Segunda-feira, 23 de Junho de 2025
MUNDO

Foto: CNN

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira (23) que o ataque dos Estados Unidos contra o Irã, ocorrido no final de semana, foi “infundado” e aproxima o mundo de um “grande perigo”. Putin recebeu o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, no Kremlin para discutir o conflito entre Israel e Irã.

O líder russo disse a Araqchi “não existir qualquer base ou justificativa” para o ataque americano, que chamou de “agressão não provocada”, e reforçou o apoio da Rússia ao Irã.

“A situação internacional atual está mudando de forma dinâmica. Podemos ver como a situação no Oriente Médio se agravou drasticamente. Estados de fora da região também estão sendo envolvidos no conflito. Tudo isso está levando o mundo a um caminho extremamente perigoso”, afirmou Putin a jornalistas após o encontro com o chanceler iraniano
No sábado, os EUA fizeram ataques aéreos contra três instalações nucleares do Irã: Fordow, Natanz e Isfahan. A ação, coordenada com o governo israelense, foi considerada a entrada do país no conflito entre Israel e Irã. (Leia mais abaixo)

Também nesta segunda-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o ataque americano “aumentou o número de participantes no conflito [entre Israel e Irã]” e “inaugurou uma nova espiral de escalada” no Oriente Médio. Falando com jornalistas na sede da presidência russa, Peskov fez novas condenações ao ataque americano.

A Rússia assinou um tratado de parceria estratégica com o Irã em janeiro deste ano, embora ele não inclua uma cláusula de defesa mútua. Antes dos ataques dos EUA no sábado, o governo russo havia alertado que uma intervenção militar americana poderia desestabilizar toda a região e levá-la ao “abismo”.

Questionado sobre o que a Rússia está pronta para fazer agora, Peskov afirmou que Moscou ofereceu seus serviços como mediador, e o que acontecerá a seguir dependerá das necessidades do Irã.

Putin já havia afirmado na semana passada temer que o conflito direto entre Israel e Irã aproxime o mundo da 3ª Guerra Mundial. Nesta segunda-feira, o presidente russo afirmou que vai acelerar a produção em massa do míssil hipersônico Oreshnik — o armamento foi utilizado por seu Exército pela primeira vez em novembro na guerra da Ucrânia.

Para atacar o Irã, os EUA utilizaram 125 aeronaves militares, mísseis de alta precisão, um submarino e bombas projetadas para destruir áreas subterrâneas.

O presidente americano, Donald Trump, descreveu a operação americana contra o Irã como “bem-sucedida”. A avaliação da Casa Branca é de que as três instalações nucleares “sofreram danos e destruição extremamente severos”.

Qual foi o impacto dos ataques?

O general americano Dan Caine, responsável por repassar informações sobre os ataques, disse que levará algum tempo para avaliar completamente a extensão dos danos causados ​​pela operação. Segundo ele, uma avaliação inicial indica que todas as três instalações nucleares iranianas – Fordow, Natanz e Isfahan – “sofreram danos e destruição extremamente severos”.

Imagens de satélite feitas neste domingo (22) mostram crateras recentes na região de Fordow, provavelmente causadas pelos bombardeios dos EUA, bem como poeira cinza e detritos espalhados pela encosta da montanha.

Stu Ray, analista de danos da McKenzie Intelligence Services, disse à BBC que as bombas usadas pelos militares americanos não são projetadas para detonar na superfície, mas sim em áreas profundas. Isso explicaria por que as explosões não causaram um grande impacto visível. O que se vê no solo, como coloração cinza, podem ser detritos de concreto expelidos pelas explosões.

Ray também sugeriu que as entradas dos túneis parecem ter sido bloqueadas, possivelmente numa tentativa iraniana de “mitigar o direcionamento deliberado das entradas por bombardeio aéreo”, já que não há crateras ou pontos de impacto visíveis perto delas.

A Organização Iraniana de Energia Atômica disse que o bombardeio das três instalações nucleares foi uma “violação bárbara” do direito internacional.

Hassan Abedini, vice-diretor político da emissora estatal iraniana, afirmou em entrevista ao canal que o Irã “não sofreu um grande golpe porque os materiais já haviam sido retirados” das instalações.

Imagens de satélite feitas neste domingo (22) mostram crateras recentes na região de Fordow, provavelmente causadas pelos bombardeios dos EUA, bem como poeira cinza e detritos espalhados pela encosta da montanha.

Stu Ray, analista de danos da McKenzie Intelligence Services, disse à BBC que as bombas usadas pelos militares americanos não são projetadas para detonar na superfície, mas sim em áreas profundas. Isso explicaria por que as explosões não causaram um grande impacto visível. O que se vê no solo, como coloração cinza, podem ser detritos de concreto expelidos pelas explosões.

Ray também sugeriu que as entradas dos túneis parecem ter sido bloqueadas, possivelmente numa tentativa iraniana de “mitigar o direcionamento deliberado das entradas por bombardeio aéreo”, já que não há crateras ou pontos de impacto visíveis perto delas.

A Organização Iraniana de Energia Atômica disse que o bombardeio das três instalações nucleares foi uma “violação bárbara” do direito internacional.

Hassan Abedini, vice-diretor político da emissora estatal iraniana, afirmou em entrevista ao canal que o Irã “não sofreu um grande golpe porque os materiais já haviam sido retirados” das instalações.

Imagens de satélite feitas neste domingo (22) mostram crateras recentes na região de Fordow, provavelmente causadas pelos bombardeios dos EUA, bem como poeira cinza e detritos espalhados pela encosta da montanha.

Stu Ray, analista de danos da McKenzie Intelligence Services, disse à BBC que as bombas usadas pelos militares americanos não são projetadas para detonar na superfície, mas sim em áreas profundas. Isso explicaria por que as explosões não causaram um grande impacto visível. O que se vê no solo, como coloração cinza, podem ser detritos de concreto expelidos pelas explosões.

Ray também sugeriu que as entradas dos túneis parecem ter sido bloqueadas, possivelmente numa tentativa iraniana de “mitigar o direcionamento deliberado das entradas por bombardeio aéreo”, já que não há crateras ou pontos de impacto visíveis perto delas.

A Organização Iraniana de Energia Atômica disse que o bombardeio das três instalações nucleares foi uma “violação bárbara” do direito internacional.

Hassan Abedini, vice-diretor político da emissora estatal iraniana, afirmou em entrevista ao canal que o Irã “não sofreu um grande golpe porque os materiais já haviam sido retirados” das instalações.

Imagens de satélite feitas neste domingo (22) mostram crateras recentes na região de Fordow, provavelmente causadas pelos bombardeios dos EUA, bem como poeira cinza e detritos espalhados pela encosta da montanha.

Stu Ray, analista de danos da McKenzie Intelligence Services, disse à BBC que as bombas usadas pelos militares americanos não são projetadas para detonar na superfície, mas sim em áreas profundas. Isso explicaria por que as explosões não causaram um grande impacto visível. O que se vê no solo, como coloração cinza, podem ser detritos de concreto expelidos pelas explosões.

Ray também sugeriu que as entradas dos túneis parecem ter sido bloqueadas, possivelmente numa tentativa iraniana de “mitigar o direcionamento deliberado das entradas por bombardeio aéreo”, já que não há crateras ou pontos de impacto visíveis perto delas.

A Organização Iraniana de Energia Atômica disse que o bombardeio das três instalações nucleares foi uma “violação bárbara” do direito internacional.

Hassan Abedini, vice-diretor político da emissora estatal iraniana, afirmou em entrevista ao canal que o Irã “não sofreu um grande golpe porque os materiais já haviam sido retirados” das instalações.

A operação deixou vítimas?

Não foi divulgado um número de vítimas especificamente para os ataques dos EUA contra o Irã. Em coletiva de imprensa, o secretário americano de Defesa Pete Hegseth afirmou que a missão “não visou tropas iranianas ou o povo iraniano”.

Hassan Abedini disse à TV estatal iraniana que o país havia evacuado as três instalações bombardeadas “há algum tempo”.

No entanto, desde o último dia 13, o conflito entre Irã e Israel já deixou mais de 240 mortos e milhares de feridos nos dois países, segundo balanços oficiais. Instituições independentes indicam que o número de mortos pode chegar a 500.

Há risco de vazamento de radiação?

A Arábia Saudita e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o órgão de fiscalização nuclear da ONU, informaram que não houve aumento nos níveis de radiação após o ataque.

A agência afirmou que “fornecerá avaliações adicionais sobre a situação no Irã à medida que mais informações estiverem disponíveis”.

Como o Irã poderá retaliar os EUA?

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que os EUA “devem receber uma resposta pela sua agressão”. “Sempre afirmamos que estamos prontos para nos envolver e negociar dentro da estrutura do direito internacional, mas, em vez de aceitar a lógica, o outro lado exigiu a rendição da nação iraniana”, disse ele em um comunicado.

Analistas apontam três caminhos estratégicos possíveis para o Irã:

• Revidar com força e rapidez: A troca de mísseis entre Irã e Israel já dura dez dias, mas retaliar contra os EUA representa um novo nível de risco — não só para o Irã, mas para toda a região. Estima-se que o Irã ainda detenha cerca da metade de seu estoque original de aproximadamente 3.000 mísseis, tendo usado e perdido o restante nos embates com Israel.

• Revidar mais tarde: Essa opção envolveria esperar até que a tensão atual diminuísse e lançar um ataque surpresa no momento escolhido pelo Irã — quando as bases dos EUA não estivessem mais em alerta máximo. Esse ataque poderia atingir missões diplomáticas, consulares ou comerciais dos EUA, ou ainda envolver o assassinato de indivíduos.

• Não retaliar: Essa seria uma atitude de grande contenção por parte do Irã, mas evitaria novos ataques dos EUA. O país poderia inclusive optar pela via diplomática e retomar as negociações com os americanos — embora o chanceler iraniano tenha afirmado que o Irã nunca abandonou essas negociações, e que foram Israel e os EUA que as destruíram. 

Fonte: As informações são do site G1.



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Sexta-feira, 20 de Junho de 2025
MUNDO

Foto: Reprodução

A escalada dos ataques entre Israel e Irã aumentou a pressão para que os Estados Unidos se envolvam diretamente no conflito. Na última quarta-feira (18), o presidente Donald Trump se reuniu com integrantes do Conselho de Segurança Nacional e sinalizou a possibilidade de uma ação militar.

Em resposta, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, advertiu que qualquer ofensiva americana terá “consequências sérias e irreparáveis” e prometeu reagir caso o país seja alvo de bombardeios.

Entenda abaixo por que o envolvimento dos EUA no conflito parece inevitável, segundo especialistas ouvidos pelo g1.

 Aliança histórica entre EUA e Israel

• Os Estados Unidos são aliados estratégicos de Israel e, tradicionalmente, se posicionam ao lado do país em conflitos no Oriente Médio.

• Em fevereiro, o presidente Donald Trump retomou a política de “pressão máxima” sobre o Irã, com o objetivo de forçar um novo acordo nuclear.

• Trump também já havia declarado que, se as negociações fracassassem, poderia atacar o Irã com apoio de Israel.

• O uso da palavra “nós” em postagens recentes sobre o controle do espaço aéreo iraniano acendeu alertas sobre a possível entrada dos EUA no conflito.

 Movimentação militar e sinais de preparação para a guerra

• Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio com o envio de caças e aviões estratégicos. Aeronaves também foram deslocadas da Europa para a região.

• Para especialistas, trata-se de um movimento que vai além da intimidação.

• “Pela escala dos deslocamentos e pelo tipo de armamento, são todos sinais de uma preparação para a guerra”, analisa Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo IUPERJ e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil.

• Ele destaca também o uso de navios especializados em desminagem como um indicativo de preparação para um conflito naval no Golfo Pérsico.

• Segundo o professor, mesmo que a movimentação seja uma forma de o governo americano pressionar o Irã, trata-se de “um teatro bem caro e expressivo”.

 Capacidade bélica exclusiva contra o programa nuclear iraniano

• Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM, explica que o fim do programa nuclear iraniano também é de interesse do governo americano.

• “Por mais que o secretário de Defesa não queira se envolver em mais uma guerra no Oriente Médio, não tem como não ajudar o governo israelense a eliminar esse programa nuclear, que há muito tempo representa uma ameaça aos Estados Unidos”, afirma. “O equipamento militar americano está saindo ainda mais valorizado do que antes.”

• De acordo com especialistas, só os EUA têm armamento capaz de destruir os bunkers subterrâneos onde o Irã mantém seu programa de enriquecimento de urânio.

“Os Estados Unidos são os únicos atores competentes no cenário internacional para neutralizar o programa nuclear iraniano, já que possuem artilharia para tanto, diferentemente de Israel”, afirma Priscila Caneparo, doutora em Direito Internacional.

 Custo político para o governo Trump

• Os especialistas ouvidos pelo g1 divergem, no entanto, sobre o impacto político de um envolvimento para Trump.

• Segundo a professora Priscila Caneparo, doutora em Direito Internacional, entrar no conflito significaria descumprir promessas de campanha de não gastar dinheiro com guerras. “Acho que vai pegar muito mal para ele, em uma perspectiva de não corresponder ao que seus eleitores e a sua base eleitoral estão justamente esperando dele”, afirma a especialista.

• Já o professor Gunther Rudzit avalia que o impacto eleitoral pode ser mais limitado. Segundo ele, é preciso lembrar que o republicano voltou atrás por diversas vezes em suas promessas.

“Ele tem um controle sobre a maior parte desse eleitorado do movimento MAGA. Eu não me surpreenderia que, se ele agir militarmente contra o Irã e criar toda uma nova narrativa, o eleitorado aceite isso”, analisa. 

Fonte: G1



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Quinta-feira, 19 de Junho de 2025
MUNDO

Foto: Reprodução

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez um apelo, nesta quarta-feira (18/6), para que nenhum país do mundo se envolva no conflito entre Israel e Irã. A fala de Guterres foi feita em um comunicado pedindo pelo cessar-fogo entre Israel e Irã.

“Apelo veementemente a todos para que evitem qualquer internacionalização adicional do conflito. Quaisquer intervenções militares adicionais podem ter consequências enormes, não apenas para os envolvidos, mas para toda a região e para a paz e a segurança internacionais em geral”, disse Guterres.

A declaração do secretário-geral da ONU ocorre no momento em que o mundo todo espera, com temor, a decisão final do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a entrada dos EUA no conflito, auxiliando Israel em suas tentativas de desmantelar o programa nuclear iraniano.

Ofensiva israelense

• Depois de diversas ameaças, Israel lançou o que chamou de “ataque preventivo” contra o Irã. O foco da operação foi o programa nuclear iraniano.
• O principal objetivo da ação, segundo o governo israelense, é impedir que o Irã consiga construir uma arma nuclear.
• Como resposta à operação israelense Leão Ascendente, o Irã lançou um exército de drones e mísseis contra o território de Israel.
• Em um pronunciamento no sábado (14/6), o premiê Benjamin Netanyahu afirmou que a ofensiva deve continuar.

Nesta quarta, Trump deu declarações dúbias e deixou a incerteza no ar, ao afirmar que “há uma grande diferença entre agora e uma semana atrás […] Ninguém sabe o que vou fazer. Pode ser que sim, pode ser que não.”

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, havia retrucado uma postagem de Trump pedindo pela “rendição incondicional” do país persa e afirmou que “a nação iraniana não se renderá”.

Ao ser questionado por jornalistas na Casa Branca nesta quarta sobre o que achou da resposta de Khamenei, Trump ironizou e disparou: “Boa sorte’”.

Segundo Khamenei, “os americanos devem saber que qualquer intervenção militar dos EUA será, sem dúvida, acompanhada de consequências irreparáveis”.

Na última terça-feira (17/6), Trump afirmou que os EUA sabem exatamente onde está o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, mas que ainda não o matarão, pois ele não quer mais danos aos civis. A fala do presidente norte-americano ocorre em meio à escalada na guerra entre Israel e Irã.

“Sabemos exatamente onde o chamado ‘líder supremo’ está escondido. Ele é um alvo fácil, mas está seguro lá. Não vamos matá-lo, pelo menos não, por enquanto. Mas não queremos mísseis disparados contra civis ou soldados americanos. Nossa paciência está se esgotando”, escreveu Trump. 

Fonte: Metrópoles



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Quarta-feira, 18 de Junho de 2025
MUNDO

Foto: Reprodução

Cresce a preocupação com possível entrada dos Estados Unidos no conflito entre Israel e Irã. O país tem uma bomba capaz de destruir as usinas de enriquecimento de urânio subterrâneas no Irã – a GBU-57. O armamento teria potencial para mudar o rumo da guerra, segundo analisou o jornalista Marcelo Lins no Estúdio i, da GloboNews, nesta terça-feira (17).

“Essa bomba é capaz de perfurar os bunkers onde estão as partes mais sensíveis do programa nuclear iraniano. Ela pesa mais de 13 toneladas e tem poder de destruição a mais de 60 metros de profundidade. Isso poderia ser suficiente, segundo especialistas, para destruir boa parte do que é mais sensível nesse programa nuclear”, explicou Lins.

Lins ressalta que Israel, que não possui esse tipo de armamento, depende dos Estados Unidos para ter acesso à tecnologia.

“Acontece que Israel não tem essas bombas. Quem tem é o seu principal aliado, seu principal patrocinador: os Estados Unidos. É deles essa tecnologia, é deles essa bomba. E Trump, até este momento, segue relutante em autorizar uma participação direta americana. Agora, o fornecimento dessas bombas — junto com informações sobre como utilizá-las — pode ser uma via indireta”, analisou.

Sinais de movimentação

Marcelo Lins menciona que há rumores de que aviões militares americanos teriam chegado a território israelense, possivelmente levando armamentos.

“Será que os Estados Unidos vão fazer isso? Há informações em alguns sites especializados em estratégia militar de que Israel já teria autorizado a chegada de alguns aviões militares americanos em seu território, com alguns desses artefatos. Será verdade? Essa informação de novos caças para proteger bases militares americanas faz parte dessa mobilização? Aviões que teriam transportado essas bombas?”, questionou.

Lins também destacou que uma reunião do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, antecipada após o retorno do presidente Donald Trump do Canadá, pode ser decisiva.

“Essa reunião pode ser um divisor de águas. Uma encruzilhada que vai decidir o que farão os Estados Unidos”, afirmou.

Fonte: As informações são do site G1.



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Sexta-feira, 06 de Junho de 2025
MUNDO

Foto: Reprodução

Elon Musk pediu o impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio a uma troca de farpas entre os dois bilionários, nesta quinta-feira (5).

"Sim", Musk postou no X em resposta a outro usuário que escreveu: "Presidente vs. Elon. Quem ganha? Aposto no Elon. Trump deveria sofrer impeachment e JD Vance deveria substituí-lo".

Em outra publicação, Musk escreveu: "Em vista da declaração do presidente sobre o cancelamento dos meus contratos governamentais, a @SpaceX começará a descomissionar sua nave espacial Dragon imediatamente".

Fonte: CNN Brasil



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Quarta-feira, 04 de Junho de 2025
MUNDO

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (3) decreto que dobra as tarifas de importação sobre aço e alumínio, elevando-as de 25% para 50%. A medida entra em vigor à 1h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (4) e afetará as exportações brasileiras, segundo maior fornecedor dos metais ao mercado americano.

A medida foi formalizada em uma proclamação presidencial publicada pela Casa Branca. Segundo o texto, a decisão foi tomada após análises que indicaram que as tarifas anteriores não foram suficientes para conter a entrada de produtos estrangeiros a preços baixos, o que compromete a competitividade das siderúrgicas e metalúrgicas dos EUA.

O governo americano afirma que o novo aumento das tarifas, já elevado em março para 25%, é necessário para garantir a saúde dessas empresas e atender às necessidades de defesa nacional.

A medida vale para todos os países exportadores desses metais para os EUA, com exceção do Reino Unido, sobre o qual se mantém a tarifa de 25% devido ao acordo bilateral entre os países firmado em maio.

O Brasil, portanto, está sujeito à nova tarifa de 50%, o que pode impactar as exportações brasileiras, especialmente de aço semiacabado, um dos principais produtos enviados aos EUA.

A reportagem buscou o governo brasileiro para comentar o assunto, mas não obteve resposta.

Segundo dados dos EUA, no ano passado o Canadá foi o maior fornecedor de aço, em volume, para os americanos, com 20,9% do total, seguido pelo Brasil (16%, com 3,88 milhões de toneladas, e o país com maior crescimento em relação às exportações de 2023) e o México (11,1%).

Quanto a valor, o Brasil ficou só atrás do México: recebeu US$ 2,66 bilhões, ante US$ 2,79 bilhões dos mexicanos e US$ 5,89 bilhões dos canadenses. Em janeiro, o Brasil foi o maior exportador do mês em volume (499 mil toneladas), ultrapassando o Canadá (495 mil toneladas).

Já em março desde ano, último mês com estatística disponível, o Brasil só perdeu em quantidade para o Canadá (367 mil toneladas contra 364 mil). Em valor, o aço brasileiro (US$ 225 milhões) ficou atrás do Canadá (US$ 395 milhões) e México (US$ 246 milhões).

Mais cedo nesta terça, a Casa Branca confirmou que o governo Donald Trump enviou cartas a países dando o prazo até esta quarta-feira (4) para apresentarem suas propostas de acordo sobre as tarifas impostas a todos os produtos importados aos Estados Unidos, incluindo o aço e alumínio.

O governo brasileiro ainda não confirmou o recebimento da carta. O Brasil tenta obter vantagens principalmente na negociação sobre o aço e quer que os EUA façam cotas ao produto.

“O presidente espera bons acordos, e estamos no caminho para isso”, disse a porta-voz da Casa Branca nesta terça.

Fonte: Folhapress



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Sexta-feira, 09 de Maio de 2025
MUNDO

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enalteceu o avanço econômico e tecnológico da China e disse que não vai aceitar uma “nova Guerra Fria” do país asiático contra os Estados Unidos. A declaração foi concedida em entrevista à revista americana The New Yorker, publicada nesta quinta-feira (8).

“Precisamos dizer: graças a Deus temos a China que, do ponto de vista tecnológico, é muito avançada e pode competir no mundo tecnológico da IA [Inteligência Artificial], dando-nos uma alternativa para este debate”, afirmou.

Lula disse que a animosidade das potências ocidentais para com a China se deve aos ganhos de mercado do país asiático no cenário internacional. O petista citou Ronald Reagan e Margaret Thatcher, expoentes da direita no mundo na década de 1980, como exemplo de estímulo a esse tipo de globalização e livre comércio.

“A China começou a produzir tudo o que era produzido nos Estados Unidos e na Europa. Não se podia comprar uma única calça, sapato ou camisa que não tivesse a inscrição ‘Made in China’. Eles copiaram tudo com muita habilidade e aprenderam a produzir tão bem quanto, ou até melhor. Agora que os chineses se tornaram competitivos, tornaram-se inimigos do mundo”, declarou irritado, segundo a revista.

“Não aceitamos isso. Não aceitamos a ideia de uma segunda Guerra Fria. Aceitamos a ideia de que quanto mais semelhantes os países forem — tecnológica e militarmente — mais eles precisarão dialogar entre si, porque não tenho certeza se o planeta aguentará uma Terceira Guerra Mundial”, acrescentou.

Lula está em Moscou nesta quinta-feira (8) para um encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e para acompanhar o desfile militar que marca os 80 anos da vitória da antiga União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. 

Fonte: CNN Brasil



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Quinta-feira, 08 de Maio de 2025
MUNDO

Fonte: reprodução/fundacred

O bilionário e cofundador da Microsoft, Bill Gates, anunciou nesta quinta-feira (8) que pretende doar praticamente toda a sua fortuna, estimada em cerca de US$ 200 bilhões, nos próximos 20 anos. O montante será destinado à Fundação Bill & Melinda Gates, que encerrará suas atividades em 31 de dezembro de 2045.

Em comunicado oficial, Gates afirmou que não deseja “morrer rico” e que seu objetivo é aplicar os recursos em causas urgentes, como saúde global, educação e combate à pobreza. Ele destacou que, diante da redução de ajuda internacional por parte de países como Estados Unidos, Reino Unido e França, é fundamental que iniciativas privadas preencham essa lacuna.

A Fundação Gates, criada em 2000, já destinou cerca de US$ 100 bilhões a projetos em todo o mundo, incluindo campanhas de vacinação e programas de combate a doenças como AIDS, tuberculose e malária. Com o novo aporte, a expectativa é dobrar esse valor até o encerramento das atividades da instituição.

Fonte: BPMoney



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Segunda-feira, 21 de Abril de 2025
MUNDO

Papa Francisco Crédito: Shutterstock

Morre o Papa Francisco. O anúncio foi dado, com pesar, na manhã desta segunda-feira, diretamente da Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, pelo camerlengo da Igreja, o cardeal Joseph Farrell, com as seguintes palavras:

“Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja.

Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados.

Com imensa gratidão por seu exemplo como verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, recomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino.”

Última mensagem

Ontem, domingo, o Pontífice apareceu na sacada da Basílica de São Pedro para a mensagem de Páscoa Urbi et Orbi, deixando sua última mensagem para a Igreja e o mundo.

O texto, lido pelo Monsenhor Diego Ravelli, mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, ressaltou a Páscoa como festa da vida:

“Cristo ressuscitou! Neste anúncio encerra-se todo o sentido da nossa existência, que não foi feita para a morte, mas para a vida. A Páscoa é a festa da vida! Deus criou-nos para a vida e quer que a humanidade ressurja! Aos seus olhos, todas as vidas são preciosas! Tanto a da criança no ventre da mãe, como a do idoso ou a do doente, considerados como pessoas a descartar num número cada vez maior de países.”

Este anúncio de esperança ressoa hoje ainda mais forte enquanto vemos todos os dias os inúmeros conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo. “Quanta violência vemos com frequência também nas famílias, dirigida contra as mulheres ou as crianças! Quanto desprezo se sente por vezes em relação aos mais fracos, marginalizados e migrantes!”, escreve com pesar Francisco, que formula os seus votos:

“Neste dia, gostaria que voltássemos a ter esperança e confiança nos outros” e “a ter esperança de que a paz é possível!” O Santo Padre então elenca os vários países e regiões em conflito, a partir da Terra Santa, onde este ano católicos e ortodoxos celebram a Páscoa juntos, manifestando preocupação com o crescente clima de antissemitismo e definindo como “dramática e ignóbil” a situação humanitária em Gaza”.

Em sua última mensagem, o Papa também fez seus apelos pela paz, que “não é possível sem um verdadeiro desarmamento”. O pedido do Pontífice foi para que os recursos disponíveis sejam utilizados para ajudar os necessitados, combater a fome e promover iniciativas que favoreçam o desenvolvimento. “Estas são as ‘armas” da paz: aquelas que constroem o futuro, em vez de espalhar morte!”, afirmou.

“Que o princípio da humanidade nunca deixe de ser o eixo do nosso agir quotidiano. Perante a crueldade dos conflitos que atingem civis indefesos, atacam escolas e hospitais e agentes humanitários, não podemos esquecer que não são atingidos alvos, mas pessoas com alma e dignidade.” Por fim, os votos de que neste ano jubilar a Páscoa seja uma ocasião para libertar os prisioneiros de guerra e os presos políticos”.

Fonte: CNBB



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Terça-feira, 08 de Abril de 2025
MUNDO

Foto: Reprodução

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou nesta terça-feira (8) que os Estados Unidos vão cobrar tarifas de 104% sobre os produtos chineses a partir de quarta-feira (9). A medida é mais um episódio da guerra comercial entre os países.

Na coletiva de imprensa transmitida pelas redes sociais da Casa Branca nesta tarde, a secretária foi questionada por um repórter se o presidente Donald Trump manteria a decisão de adicionar 50% em taxas sobre os produtos da China.

“Elas [as novas taxas] entrarão em vigor à meia-noite de hoje. Então, efetivamente amanhã”, respondeu Karoline Leavitt.

Minutos antes, a secretária havia criticado o governo chinês por não recuar e aceitar uma negociação com os Estados Unidos.

“Países como a China, que escolhem retaliar e tentam redobrar os maus-tratos aos trabalhadores americanos, estão cometendo um erro. O presidente Trump tem uma espinha dorsal de aço e não vai quebrar. A América não vai quebrar sob sua liderança. Ele é guiado por uma firme convicção de que a América deve ser capaz de produzir bens essenciais para o nosso próprio povo e exportá-los para o mundo”, disse Leavitt.

 

Na segunda-feira, Donald Trump havia ameaçado impor tarifas adicionais sobre todas as importações da China caso Pequim não recuasse da decisão de impor tarifas recíprocas contra Washington.

“Se a China não retirar seu aumento de 34% acima de seus abusos comerciais de longo prazo até amanhã, 8 de abril de 2025, os Estados Unidos imporão tarifas adicionais à China de 50%, com efeito em 9 de abril”, disse o americano em rede social.

Histórico de taxação

Em março, Washington impôs taxas específicas de 20% à China, em um dos primeiros movimentos de Trump para pressionar o país asiático. No último dia 2 abril, os EUA iniciaram uma guerra de tarifas contra todos os parceiros comerciais, com taxação adicional de 34% sobre todos os produtos chineses que entram no país norte-americano. Com a promessa de uma terceira taxação de 50%, o total iria para 104%.

Além de retaliar com tarifas de 34% sobre os produtos estadunidenses, Pequim também estabeleceu restrições para exportação de minerais raros, chamados terras raras, e proibir o comércio com 16 empresas dos EUA.

Em editorial publicado no domingo (6), o jornal porta-voz do Partido Comunista Chinês (PCCh) – o Diário do Povo – disse que a China está preparada para a guerra de tarifas de Donald Trump e que o “céu não cairá” por causa das novas barreiras comerciais.

“Devemos transformar pressão em motivação e encarar a resposta ao impacto dos EUA como uma oportunidade estratégica para acelerar a construção de um novo padrão de desenvolvimento”, afirmou o editorial do principal jornal do PCCh.

Fonte: Agência Brasil



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