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Na região de Irecê e Chapada Diamantina, na Bahia, 413 produtores apostam no plantio de orgânicos com o apoio do Núcleo Raízes do Sertão, que é vinculado à Rede de Agroecologia Povos da Mata e realiza a certificação participativa junto aos produtores, consumidores e organizações parceiras.

Há cinco anos, o casal de produtores orgânicos certificados Lázaro da Gama e Cristina Sena cultivam cerca de vinte produtos, entre frutas, verduras e hortaliças em uma propriedade de 12 hectares no município de São Gabriel, situado na região de Irecê

“Mudou tudo aqui em minha casa, porque eu nunca pensei em chegar em uma posição dessa. Mudou financeiramente também”, conta Lázaro. Já Cristina começou vendendo caju orgânico e logo recebeu o convite para fazer parte do Grupo Raízes do Sertão.

“Eu comecei participando dessas reuniões e aí marcaram um dia de uma visita na minha propriedade. Gostaram e me encaminharam para receber a minha certificação. Hoje trabalho com um pouco de tudo dentro da minha propriedade. Frutas, legumes e muitas variedades”, comemora a agricultora.

Feiras e entreposto

Mais de 200 itens de alimentos orgânicos certificados – entre frutas, verduras, legumes, hortaliças, ervas medicinais e outros – são comercializados através do entreposto e em feiras livres da região de Irecê. As feiras de produtos orgânicos acontecem semanalmente em cinco cidades da região, com a comercialização anual de 750 toneladas de produtos.

No entreposto localizado na cidade de Irecê, são comercializadas quatro toneladas de produtos orgânicos por semana. Isso representa 30% do que é produzido pelos produtores da região. As cargas são enviadas para as cidades baianas de Salvador, Feira de Santana, Juazeiro e Ilhéus. Também chegam a outras unidades da federação, como Pernambuco, São Paulo, Distrito Federal e Minas Gerais.

A consumidora Edna Oliveira frequenta a feira de produtos orgânicos que acontece toda quarta-feira em Irecê. “Compensa muito vir comprar aqui. Os produtos são de qualidade. Eu super recomendo”, diz.

Orgânicos no Brasil

No Brasil, a produção orgânica e sustentável cresce a cada ano. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no final de 2022, foram cadastrados 24.205 produtores orgânicos.

De acordo com pesquisa realizada pela Euromonitor, o Brasil já é o 4º consumidor mundial de alimentos orgânicos.

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Termina na próxima segunda-feira (13) o prazo para que fundações e associações sem fins lucrativos participem de editais do Ministério das Comunicações (MCom) para executar o serviço de Radiodifusão Comunitária. Na Bahia, as entidades de 22 municípios podem participar da seleção. No total, mais de 530 mil pessoas serão beneficiadas nas localidades. Em todo o Brasil, 216 municípios de 23 estados podem participar dos certames. O serviço é executado em canais em Frequência modulada (FM) e as outorgas concedidas terão validade de 10 anos, sem direito de exclusividade.

“Uma das prioridades da nossa gestão para o setor é fortalecer o serviço de radiodifusão comunitária, pois promove a participação social, democratiza o acesso à informação e ainda leva cultura e entretenimento para milhões de brasileiros”, enfatizou o ministro das Comunicações, Juscelino Filho. Até o momento, o Brasil tem cerca de 5 mil rádios comunitárias em funcionamento.

Os municípios que podem participar dos certames são: Gentio do Ouro, Itaeté, Lagoa Real, Monte Santo, Mucuri, Mutuipe, Nova Redenção, Ibitiara, Irajuba, Itapicuru, Livramento de Nossa Senhora, Sento Sé, Serra Preta, Santa Inês, Santa Bárbara, Pindaí, Inhambupe, Itiúba, Mirangaba, João Dourado, Teodoro Sampaio e Vera Cruz.

Confira os editais:

Edital 208/2022

Edital 209/2022

Edital 211/2022

COMO FAZER – O interessado deverá realizar a inscrição por meio do envio de documentação nos moldes do edital e pelo preenchimento de formulário eletrônico disponível no Portal de Serviços do Governo Federal. Nele, é necessário ingressar com a conta única, utilizada para ter acesso aos serviços eletrônicos (Gov.br). Qualquer pessoa física poderá enviar requerimento em nome da fundação ou associação comunitária interessada, bastando anexar os documentos necessários para comprovar que possui poderes para representá-la. A documentação será analisada pela Secretaria de Comunicação Social Eletrônica (Secoe) após o término do prazo indicado. Todo o processo é eletrônico.

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O deputado reivindicou a implantação da unidade, durante reunião da Comissão de Infraestrutura na Alba

Demonstrando muita preocupação com a assistência e a segurança da população de Irecê e região, em casos de acidentes e incêndios, o deputado estadual Pedro Tavares (União Brasil), voltou a cobrar a instalação do Corpo de Bombeiros em Irecê. O parlamentar chamou a atenção sobre o assunto, durante sessão, hoje, na Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, na Assembleia Legislativa da Bahia. Desde 2019, o deputado já havia reivindicado a implantação do equipamento na cidade.

Tavares enfatizou que a cidade que tem mais de 70 mil habitantes, sendo considerada pólo regional não pode permanecer sem o amparo da instituição especializada em salvamento, prevenção e combate a incêndios e socorro público. “Volto mais uma vez a ressaltar a necessidade de termos em Irecê uma unidade do Corpo de Bombeiros, visto que a cidade e a região ficam desassistidas em situações graves, a exemplo de acidentes automobilísticos com pessoas presas em ferragens e no combate a incêndios e resgates. Pedimos a sensibilidade do Governo do estado, diante dessa carência de uma unidade do Corpo de Bombeiros em Irecê”, afirmou.

O deputado lembrou o anseio da população pela presença da instituição permanente no município, diante da constante ocorrência de acidentes automobilísticos na cidade e região, além do resgate de pessoas em desabamentos, inundações e soterramentos, resgate de pessoas em locais de difícil acesso ou de afogamentos, entre outros casos.

Tavares aguarda um posicionamento favorável, em relação a essa “importante” solicitação que visa atender Irecê e região.

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Até 2050, o Brasil precisa aumentar em 44% a produção nacional de feijão para atender a demanda do mercado. Isso significa 1,5 milhão a mais por ano. É o que mostra pesquisa desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de São Paulo.

Mas, para dificultar essa tarefa, os produtores terão de enfrentar uma elevação na temperatura de até 2,8ºC nas próximas duas décadas, prevista pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas.

A região Centro-Oeste e os estados de Minas Gerais e da Bahia podem ser as áreas mais afetadas, e podem inclusive ter que alterar o calendário para plantio.

Segundo Alexandre Bryan, pesquisador da Embrapa, a concentração de gás carbônico prejudica, especialmente, a fase reprodutiva da lavoura, impedindo a formação de vagens e grãos de feijão. Por isso, a tendência é cair a produtividade nos próximos anos. Mas os produtores podem se adaptar às novas condições plantio com a escolha de grãos mais resistentes.

“O feijão tipo preto apresenta uma tolerância maior a situações adversas. Então, quer dizer, a gente sabe que o preto sobressai em algumas condições. Então, tem diferença entre os tipos de feijão. A questão toda é que o mercado é restrito. Feijão preto, basicamente, é consumido no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro e, no resto do Brasil, é o carioca e esse é um problema”.

Alexandre Bryan destaca também que a queda de produtividade e aumento de demanda é um assunto que deve passar por políticas públicas, tanto em relação ao investimento em pesquisa para a geração de plantas mais adaptadas, quanto em relação à agricultura familiar.

“Então, é interessante ter uma política pública para a agricultura familiar, na qual ela possa produzir feijão em conjunto com outras culturas, ou em rotação com outras culturas, tendo também floresta no meio, tendo um planejamento que tenha diversidade. Porque se você tem diversidade tem maior, tem também maior sustentabilidade. A gente sabe que diversidade diminui, é uma forma minimizar o impacto das mudanças climáticas.”

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, hoje, a produção anual de feijão no país é de R$ 12 bilhões por ano, chegando a 2,8 milhões toneladas.

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