Sexta-feira, 15 de Agosto de 2025
BRASIL

Fotomontagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil; Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro Luiz Fux, que também integra a Corte, se desentenderam durante uma sessão do Judiciário na quinta-feira (14) e protagonizaram uma discussão pública após Fux reclamar de ter perdido a relatoria do processo que analisava as regras de incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

Segundo matéria do InfoMoney, Fux conduzia o processo e foi parcialmente vencido, perdendo assim, por consequência, a relatoria para o magistrado que abriu divergência. Fux, no entanto, defendeu que a divergência foi pontual e a troca de relator não era necessária.

Na avaliação de Fux, o presidente da Corte não teria o oferecido a possibilidade de manter a relatoria, ponto que Barroso rebateu: “Eu ofereci a Vossa Excelência permanecer como relator, disse: ‘Vossa Excelência não quer permanecer como relator apenas reajustando?’ E Vossa Excelência disse: ‘não quero reajustar’”.

Fux, então, negou que a conversa tenha ocorrido e disse que o processo foi passado diretamente para o ministro Flávio Dino. Barroso rebateu afirmando que Fux “não está sendo fiel aos fato”. Em uma tentativa de apaziguar a situação, o ministro Gilmar Mendes tentou intervir, mas Fux voltou a alfinetar Barroso ao afirmar que “não queria deixar passar isso”. Logo após a fala, o presidente do STF encerrou a sessão.

Esta não é a primeira – e nem a mais acalorada – discussão que Barroso integra durante sessões no Supremo. Em 2018, o ministro chamou a atenção por dizer que Gilmar Mendes, seu colega, era “uma pessoa horrível, uma mistura de mal com o atraso e pitadas de psicopatia”.

Ele ainda complementou: “a vida para Vossa Excelência é ofender as pessoas” e disse “é bílis, ódio, mau sentimento, mau secreto, Vossa Excelência nos envergonha”. Na ocasião, eram debatidas doações ocultas de campanha eleitoral. Em face da discussão, a ministra Cármen Lucia, que era presidente do Tribunal no momento, suspendeu a sessão.

Fonte: Bahia.ba



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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2025
BRASIL

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu na terça-feira (12) que a população tinha motivos para se irritar com o governo diante da alta nos preços dos alimentos decorrente da inflação nos últimos meses.

“O povo tinha razão de estar meio puto porque o feijão tava caro, a carne tava cara. O povo tem razão e agora nós temos que ter o compromisso de melhorar, e as coisas estão melhorando”, afirmou em entrevista à BandNews.

Segundo matéria do InfoMoney, Lula minimizou ainda a importância da avaliação negativa que recebe entre empresários, afirmando que não considera o segmento como parte de sua base eleitoral. “Eu nunca me preocupei com o comportamento eleitoral do empresariado, porque acho que a maioria nunca votou em mim. Comigo tem uma questão de pele, sabem de onde eu vim, sabem da minha origem, não deixo de dizer de que lado eu tô, pra quem eu governo”, disse.

A declaração ocorre em meio à pressão promovida pelo setor produtivo para que a gestão de petista disponibilize o plano de contingência para auxiliar as empresas afetadas pelo tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

Após longa expectativa, a medida, que contempla uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para empresas e microempreendedores dos setores impactados pela sobretaxa americana, foi anunciada na manhã desta quarta-feira (13).

A aprovação do petista tem melhorado em meio a crise com os Estados Unidos. De acordo com a última pesquisa Datafolha, a avaliação do governo Lula apresenta estabilidade, com 40% dos entrevistados considerando o governo ruim ou péssimo e 29% o avaliando como ótimo ou bom. Na rodada anterior, eram 40% de reprovação e 28% de aprovação, enquanto o índice de regular recuou de 31% para 29%.

Fonte: Bahia.ba



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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2025
BRASIL

Foto: Reprodução

A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a classificar a hepatite D como cancerígena. O anúncio, feito pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), coloca a doença ao lado das hepatites B e C entre as que podem provocar câncer de fígado.

Segundo a agência, a hepatite D afeta apenas pessoas já infectadas pelo vírus da hepatite B e está associada a um risco de câncer de duas a seis vezes maior do que o da hepatite B isoladamente. A reclassificação é considerada um passo importante para ampliar o rastreamento, o diagnóstico e o acesso a novos tratamentos.

As hepatites virais, que incluem os tipos A, B, C, D e E, estão entre as principais causas de infecção hepática aguda no mundo. Entre elas, apenas os tipos B, C e D podem evoluir para formas crônicas, o que aumenta o risco de cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.

Hoje, mais de 300 milhões de pessoas vivem com esses três tipos de hepatite, que causam cerca de 1,3 milhão de mortes por ano, sobretudo por complicações graves no fígado.

“A cada 30 segundos, alguém morre de uma doença hepática grave ou câncer de fígado relacionado à hepatite. No entanto, temos as ferramentas para deter a hepatite”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado.

De acordo com a entidade, a maioria das pessoas com hepatite não sabe que está infectada. Por isso, o avanço no combate à doença depende da ampliação da vacinação, da testagem e do tratamento.

Para a hepatite C, medicamentos orais podem garantir a cura em até três meses. A hepatite B pode ser controlada com tratamento contínuo e, no caso da hepatite D, novas terapias estão em desenvolvimento.

“O benefício total da redução das mortes por cirrose hepática e câncer só será possível com ações urgentes para integrar os serviços de hepatite aos sistemas nacionais de saúde”, afirmou a médica Meg Doherty, diretora de Ciência para a Saúde da OMS.

O que é a hepatite D?

De acordo com o Ministério da Saúde, a hepatite D, também chamada de hepatite Delta, é causada pelo vírus HDV, que depende da presença do vírus da hepatite B para infectar uma pessoa.

A transmissão ocorre de forma semelhante à da hepatite B, incluindo relações sexuais sem preservativo, transmissão da mãe para o filho durante a gestação ou parto, compartilhamento de objetos cortantes ou perfurantes, uso de drogas injetáveis com material contaminado, procedimentos cirúrgicos ou estéticos sem esterilização adequada.

A doença pode não apresentar sintomas, mas, quando eles surgem, costumam incluir cansaço, dor abdominal, tontura, pele e olhos amarelados, náuseas, vômitos, urina escura, fezes claras e febre. Para confirmar o diagnóstico, são feitos exames de sangue que detectam a presença de anticorpos contra o vírus HDV, levando em conta também o histórico clínico e epidemiológico do paciente. 

Fonte: Metrópoles



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Domingo, 10 de Agosto de 2025
BRASIL

Foto: Reprodução

O acidente com um avião planador na tarde desse sábado (9/8), na pista do Aeroporto de Formosa (GO), no Entorno do Distrito Federal, é considerado quase um milagre para quem participou do resgate. Isso porque, mesmo com a aeronave quase partida ao meio devido ao violento choque contra o chão, o piloto de 45 anos não sofreu ferimentos graves.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o homem foi encontrado consciente, orientado e fora da aeronave, apresentando contusão no braço e na perna direitos, além de dores na região lombar.

Após receber atendimento pré-hospitalar, o homem foi transportado ao Hospital Estadual de Formosa para avaliação médica, mas em condição estável.

A queda do avião ocorreu por volta das 16h30, quando o piloto se aproximava da pista para pousar. Ele perdeu o controle, bateu em uma árvore e atingiu o solo.

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar do Estado de Goiás atenderam a ocorrência da aeronave de prefixo PT/PFG, de cor branca, e encontraram o homem na cabeceira da pista.

Fonte: Metrópoles



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Sexta-feira, 08 de Agosto de 2025
BRASIL

Foto: Reprodução

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS firmaram dois acordos de parceria para a produção de liraglutida e de semaglutida, princípios ativos de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Em nota conjunta, a Fiocruz e a EMS informaram que os acordos estabelecem a transferência de tecnologia da síntese do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e do medicamento final para Farmanguinhos, unidade técnico-científica da Fiocruz.

Inicialmente, a produção dos medicamentos será realizada na fábrica da EMS em Hortolândia (SP) até que toda a tecnologia de produção seja transferida para o Complexo Tecnológico de Medicamentos de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro.

Alta eficácia

“As injeções subcutâneas oferecem uma abordagem de alta eficácia e são consideradas inovadoras para o tratamento de diabetes e obesidade, marcando mais um avanço significativo da indústria nacional no desenvolvimento de soluções de alta complexidade”, destacou o comunicado.

Para a EMS, os acordos representam um marco histórico para a indústria farmacêutica brasileira. A Fiocruz destacou que unir forças com parceiros públicos e privados permite somar excelência e inovação e ampliar seu portfólio de produção.

A Farmanguinhos citou que a produção inaugura a estratégia da Fiocruz de se preparar também para a produção de medicamentos injetáveis, com a possibilidade de incorporação de uma nova forma farmacêutica, além de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

Controle

Desde junho, farmácias e drogarias começaram a reter receitas de canetas emagrecedoras. Além da semaglutida e da liraglutida, a categoria inclui ainda a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.

A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.

Uso indiscriminado

A retenção do receituário de canetas emagrecedoras era defendida por entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Em nota aberta, elas citam que o uso indiscriminado desse tipo de medicamento gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso de pacientes que realmente necessitam desse tipo de tratamento.

“A venda de agonistas de GLP-1 sem receita médica, apesar de irregular, é frequente. A legislação vigente exige receita médica para a dispensação destes medicamentos, porém, não a retenção da mesma [receita] pelas farmácias. Essa lacuna facilita o acesso indiscriminado e a automedicação, expondo indivíduos a riscos desnecessários”, destacou o documento.

Sistema Único de Saúde

Em junho, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu consulta pública para receber opiniões da população a respeito da inclusão da semaglutida nos serviços públicos de saúde. Manifestações sobre o tema foram recebidas até o dia 30 de junho.

As contribuições vão ajudar a embasar um parecer da comissão, recomendando ou não que o medicamento seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A avaliação da Conitec foi solicitada pela Novo Nordisk, farmacêutica fabricante do Wegovy. Em parecer dado em maio, a comissão recomendou a não incorporação do medicamento devido aos custos elevados para a compra, avaliados em até R$ 7 bilhões em cinco anos. 

Fonte: Agência Brasil



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Terça-feira, 05 de Agosto de 2025
BRASIL

Foto: Reprodução

A prisão antecipada do ex-presidente Jair Bolsonaro por ação dos filhos aumentou o desconforto da centro-direita com a imprevisibilidade da família e ameaça minar as chances de a família encabeçar a chapa da oposição na disputa pelo Planalto em 2026.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já havia se tornado “tóxico” ao gerar, com sua atuação nos EUA, as primeiras medidas cautelares impostas a Bolsonaro.

Agora, avaliam caciques da política, quem errou foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cujo nome chegou a crescer nas apostas para disputar a Presidência, mas perdeu força. Um dos motivos apontados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a prisão domiciliar do ex-presidente foi um discurso de Bolsonaro postado nas redes sociais do parlamentar.

Ao mandar prender Bolsonaro, Moraes apontou “ação coordenada” de três filhos do ex-presidente – Eduardo, Flávio e o vereador Carlos Bolsonaro que causaram o descumprimento de medidas cautelares. O magistrado citou Flávio 17 vezes.

Políticos que conversaram com a Coluna lembraram que a passagem de Bolsonaro pelo Planalto foi marcada por ações intempestivas, e que os filhos eram duramente criticados. Depois de darem o benefício da dúvida à família por um tempo, representantes da direita deixaram de acreditar em moderação e pragmatismo da família.

Fonte: Agência Brasil



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Segunda-feira, 04 de Agosto de 2025
BRASIL

Foto: Marcelo Camargo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a comentar, na manhã deste domingo (3), o tarifaço imposto por Donald Trump sobre os produtos brasileiros. Lula afirmou que há um limite de briga que ele pode ter com o governo americano, tendo que falar apenas o necessário.

"Eu tenho um limite de briga com o governo americano. Eu não posso falar tudo que eu acho que tenho que falar. Nós temos que falar apenas aquilo que é necessário", afirmou.

Ele também comentou que é inaceitável usar assunto político para taxar o Brasil. "Eles têm que saber que nós temos o que negociar. (...) Nós queremos negociar igualdade de condições. Estados Unidos é muito grande, é o país mais bélico do mundo, mais tecnológico do mundo. Mas nós queremos ser respeitados pelo nosso tamanho. Temos interesses econômicos, estratégicos, queremos crescer e não somos uma republiqueta. Querer colocar um assunto político para nos taxar economicamente é inaceitável", disse.

A declaração correu durante cerimônia de encerramento do 17 Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizado em Brasília. O evento marca a posse do ex-prefeito de Araraquara (SP) Edinho Silva como novo presidente do partido.

Fonte: Metrópoles



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Sexta-feira, 01 de Agosto de 2025
BRASIL

Foto:Reprodução

O tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump exclui 44,6% das exportações brasileiras em valores para os Estados Unidos, divulgou nesta quarta-feira (31) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A pasta calculou o impacto da lista com cerca de 700 exceções para produtos que ficaram fora da sobretaxação.

Esses 700 itens, entre os quais aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro, continuarão a pagar a tarifa de até 10% definida em abril. Segundo a pasta, as medidas anunciadas na quarta-feira (30) incidirão apenas sobre 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Há ainda 19,5% das vendas sujeitas a tarifas específicas, adotadas pelo governo de Donald Trump com base em argumentos de segurança nacional. Entre esses produtos, estão as autopeças e automóveis de todos os países, que pagam 25% para entrarem nos Estados Unidos desde maio.

O aço, alumínio e cobre pagam alíquota de 50%, mas, segundo o levantamento do Mdic, estão dentro dos 19,5% porque as tarifas foram definidas com base nos argumentos de segurança nacional em fevereiro, com entrada em vigor em março.

De acordo com o Mdic, 64,1% das exportações brasileiras continuam concorrendo em condições semelhantes com produtos de outros países no mercado estadunidense. Esse percentual é a soma dos 44,6% de vendas excluídas do tarifaço e dos 19,5% de exportações com tarifas específicas.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Mdic, o levantamento é preliminar e foi elaborado com base nas exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2024. O governo brasileiro espera alguns esclarecimentos sobre se algumas especificações de produtos estão fora da lista de exceções.

A pasta esclareceu que os produtos em trânsito para os Estados Unidos não serão afetados pelas tarifas adicionais. A decisão, emitida na quinta-feira (30), excluiu da elevação da tarifa mercadorias que tenham sido embarcadas no Brasil até sete dias após a data da ordem executiva, observadas as condições previstas.

O Mdic divulgou uma tabela do efeito do tarifaço e da lista de exceções sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos: Com base nos valores vendidos em 2024:

Fonte: Agência Brasil



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Quinta-feira, 31 de Julho de 2025
BRASIL

A partir de setembro vai ficar mais fácil parcelar compras sem precisar de um cartão de crédito. É uma nova ferramenta do PIX, que será ampliada.

Fonte: Band



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