Foto: Reprodução
Após uma semana marcada por chuvas que dificultaram o trabalho no campo, produtores da região de Irecê, conseguiram retomar a colheita de cenoura, aumentando a oferta do produto no mercado.
Mesmo com maior volume disponível para comercialização, os preços se mantiveram firmes, refletindo o cenário nacional.
De acordo com informações do Hortifrúti/Cepea, a estabilidade nos valores está ligada à redução da oferta em São Gotardo (MG), considerada a principal referência na formação de preços da cenoura no Brasil. Esse fator tem sustentado o mercado, mesmo diante da recuperação produtiva na região baiana.
A caixa de 20 quilos foi comercializada, em média, por R$ 51,25, mantendo o mesmo patamar da semana anterior.
Apesar disso, produtores relatam pequenos problemas de qualidade, como mela e pinta, mas sem impacto significativo no volume total.
Fonte: Da Redação
Foto: Reprodução
Localizado na região de Irecê, o município de Cafarnaum se consolidou como referência nacional no cultivo de cebola.
A força da produção local é estratégica para que a Bahia mantenha a segunda posição entre os maiores produtores do país, atrás apenas de Santa Catarina.
Com uma estimativa anual de cerca de 290 mil toneladas, a Bahia tem em Cafarnaum seu principal polo produtivo. A agricultura é a base da economia do município e garante emprego e renda para centenas de famílias.
Outras cidades também integram o cinturão produtivo da cebola, como João Dourado, Sento Sé, América Dourada e Canarana.
Juntas, elas reforçam a importância do semiárido baiano no cenário agrícola nacional e consolidam a cebola como pilar do desenvolvimento regional.
Fonte: Da Redação
Foto: Reprodução
A Chapada Diamantina, na Bahia, tem registrado altas produtividades na atual safra de batata, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A produtividade média na região está entre 45 e 50 toneladas por hectare, podendo alcançar até 55 t/ha em alguns talhões.
De acordo com o acompanhamento do calendário anual da região, cerca de 12% da safra já foi colhida, enquanto a estimativa de plantio alcança 10% até o final de janeiro. A Chapada Diamantina concentra a maior parte da sua oferta entre os meses de dezembro e maio, período conhecido como safra das águas.
As condições climáticas, no entanto, têm exigido atenção dos produtores. As temperaturas registradas estão acima da média histórica e também superiores às do último ano, quando havia maior variação entre dias quentes e noites frias. Além disso, o volume de chuvas tem sido inferior ao padrão típico e com menor frequência, o que tem dificultado o abastecimento dos reservatórios.
Em 2025, as barragens da região operavam com cerca de 70% da capacidade, enquanto neste ano o nível caiu para aproximadamente 40%, mantendo agentes do setor em alerta, já que os volumes vêm recuando desde 2023. Apesar disso, o cenário ainda não é considerado alarmante para os produtores, que aguardam a possibilidade de novas chuvas nos próximos dias.
O clima seco e quente também favoreceu o surgimento de problemas fitossanitários. Segundo relatos de colaboradores do Hortifrúti/Cepea, houve ocorrência de minadora ao longo de todo o ciclo da batata, além de alternaria, especialmente em janeiro, associada às altas temperaturas e à baixa umidade, afetando os tubérculos a partir do meio do ciclo.
De forma geral, a qualidade das batatas colhidas é considerada boa, apesar de alguns registros pontuais de escurecimento da pele em determinadas áreas, reflexo do calor excessivo. Também houve relatos de produtores que optaram por atrasar a dessecação dos tubérculos em função dos baixos preços de comercialização, sem que isso tenha provocado alterações no calendário produtivo da região.
Fonte: Com informações do site HfBrasil.
Foto: Agricultura Irrigada
Após forte alta registrada na semana anterior, as cotações de cebola na Região de Irecê (BA) e no Vale do São Francisco (BA/PE) se mantiveram nos últimos dias.
A menor oferta regional e o avanço ainda lento da colheita em Santa Catarina no mercado favoreceu o escoamento do produto nas duas regiões.
Houve chuva em ambas as praças nos últimos dias, o que corroborou ainda mais para a diminuição da disponibilidade de produto, e justamente no período que é de oferta mais controlada no Nordeste.
Assim, a saca de 20 kg da amarela híbrida em Irecê e no Vale foi comercializada à média de R$ 40,25 e R$ 44,67, respectivamente.
O cenário em Baraúna (RN), contudo, se mostrou distinto. Após registrar uma alta de quase 100% na semana anterior, a região não conseguiu sustentar suas cotações.
O escoamento se mostrou brevemente mais lento na praça, mas produtores avançaram com as colheitas a fim de aproveitar os melhores patamares, o que pressionou os valores. Assim, a amarela híbrida foi vendida por R$ 44,88/sc de 20kg (-5,90%).
Fonte: HF Brasil
Foto: Embrapa
O aumento da temperatura provocado pelas mudanças climáticas pode tornar inviável o cultivo de alface em campos abertos no país durante o verão daqui a cerca de 50 anos. O alerta está em um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
Segundo pesquisadores, em um cenário otimista de aquecimento global, nos últimos 30 anos deste século, 97% do território brasileiro terá risco climático alto ou muito alto para cultivo de alface em campo aberto durante o verão.
Para chegar à conclusão, técnicos da Embrapa analisaram como diversos cenários de mudanças climáticas podem afetar o cultivo da hortaliça, considerada vulnerável a altas temperaturas.
O engenheiro-agrônomo Fábio Suinaga, pesquisador em Melhoramento Genético da Embrapa Hortaliças, explica que do ponto de vista evolutivo, a alface depende de temperatura amena e boa umidade para se desenvolver plenamente.
“Os números projetados são preocupantes porque a adaptação da espécie às altas temperaturas é mínima, especialmente se considerar que as sementes de alface exigem temperaturas inferiores a 22°C para haver germinação”, avalia.
Cenários otimista e pessimista
Os pesquisadores cruzaram informações de projeções climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), um órgão da Organização das Nações Unidas.
O levantamento considerou dois cenários, um otimista (RCP 4.5) e um pessimista (RCP 8.5), em relação a quanto a temperatura vai subir na comparação com o clima do período histórico de 1961 a 1990.
Projeção otimista: há um controle das emissões de gases do efeito estufa, causadores do aquecimento global. Isso resultaria em um aumento da temperatura do planeta entre 2° Celsius (C) e 3°C, na janela de 2071 a 2100.
Projeção pessimista: as emissões de gases continuam crescendo até 2100, resultando em aumento de até 4,3°C na temperatura do planeta.
Os técnicos utilizaram modelos que projetam temperaturas mínima, média e máxima para todas as épocas do ano. A estação mais crítica é o verão, quando a temperatura pode ultrapassar os 40°C em boa parte do país, patamar considerado bem acima do ideal para o desenvolvimento da alface, que exige clima ameno e umidade equilibrada.
Cenário otimista: entre 2071 e 2100, faixa de temperatura durante o verão de 23,4°C a 41,2°C. Dessa forma, 79,6% do território nacional apresentará risco climático alto; e 17,4%, muito alto.
Cenário pessimista: temperatura no verão de 25,4°C a 45°C, deixando 11,8% do território com risco alto; e 87,7%, muito alto.
Nos dois casos, praticamente todo o território se aproximará do nível inviável para cultivo de alface em campo aberto no verão, sendo que, no cenário pessimista, a proporção de “muito alto” é muito maior que a de “alto”.
Atualmente, a maior parte do cultivo de alface no Brasil se dá nos campos abertos, e a menor parte é feita nos chamados ambientes protegidos ou controlados, como estufas.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução
As colheitas de inverno começaram mais tardiamente na Região de Irecê (BA), em função da estiagem – agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea indicaram que as chuvas ficaram abaixo da média histórica.
Diversos municípios da região baiana decretaram estado de emergência no início do ano, o que afetou as lavouras. No decorrer do ciclo de verão, o desenvolvimento das raízes ficou aquém do ideal, principalmente em relação ao calibre.
Houve brusco recuo nas áreas plantadas, inclusive neste inverno, e, consequentemente, ajuste de calendário. A colheita dos materiais de inverno geralmente se inicia em meados de junho; mas, como o plantio se iniciou somente no final de abril, a safra teve atraso.
Até o momento, o abastecimento da região estava sendo majoritariamente feito pelo Cerrado, mas, agora, a participação da Bahia deve aumentar nos centros de comercialização nordestinos.
Em relação ao mercado, os preços subiram nesta semana. A oferta nacional e a regional mais controladas favoreceram as altas.
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Fonte: Com informações do HF Brasil.
As cotações da cebola iniciaram julho com preços estáveis nas principais regiões produtoras da Bahia.
Em Irecê, a cebola amarela híbrida tipo 3 foi comercializada a R$ 36,00 por saca de 20 kg, enquanto no Vale do São Francisco o preço médio foi de R$ 32,82.
Apesar da boa qualidade dos produtos, a produtividade caiu, especialmente na Bahia, devido à escassez hídrica.
Além disso, a chegada de cebolas do Cerrado ao Nordeste tem gerado concorrência e evitado altas nas cotações. A região de Irecê segue como uma das maiores produtoras do país, com destaque para João Dourado, América Dourada e Cafarnaum.
Fonte: Da Redação
Foto: Reprodução
As cotações de cenoura recuaram no fim do mês passado frente à anterior na região de Irecê, com a caixa da cenoura “suja” de 20 kg negociada a R$ 13,67, em média.
Vale ressaltar que a oferta na região está controlada, mas já está mais alta do que em semanas anteriores.
Entretanto, produtores indicam que, em roças mais antigas, a qualidade das raízes não tem sido satisfatória (há problemas com rachaduras), o que tem gerado grande volume de descarte.
Além disso, produtores seguem receosos, visto que boa parte das cenouras está em período ideal de colheita; porém, os preços baixos estão limitando tanto a colheita quanto as vendas.
Fonte: Hfbrasil.org.br
Foto: Reprodução
A colheita da batata tipo ágata especial segue acelerada em diversas regiões produtoras do Brasil.
O clima quente tem antecipado o fim do ciclo nos solos, obrigando os agricultores a retirarem as batatas para evitar o escurecimento da pele ou apodrecimento.
Na Chapada Diamantina (BA), a produtividade está em alta, e a colheita intensa tem impulsionado a oferta no mercado atacadista.
Com temperaturas mais amenas previstas para os próximos dias em outras regiões do país, a disponibilidade pode cair ligeiramente, mas a tendência é que, ao longo de março, ainda haja grande volume de batatas sendo comercializadas.
Além da Bahia, regiões do Sul, como Guarapuava (PR) e Água Doce (SC), estão no auge da colheita.
No Cerrado Mineiro, a remoção dos tubérculos aumenta a cada semana, intensificando a concorrência. Esse cenário de alta oferta tem preços reduzidos para baixo, trazendo desafios para os produtores.
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Fonte: Da Redação
Foto: Reprodução
Os produtores de cenoura da região de Irecê (BA) estão enfrentando desafios devido ao clima seco e às altas temperaturas. Na semana passada, o preço da caixa de 20 kg da cenoura “suja” subiu para uma média de R$ 55,50, um aumento de quase 4% em relação ao período anterior.
A falta de chuvas prejudica o desenvolvimento das raízes, comprometendo a qualidade da produção.
De acordo com o Hortifrúti/Cepea, a restrição hídrica tem sido um dos principais entraves para os agricultores. Normalmente, o volume de chuva esperado para fevereiro na região varia entre 100 e 120 mm, mas os índices atuais estão bem abaixo dessa média.
Além do impacto imediato na produção, os produtores temem que o baixo enchimento dos poços artesianos pode causar problemas ainda maiores nos próximos meses, reduzindo a oferta do produto ao longo do ano.
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Fonte: Da Redação
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