Neste sábado (6), a Brigada Voluntária "Grupo de Defesa Ambiental Marchas e Combates" ganhou um grande reforço para o combate a incêndios florestais na Chapada Diamantina. O grupo de brigadistas recebeu do secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira equipamentos importantes de proteção individual, num investimento de mais de R$ 20 mil. A entrega aconteceu na Câmara de Vereadores de Mucugê e contou com o apoio do Instituto Nascentes do Paraguaçu (INP).
A ação é coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), no âmbito do programa Bahia Sem Fogo, com a atuação do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA). A lista de materiais doados conta com mochilas costais para combate a incêndios florestais, coturnos, gorros de pala, gandolas, calças, abafadores, luvas e uma motobomba Mini Striker.
Educação ambiental - O secretário João Carlos destacou a imporatância da participação dos brigadistas em ações proativas. "Preservar é um dever de todos e sem a educação ambiental não vamos chegar a lugar algum. Esse é o nosso grande desafio, criar políticas públicas que dialoguem com a sociedade. Precisamos transformar a pauta ambiental em algo positivo", pontuou.
"Entendendo que a prevenção é mais importante que o combate, estamos desenvolvendo programas de educação ambiental com a comunidade e escolas para que possamos atuar em defesa do meio ambiente", explicou Laura Maliarenko, uma das dirigentes do Grupo de Defesa Ambiental Marchas e Combates.
"Estamos fazendo um levantamento da cultura e história do nosso povo, para que dessa forma possamos trazer a conscientização ambiental, gerar frutos e ações eficientes", ressaltou Danielle Vilar, presidente do INP.
Bahia Sem Fogo - programa criado em 2010 para tornar mais efetivas as ações de prevenção, combate e monitoramento a incêndios em áreas de Unidades de Conservação (UCs) no estado, oferecendo infraestrutura e logística adequadas. O programa é coordenado pela Sema, que integra o Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Bahia.
O Comitê é formado por representantes de instituições estaduais: Inema, Corpo de Bombeiros, Casa Militar do Governador (CMG) e as Secretarias de Segurança Pública (SSP), de Saúde (Sesab), de Educação (SEC), de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), e de Turismo (Setur).
Fonte: ASCOM - Secretaria do Meio Ambiente - SEMA
Em virtude de casos recentes de poluição sonora ocasionada por estabelecimentos comerciais, sons automotivos e congregações religiosas, dentre outros, no município de Seabra, na Chapada Diamantina, o Ministério Público estadual expediu uma recomendação com o intuito de coibir tal prática na cidade. Segundo o promotor de Justiça Romeu Coelho, autor do documento, é necessário que igrejas, bares, restaurantes, estabelecimentos noturnos e locais de eventos possuam tratamento acústico adequado quando suas atividades utilizarem fonte sonora com transmissão ao vivo ou qualquer sistema de amplificação.
No documento, o MP recomendou ao prefeito de Seabra que se abstenha de conceder alvarás de funcionamento, de utilização de aparelho sonoro e sanitário aos estabelecimentos comerciais que não atendam às legislações municipais, estaduais e federais pertinentes, bem como não possuam adequado sistema de proteção acústica e planos de segurança/emergência. Além disso, que estabeleça, por meio dos órgãos municipais competentes, cooperação com as autoridades policiais com atuação no município, inclusive para utilização do decibelímetro; e que promova mutirões de fiscalização, com o intuito de identificar as fontes de poluição sonora e aplicar as penalidades correspondentes na seara administrativa, acionando a Polícia Militar quando verificar a ocorrência de crime ou contravenção penal.
A recomendação também foi expedida a toda a população e as congregações religiosas para que não realizem, em qualquer horário, eventos que causem poluição sonora, respeitando o limite sonoro estabelecido na legislação. O promotor de Justiça expediu a recomendação ainda a todos os proprietários e condutores de veículos de qualquer espécie; a todos os proprietários de instrumentos sonoros, de estabelecimentos comerciais, de entidades recreativas e de alto falantes ou amplificadores de som; aos proprietários de estabelecimentos comerciais; ao comandante da Polícia Militar; aos delegados de Polícia Civil; ao coordenador do Departamento de Polícia Técnica; e à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
Fonte: MP-BA
Questionado pelos policiais, o condutor confirmou ter feito uso da substância entorpecente.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu na noite desta quarta-feira (03), aproximadamente 5g de substância com características semelhantes à maconha e mais 55 comprimidos de anfetaminas, popularmente conhecidas como “rebites”.
O flagrante ocorreu durante fiscalização da PRF no KM 408 BR 242, em Seabra, na região da Chapada Diamantina.
Inicialmente, os policiais receberam a informação que o condutor de um caminhão transitava perigosamente na rodovia, gerando perigo de dano aos demais usuários. Foi dada ordem de parada ao veículo Volvo/Fh 520, com placas do Paraná.
Em seguida foi realizada vistoria minuciosa no caminhão, foi quando os policiais encontraram as cartelas de anfetaminas e a maconha.
Ao ser questionado, o homem de 39 anos de idade informou ter feito uso de 3 comprimidos da substância em um posto de combustível na cidade de Itaberaba (BA).
Diante dos fatos, o detido foi levado com o produto apreendido para a Delegacia de Polícia Civil em Seabra (BA) e apresentado à autoridade policial.
Fonte: PRF-BA
Ele apresentou índice de embriaguez cerca de 3 vezes maior do valor considerado como crime.
Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) efetuava fiscalização preventiva de acidentes, quando, às 10h40 deste sábado (30), no Km 375 da BR 242, trecho do município de Seabra , na região da Chapada Diamantina, avistou em sentido contrário e em alta velocidade um veículo VOLVO/Fh 540 de cor branca, tracionando dois semi-reboques. Aparentava estar fora de controle.
Dessa forma, os PRFs retornaram e avistaram o caminhão tombado na pista. Os policiais prestaram os primeiros socorros ao motorista que estava desacordado. Foi acionado o Corpo de Bombeiros de Lençois que conduziu o condutor para o Hospital Regional da Chapada.
O motorista foi submetido ao teste com etilômetro, cujo resultado aferiu 1,01 mg/L (miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões), comprovando a embriaguez. O teste no aparelho apresentou índice 3 vezes maior do valor considerado como crime que é de 0,34 mgL.
Após alta hospitalar, o condutor será encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.
Além de detenção por crime de trânsito, a multa por alcoolemia custa R$ 2.934,70, valor que é duplicado em caso de reincidência. Ademais, ocorre a penalidade administrativa que suspende ou proíbe o motorista de obter a habilitação ou permissão para dirigir veículo automotor por um período de 12 meses.
A PRF alerta sobre as consequências da combinação de álcool e volante e atua no policiamento ostensivo e preventivo, sendo priorizada a fiscalização de condutas de risco como ultrapassagens proibidas, alcoolemia ao dirigir, excesso de velocidade, dentre outras, com foco na redução de acidentes.
Fonte: PRF-BA
Equipes da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Seabra) descobriram, na quinta-feira (28), um depósito clandestino de explosivos. Pouco mais de meia tonelada de artefatos nos formatos granulado e emulsão foram apreendidos.
O flagrante aconteceu na localidade de Baixa Funda, no município de Novo Horizonte. Após denúncias anônimas, policiais civis do Serviço de Investigação da 13ª Coorpin iniciaram diligências que duraram uma semana até a descoberta do esconderijo.
No imóvel foram apreendidos 300 kg de explosivos granulado e 1.300 emulsões em gel encartuchadas. Todo o material foi apresentado na 13ª Coorpin/Seabra.
"A informação inicial seria do uso em um garimpo clandestino, em Novo Horizonte. Porém, não descartamos a utilização dos artefatos em possíveis ataques a bancos", comentou o diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), delegado Flávio Góis.
Fonte: SSP/BA
As contas da Prefeitura de Seabra, do prefeito Fábio Miranda de Oliveira, relativas ao exercício de 2017, foram aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas dos Municípios. A decisão foi proferida na sessão desta quarta-feira (27/03). O relator do parecer, conselheiro Francisco Netto, multou o gestor em R$10 mil pelas irregularidades apuradas durante a análise das contas.
Na análise técnica foram identificadas algumas irregularidades em processos licitatórios, como ausência de publicação resumida do instrumento de contrato na imprensa oficial, ausência de ato designando um representante da administração para acompanhamento e fiscalização da execução do contrato, bem como a inserção incorreta ou incompleta de dados no sistema SIGA do TCM.
O balanço orçamentário do município apresentou um déficit de R$3.729.675,02, vez que foram arrecadados R$75.267.347,82 e gastos recursos no montante de R$78.997.022,84. Além disso, o saldo disponível em caixa no final do exercício não foi suficiente para cobrir despesas com restos a pagar, contribuindo para o desequilíbrio fiscal do município. A persistência da situação no último ano do mandato – advertiu o relator – pode acarretar na rejeição das contas pelo descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A despesa total com pessoal alcançou o montante de R$43.972.138,19, representando o percentual de 58,63% da receita corrente líquida do município, extrapolando, portanto, o limite máximo de 54% previsto na LRF. Por isso, o gestor deve eliminar o percentual excedente nas formas e prazos estabelecidos na lei.
Em relação às obrigações constitucionais, o prefeito investiu 28% na manutenção e desenvolvimento do ensino municipal, superando o mínimo de 25%, e aplicou 83,51% dos recursos do Fundeb no pagamento da remuneração dos profissionais do magistério, quando o mínimo exigido é 60%. Nas ações e serviços públicos de saúde foram investidos 18,91% dos recursos provenientes da arrecadação de impostos, também atendendo ao percentual mínimo de 15%. Cabe recurso da decisão.
Fonte: TCM-BA
O Projeto de Revitalização da Microbacia do Rio Utinga e APA Marimbus/Iraquara, acompanhado pela Secretaria do Meio Ambiente e contratado por meio do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), concluiu etapa de diagnóstico das áreas selecionadas para restauração. O relatório do diagnóstico foi entregue essa semana pela empresa contratada ao secretário João Carlos Silva.
O projeto é resultado de reivindicações de assentamentos do Movimento dos Sem Terra (MST), Movimento Associativista Indígena Payaya (MAIP), prefeituras, sindicatos e instituições ligadas ao meio ambiente da Chapada Diamantina.
O escopo do projeto contempla a restauração florestal de 110 hectares, em pequenas propriedades da agricultura familiar, assentamentos de reforma agrária, comunidades indígenas e quilombolas, construção de dois viveiros comunitários de produção de mudas, eventos de troca de experiências ambientais entre as comunidades envolvidas, capacitação das comunidades para coleta de sementes, construção e gestão de viveiros, produção de mudas e técnicas de restauração. O investimento total é de aproximadamente R$ 1,5 milhão.
Segundo o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Silva, o rio Utinga necessita de atenção local, e o Governo do Estado tem discutido o tema e feito investimentos para melhorar as condições na época de crise hídrica. “Esse projeto é o início da agenda de restauração florestal necessária para a região, precisamos dialogar e somar esforços com as prefeituras, instituições locais e agricultores para potencializar as ações de revitalização em curso. Apresentar o cenário, debater e realizar pactuações no âmbito do comitê de bacias é fundamental para a sobrevivência do rio”, destacou o Secretário.
O diagnóstico é o terceiro produto entregue pelo contrato e inclui o georreferenciamento das áreas selecionadas, levantamento socioambiental, caracterização dos solos, definição das metodologias de restauração, arranjos e croquis. As áreas escolhidas são Áreas de Preservação Permanente (APPs), nos municípios de Lençóis, Bonito, Wagner, Utinga, Lajedinho, Ruy Barbosa, Iraquara, Andaraí e Nova Redenção. A restauração será feita pelo modelo de sistemas agroflorestais (SAF), com espécies nativas e espécies que permitem o aproveitamento econômico.
Participaram da reunião a diretora geral do INEMA, Márcia Telles, e o diretor de políticas de Biodiversidade e Florestas da SEMA, Murilo Figueredo.
Fonte: Ascom/ Secretaria do Meio Ambiente - SEMA
Integrantes das forças de segurança estaduais foram avisados pela mãe de Iasmim, 8 anos, sobre o desejo da filha de receber a visita de policiais, no seu aniversário.
“Hoje é aniversário de minha filha e não tenho dinheiro para comprar presente. A única coisa que ela me pediu foi o abraço e o beijo de um policial”. Este relato foi da mãe de Iasmim, 8 anos, na cidade de Itaberaba,na região da Chapada Diamantina, que, na tarde de segunda-feira (11), recebeu a visita de peritos técnicos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e de guarnições do 11º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Além do carinho, a criança ganhou também bonecas e um bolo.
O perito Fábio Andrade contou que passava de viatura com sua equipe, indo realizar uma perícia, quando a mãe da garota acenou e eles pararam. “Ela começou a contar que era aniversário da filha e que não tinha dinheiro para comprar um presente. Quando coloquei a mão no bolso pensando em ajudar com algum valor, ela interrompeu a minha iniciativa e falou sobre o desejo da filha de ser abraçada e beijada por um policial”, contou.
O policial acrescentou que após a surpresa, eles entraram em contato com colegas do 11º BPM e foram até o bairro Campo do Governo, ao encontro de Iasmim. “Espero que ela tenha gostado da nossa presença, porém, o maior presente, fomos nós que ganhamos”, declarou Fábio, lembrando ainda que uma perita médica-legal não conseguiu acompanhar a visita, mas enviou uma boneca através deles.
Fonte: SSP/BA
A região da Chapada Diamantina é referência na produção de cervejas artesanais, cafés especiais, vinhos e hidromel. Mas passa a contar agora com uma nova opção de bebida que é o refrigerante natural e artesanal ‘Sempre Viva Kombucha’. Esse produto é uma parceria do fotógrafo Açony Santos e da sabática produtora cultural Monique Ferrari. ‘Sempre Viva Kombucha’ é produzida em Lençóis, município histórico da região chapadeira, e seu nome é uma referência à bebida vida e também uma homenagem à flor sempre-viva – típica da região e símbolo da sua preservação.
Recomendando por nutricionistas, a ‘Kombucha’ é produzida de maneira artesanal e apenas com ingredientes naturais. A bebida é gaseificada, livre de conservantes e corantes, sendo um saboroso e saudável substituto a refrigerantes e bebidas alcoólicas. ‘Kombucha’ é uma bebida probiótica com ricas propriedades nutritivas, inúmeros benefícios à saúde e de agradável sabor. De origem chinesa, a ‘Kombucha’ é consumida há milhares de anos em diversas culturas, popularizando-se mundialmente como o “elixir da vida”.
A ‘Kombucha’ alimenta-se uma colônia de leveduras e bactérias com o chá verde e açúcar. Acontece, então, um processo de fermentação, em que a ‘Kombucha’ consome a maior parte dessas substâncias, oferecendo em troca uma bebida com diversas vitaminas, enzimas e ácidos orgânicos essenciais à nossa saúde. No universo da cultura da ‘Kombucha’, existe uma prática de se compartilhar conhecimentos, receitas e também de doar os chamados ‘filhotes’ de kombucha a amigos e vizinhos. Foi assim que os sócios de conheceram.
Monique Ferrari fazia sua própria ‘kombucha’, doava os filhotes aos amigos e divulgava boca a boca os benefícios da bebida. Açony Santos fazia o mesmo, além de vendê-la para uma lista de amigos. Quando Monique experimentou a kombucha de Açony e Açony conheceu as ideias de Monique, a parceia começou. Juntos, os dois dão conta de cada detalhe do novo empreendimento: compras, produção, comercialização e distribuição da bebida, além da identidade visual, produção de conteúdo, comunicação e divulgação do produto.
A primeira leva da ‘Sempre Viva Kombucha’ foi distribuída em janeiro de 2019, oferecida em três sabores: abacaxi com hortelã, hibisco, gengibre e canela e maracujá com cúrcuma. A ideia é oferecer um sabor especial a cada mês; em fevereiro foi produzida a Kombucha de Cambuí com limão e foi a mais pedida do carnaval. “Agora, nossa meta é alcançar mais cidades da Chapada Diamantina, começando pelo Vale do Capão e Mucugê” comenta Monique Ferrari.
Fonte: Com informações do site Guia Chapada Diamantina
Apesar de possuir um papel de extrema importância para a conservação ambiental, pouco se fala sobre o trabalho dos brigadistas. A profissão não é regulamentada e os dados são quase inexistentes, ainda mais quando se trata de um recorte de gênero. Mas não é preciso de muito para saber que é uma função ocupada majoritariamente por homens. Porém, esse cenário tem mudado. Quem conhece as inúmeras brigadas da Chapada Diamantina sabe que as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço na linha de fogo.
Uma conquista que segue a tendência da América Latina na diminuição da desigualdade entre homens e mulheres, de acordo com o Índice Global de Desigualdade de Gênero, mas com o diferencial de extrapolar um dos obstáculos mais primitivos da questão: a força física. Esses profissionais são submetidos a diversas condições de risco e desconforto. Não é raro passarem dias acampados em locais inóspitos, tendo que caminhar quilômetros em mata fechada para enfrentar temperaturas elevadíssimas e muita fumaça.
A brigadista Pauliana Alves é moradora de Ibicoara e começou a ir para o fogo acompanhada de seu pai, um dos fundadores da brigada voluntária do município ligada a ACVIB. E, assim como suas companheiras de profissão, mesmo com o apoio dentro de casa, ouviu inúmeras vezes que aquilo não era trabalho para mulher. “Realmente é um desafio, pois temos que levar ferramentas, 20 litros de água nas costas e andar em terrenos acidentados durante a noite, mas isso é difícil para qualquer um. E na hora de debelar o fogo o que vale mesmo é o jeito, muitas vezes, eu me sinto muito mais preparada do que alguns homens”, destaca.
Qualquer pessoa para ser brigadista deve passar por uma capacitação, pois é um trabalho de alto risco, em que é necessário possuir diversas habilidades: saber manusear ferramentas como facão e enxada, conhecer o comportamento do fogo, dominar técnicas de prevenção e combate, ter espírito de equipe, além de ter um bom preparo físico, explica Soraya Martins, Chefe do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD). No início da sua trajetória, Isabelle Brandão, brigadista voluntária há sete anos, também ouviu a mesma frase de repressão, porém, o amor pela natureza a ajudou a enfrentar o preconceito.
“Em 2012, eu fiz um curso de formação de brigadistas em Mucugê e durante as aulas eu me emocionei diversas vezes, então, pensei que não importava se era algo para homem ou para mulher, aquilo era a minha missão de vida”, conta. Além das brigadas contratadas anualmente pelo ICMBio e pelo IBAMA, cerca de 200 brigadistas enfrentam o combate de forma voluntária, sem receber remuneração.
Uma questão de escolha
Segundo Soraya Martins, além da linha de fogo, para que um combate seja seguro e eficiente é necessário realizar diversas ações estratégicas e as mulheres estão protagonizando todas elas. A participação feminina diretamente no combate é um destaque não por ser mais importante, mas por ajudar a eliminar o estereótipo de ser um trabalho exclusivamente masculino. “Queremos reforçar que a mulher pode, sim, ocupar a função que ela desejar”, ressalta. Durante os incêndios, muitas das brigadistas também trabalham na coordenação das ações, na articulação institucional, na mobilização, além de viabilizar alimentação, transporte e equipamentos e, fora desse período, também ocupam funções administrativas nas brigadas a que pertencem.
Olivia Taylor, moradora de Lençóis, foi uma das pioneiras do movimento ambientalista da região sendo sócia fundadora da Brigada Voluntária de Lençóis, a primeira a ser formalizada na Chapada Diamantina. Após, participou também da criação da Brigada de Resgate Ambiental de Lençóis (Bral) onde atuou por quase 20 anos apagando fogo, realizando projetos, captação de recursos e na articulação de parcerias com empresários e poder público. “Nunca sofri nenhuma discriminação por parte dos meus companheiros brigadistas. Eu fazia parte de um grupo em que todos precisavam ter a mesma condição, caso contrário, você não pode ir para o fogo. É uma medida de segurança”, explica Olívia.
O que é, realmente, necessário para ser brigadista?
É preciso ter mais de 18 anos, possuir curso de brigadista especifico para incêndios florestais em instituição habilitada como Corpo de Bombeiros, ICMBio e Ibama. Todos os anos o Parque Nacional da Chapada Diamantina contrata 42 brigadistas e oferece gratuitamente o curso de formação, aberto a toda comunidade do entorno. Em breve, serão oferecidas 80 novas vagas. Fique atenta!
Fonte: Ascom/ICMBio
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