformar os serviços de saúde mental é um dos desafios mais urgentes da saúde pública”, destacou o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Investir em saúde mental significa investir em pessoas, comunidades e economias – um investimento que nenhum país pode se dar ao luxo de negligenciar”, acrescentou.
“Cada governo e cada líder tem a responsabilidade de agir com urgência e garantir que os cuidados em saúde mental não sejam tratados como um privilégio, mas como um direito básico de todos”, concluiu Tedros.
Análise
Os números apresentados revelam que a prevalência de transtornos de saúde mental varia de acordo com o gênero e que mulheres são desproporcionalmente mais impactadas. Ansiedade e depressão figuram como os dois tipos de transtorno mais comuns tanto entre homens como entre mulheres.
“O suicídio permanece como uma consequência devastadora, ceifando cerca de 721 mil vidas apenas em 2021 em todo o planeta”, alertou a OMS, ao citar o suicídio como uma das principais causas de morte entre jovens em todos os países e contextos socioeconômicos.
“Apesar dos esforços globais, o progresso na redução da mortalidade por suicídio é insuficiente para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas que prevê uma redução de um terço nas taxas de suicídio até 2030. Na trajetória atual, apenas uma redução de 12% será alcançada até esse prazo.”
Impacto econômico
A agência avalia o impacto econômico dos transtornos mentais como impressionante. Embora os custos com saúde sejam substanciais, os custos indiretos, sobretudo os que envolvem perda de produtividade, são muito maiores. A estimativa é que depressão e ansiedade, juntas, custem à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano.
“Essas descobertas ressaltam a necessidade urgente de investimento sustentado, priorização mais rigorosa e colaboração multissetorial para expandir o acesso à saúde mental, reduzir o estigma e combater as causas profundas dos problemas de saúde mental”, concluiu a OMS.
Fonte: Agência Brasil
Fotomontagem: White House Archived e Reprodução: Instagram / @xi.jinping_cn
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o líder da China, Xi Jinping, de conspirar contra os EUA por ter se reunido com Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Kim Jong Un, líder da Coreia do Norte, na terça-feira (2), em um evento em Pequim que contou com um grande desfile militar. As informações são dos portais Bloomberg e InfoMoney.
“Por favor, transmitam meus cumprimentos mais calorosos a Vladimir Putin e Kim Jong Un, enquanto vocês conspiram contra os Estados Unidos da América”, disse Trump em seu site Truth Social, referindo-se aos atos na capital chinesa
Estados Unidos e China vivem um impasse desde o início do ano devido à agressiva política tarifária do governo Trump. O gigante asiático foi um dos poucos países que resistiu a taxação americana, contra-atacando com medidas semelhantes.
Trump também questionou se Xi daria crédito aos EUA, em seu discurso de quarta-feira, antes do desfile, pelo “enorme apoio” prestado à China durante a Segunda Guerra Mundial. Trump acrescentou: “Muitos americanos morreram na busca da China pela vitória e glória”.
Durante o evento em Pequim, o líder chinês não chegou a mencionar diretamente os EUA, mas expressou sua gratidão a nações não especificadas que teriam ajudado a China. Questionado sobre as declarações de Trump, o Ministério das Relações Exteriores chinês não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.
Apesar das críticas, Trump rejeitou as alegações de que o desfile militar promovido por Xi seriam um desafio ao poder dos EUA. “Tenho um ótimo relacionamento com o presidente Xi, como vocês sabem”, disse Trump a repórteres no Salão Oval, horas antes do evento. “Mas a China precisa muito mais de nós do que nós precisamos dela”. O republicano ainda afirmou, em outro momento, estar confiante de que Pequim não direcionará seus recursos de defesa contra os EUA no futuro.
“Temos o exército mais forte do mundo”, disse Trump em uma entrevista de rádio com Scott Jennings, comentarista conservador. “Eles jamais usariam seus militares contra nós — acredite, seria a pior coisa que poderiam fazer.”
O evento desta terça em Pequim marca os 80 anos da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial. O espetáculo, altamente coreografado, contou com a presença de dezenas de chefes de Estado e de governo, incluindo líderes do Vietnã, Malásia, Paquistão, Bielorrússia, Irã, Sérvia e Eslováquia.
Fonte: Bahia.ba
Foto: Reprodução
Um raro encontro com uma das espécies de tubarão mais ameaçadas do mundo foi registrado recentemente nas águas do País de Gales, trazendo esperança para conservacionistas e destacando a urgência de medidas de proteção marinha.
Cientistas capturaram imagens de um tubarão-anjo (Squatina squatina), espécie criticamente ameaçada de extinção, durante pesquisas na Baía de Cardigan.
O registro não foi planejado. A câmera que flagrou o animal faz parte do projeto Dolphin Diet Detectives, da Wildlife Trust of South & West Wales (WTSWW), que estuda a alimentação dos golfinhos locais e monitora a biodiversidade marinha da região.
“Ficamos emocionados ao registrar um tubarão-anjo na Baía de Cardigan, um encontro raro e emocionante. Tubarões-anjo não eram filmados na Baía de Cardigan desde 2021”, afirmou Sarah Perry, gerente de Conservação Marinha e Pesquisa da WTSWW, em comunicado.
De comum a tubarão criticamente ameaçado
O avistamento é significativo porque a espécie, antes comum em várias costas europeias e partes do Norte da África, sofreu um declínio populacional drástico. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a população de tubarões-anjo diminuiu pelo menos 80% nos últimos 45 anos, levando à classificação de “criticamente ameaçado”– apenas um nível antes da extinção na natureza.
Entre os principais fatores para este declínio alarmante estão a degradação de habitats e, principalmente, a pesca de arrasto de fundo. Os tubarões-anjos são particularmente vulneráveis a esta prática por viverem e se alimentarem no fundo do mar. Combinado com sua baixa taxa reprodutiva, isso cria condições propícias para a extinção da espécie.
Impacto devastador visível
A vulnerabilidade não é exclusiva dos tubarões-anjos. O recente documentário OCEAN, de Sir David Attenborough, mostrou pela primeira vez imagens do impacto devastador da pesca de arrasto de fundo nos ecossistemas marinhos. As gravações revelam arraias e cefalópodes fugindo desesperadamente das redes e cabos metálicos dos arrastões, que deixam um rastro de destruição por onde passam.
“Isso está acontecendo em todos os oceanos, inclusive em muitas de nossas áreas protegidas. A diferença é que isso é tão destrutivo quanto derrubar sua floresta antiga local ou a floresta amazônica”, disse Toby Nowlan, diretor e produtor de OCEAN, ao portal britânico IFLScience.
“Se a minha floresta antiga local, Leigh Woods, fosse simplesmente derrubada, toda a cidade ficaria revoltada, mas é isso que está acontecendo debaixo d’água. A razão pela qual as pessoas não se revoltam contra o arrasto é que isso permanece escondido da vista. Acontece logo abaixo da superfície. Longe dos olhos, longe da mente, então permanece oculto”, continuou Nowlan.
Perspectivas de mudança
O avistamento do tubarão-anjos pode contribuir para mudanças nas políticas de proteção marinha, especialmente em um momento oportuno de discussões legislativas.
“Esse avistamento ocorre em um momento crucial, enquanto o Senedd [Parlamento do País de Gales] e o Governo do Reino Unido discutem a proibição do arrasto de fundo em Áreas Marinhas Protegidas”, destacou Perry, acrescentando que as câmeras subaquáticas do projeto “revelam a incrível diversidade de vida no leito marinho”.
Para a pesquisadora, “essas descobertas destacam a necessidade urgente de proteger esses habitats frágeis de atividades prejudiciais como o arrasto de fundo”, sinalizando esperança para a sobrevivência não apenas do tubarão-anjos, mas de todo o ecossistema marinho que depende da saúde dos habitats de fundo oceânico.
Fonte: As informações são do site SoCientifica.
Foto: Reprodução
Este 25 de julho é o Dia Mundial para Prevenção do Afogamento, que mata 236 mil pessoas por ano em todo o globo, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS. Para a agência da ONU, o afogamento é um grande problema de saúde pública e uma das principais causas de morte de pessoas entre 1 e 24 anos.
Mortes podem ser evitadas
Nove de cada 10 óbitos por afogamento ocorrem em países de rendas baixa e média. Mas a carga global é sentida em todo o mundo. O afogamento é terceira principal causa de mortes por lesão não intencional, representando 7% de todas as mortes relacionadas a lesões.
As regiões do Pacífico Ocidental e do Sudeste Asiático da OMS concentram mais da metade dos afogamentos. O Pacífico Ocidental tem as taxas mais altas e são de 27 a 32 vezes maiores que os casos registrados no Reino Unido e na Alemanha, respectivamente.
Gerenciar cheias e ensinar natação
A OMS divulgou um relatório global sobre o tema afirmando que esse é um desafio de saúde pública altamente evitável, mas que nunca obteve um esforço estratégico de prevenção. O Dia Mundial para Prevenção do Afogamento foi declarado pela Assembleia Geral da ONU em 2021.
Uma das recomendações da resolução da ONU é ampliar o ensino de natação nas escolas e realizar atividades educativas para informar a população. Um outro aspecto é treinamento de profissionais da área e de gerenciamento adequado por autoridades locais e nacionais dos riscos de enchentes e cheias.
Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução
O dinheiro de brasileiros fora do país somou US$ 654,5 bilhões em 2024, de acordo com informações de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE), divulgadas nesta sexta-feira (25) pelo Banco Central (BC), em Brasília.
A declaração anual é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas residentes no Brasil, com valores, bens, direitos e ativos de qualquer natureza no exterior em valor igual ou superior a US$ 1 milhão.
No total, 29.068 brasileiros declararam ter esses ativos, na data-base de 31 de dezembro de 2024. Desses, 25.208 são pessoas físicas que possuem US$ 245,4 milhões no exterior e 3.860 são empresas com US$ 409,1 milhões em ativos fora do Brasil.
Os investimentos diretos no setor produtivo somam a maior parte dos ativos - US$ 503,9 bilhões - seguido por outros investimentos, como créditos comerciais, empréstimos e moedas (US$ 86,5 bilhões) e investimentos em carteira como ações e títulos de renda fixa (US$ 62,8 bilhões).
Onde está o dinheiro
Na distribuição dos investimentos diretos por países, quando se considera a participação no capital das empresas, US$ 95 bilhões estão nos Países Baixos, seguido por Ilhas Virgens Britânicas (US$ 83,3 bilhões), Ilhas Cayman (US$ 73,2 bilhões), Bahamas (US$ 58,1 bilhões), Luxemburgo (US$ 35,1 bilhões) e Estados Unidos (US$ 20,9 bilhões).
Olhando para a divisão por setor produtivo, US$ 313,6 bilhões foram aplicados em empresas de serviços, majoritariamente serviços financeiros e holdings; já US$ 86,9 bilhões na agricultura, pecuária e extrativismo mineral, com destaque para extração de petróleo e gás natural. Na indústria, US$ 42 bilhões foram investidos por brasileiros no exterior, em 2024.
Além da declaração anual de CBE, há também a declaração trimestral para brasileiros com ativos acima de US$ 100 milhões. As informações são para fins estatísticos, para compilação de dados sobre o ativo externo da economia brasileira e a posição do investimento internacional do país.
Fonte: Agência Brasil
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