Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2019
Chapada Diamantina

Uma equipe da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe-Chapada) em diligência na tarde da última segunda-feira (07) para averiguar denúncias sobre tráfico de drogas na Rua A, casa 06, Bairro Casas Populares, em Utinga, na região da Chapada Diamantina, apreendeu uma espingarda artesanal de cano curto, sementes e uma porção de maconha.

Segundo a polícia, após a chegada dos militares no local, dois suspeitos conseguiram fugir.

O material foi encaminhado à delegacia de Polícia Civil.

Fonte: Central Notícia



Compartilhar no Whatsapp



Domingo, 06 de Janeiro de 2019
Chapada Diamantina

Após a lamentável decisão de anular a sessão da Câmara Municipal que aprovou por unanimidade o Projeto de Lei nº 021/2018, o vereador Marcos Pires agora é alvo de uma Nota de Repúdio assinada pela APLB –Sindicato dos Trabalhadores em Educação.

O Projeto, que permitiria que a Prefeitura realizasse o pagamento dos salários da Educação através de uma simples suplementação de recursos já existentes em caixa, foi anulado pelo presidente da casa legislativa de “forma unilateral e arbitrária”, desrespeitando a decisão unânime dos vereadores.

Na Nota de Repúdio ao vereador Marcos Pires a APLB Sindicato dá um puxão de orelha no presidente da casa ao lembrá-lo que as suas obrigações com a população deveriam estar acima de tudo. “Quem se dispões a assumir um cargo eletivo está para defender os interesses do povo não permitindo jamais que os interesses políticos partidários sobreponham os interesses coletivos”, diz a Nota.

O que se vê em Seabra é um município refém dos caprichos de um único vereador, que parece exercer uma autoridade sem limites sobre a sua bancada de oposição. O presidente da Câmara Municipal, o vereador Marcos Pires, demonstrou pouco se importar com as consequências da sua anulação, desde que cumprisse o único papel de atingir o seu desafeto pessoal, o prefeito Fábio Miranda.

Esta não foi a primeira decisão tomada por Pires, com intuito de afrontar o prefeito Fábio Miranda, e com certeza não será a última. A população de Seabra deve ficar atenta a esta lamentável quebra-de-braço protagonizada pelo legislativo seabrense.

Leia na integra a Nota de Repúdio ao vereador Marcos Pires publicada pela APLB de Seabra:

Os trabalhadores em educação da rede municipal de Seabra, vem por meio desta repudiar a atitude do Presidente da Câmara de Vereadores, o Sr. Marcos Pires, que forma unilateral e arbitrária, impede o pagamento do salário de dezembro de todos os trabalhadores em educação deste município.

O projeto de suplementação encontrava-se na casa legislativa desde o mês de outubro, entretanto só foi colocado em votação no dia 26 de dezembro em sessão extraordinária, porém não foi encaminhada ao executivo em tempo hábil, sendo posteriormente anulado pelo próprio presidente usando a desculpa pífia que o projeto não tinha o parecer das comissões. A experiência de dois anos que o mesmo tem, não permite desconhecer os trâmites legais da casa legislativa, principalmente sabendo da importância e tal projeto, pois os salários são a única fonte de sobrevivência de pais e mães de famílias. Entendemos que as divergências políticas ente poderes não pode prejudicar uma categoria.

Vale ressaltar que em reunião com a APLB Sindicato e do CME, o referido presidente afirmou que em nenhuma hipótese a Câmara de Vereadores tomaria uma atitude que prejudicasse os servidores públicos municipais.

Quem se dispões a assumir um cargo eletivo está para defender os interesses do povo não permitindo jamais que os interesses políticos partidários sobreponham os interesses coletivos.

Diante do exposto, a assembleia dos trabalhadores em educação decide repudiar a atitude mesquinha do Sr. Marcos Pires, ao prejudicar toda a categoria.

Fonte: APLB Sindicato



Compartilhar no Whatsapp



Quinta-feira, 03 de Janeiro de 2019
Chapada Diamantina

Na manhã desta quinta-feira (03), por volta das 09h, um grave acidente envolvendo um caminhão e um micro-ônibus deixou pelo menos seis mortos e 23 feridos em Seabra, na região da Chapada Diamantina.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), outros três veículos de passeio foram atingidos pelo caminhão, que não conseguiu parar após bater no micro-ônibus. O trágico acidente aconteceu na entrada da cidade, na BR-242,  próximo a um posto de combustível. O micro-ônibus vinha do estado de Goiás e seguia para Senhor do Bonfim, no centro norte da Bahia.

Os corpos das vítimas, ainda sem identificação, serão removidos para o Instituto Médico Legal de Irecê (IML). Os sobreviventes foram levados para o Hospital da Chapada, em Seabra. Não há informações sobre o estado de saúde deles.

Os veículos ficaram destruídos após a batida. As causas do acidente serão investigadas.

Fonte: Central Notícia



Compartilhar no Whatsapp



Quinta-feira, 03 de Janeiro de 2019
Chapada Diamantina

O último dia do ano de 2018 foi de muito trabalho para os policiais militares da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe-Chapada). Na última segunda-feira (31), no município de Ipupiara, na Chapada Diamantina, por exemplo, duas armas de fogo foram apreendidas pelos militares. Durante patrulhamento, por volta das 2h, após relatos de transeuntes, a Cipe-Chapada foi averiguar se dentro de uma construção de uma creche próximo ao lago no bairro das casas populares havia mesmo homens em atitude suspeita.

“De imediato a guarnição se dirigiu até o local, onde encontrou somente uma espingarda de fabricação caseira e três trouxinhas aparentando ser maconha. Já por volta das 9h, ao se deslocar pela BA-156, próximo à Vila Ibepetum, um homem ao avistar a viatura jogou uma espingarda no chão e adentrou no mato não sendo possível alcançá-lo”, salienta nota do major Ricardo Passos, comandante da Cipe-Chapada. Todo o material foi entregue na Delegacia de Seabra ao delegado Marcos Pereira Santa Bárbara. 

Fonte: Com informações da Cipe-Chapada



Compartilhar no Whatsapp



Quarta-feira, 02 de Janeiro de 2019
Chapada Diamantina

Produtores da Chapada Diamantina apostam em produtos refinados  (Foto: TV Bahia)

De terra fértil e clima ameno, a Chapada Diamantina, na Bahia, já muito conhecida pelo turismo, está se tornando também um polo de produtos sofisticados. Hoje, quem visita a região pode tomar bons vinhos locais, comer queijos variados, embutidos e defumados. São produtos que nascem no campo e movimentam a economia rural.

Silvano Leal é um dos produtores que apostam nesse novo mercado. Ele tem uma fazenda de 62 hectares em Morro do Chapéu, onde cria 350 cordeiros para engorda. Ao lado do filho, cuida de cada detalhe da propriedade, desde o milho que vai ser usado na ração até a escolha da genética dos animais.

Todo os animais da fazenda já têm mercado certo. Um dos compradores é Benedito Maciel Aguiar, dono de uma fábrica de embutidos, a primeiro do gênero em toda a chapada.

"Sempre foi meu sonho, mas para construir isso aqui eu tive que me desfazer de uma fazenda. Eu era produtor de café e também produtor de ovinos", conta.

A fábrica tem capacidade para 2 toneladas por dia, mas por enquanto processa 700 quilos. De lá saem pernil, paleta, carré, costela e t-bone de carneiro e as sobras das peças de carne vieram embutidos: linguiças bem temperadas com sal, ervas e toucinho. Já são 30 produtos no cardápio.

Depois de tudo preparado e temperado, as peças das carnes, as linguiças e outros embutidos são levadas para o defumador, o lugar mais importante da produção, onde a temperatura varia entre 60 e 80 graus. O processo é todo artesanal.

"É um processo que requer muito cuidado porque a temperatura tem que ser controlada, não usamos aditivos químicos. Essa característica a gente não pode perder, que é justamente o nosso diferencial", diz Maurício Aguiar, engenheiro de produção, filho e braço direito de Maciel.

O cardiologista Rogério Roney Rocha Martins é dono de uma fazenda perto de Morro do Chapéu e investe na produção de queijos finos.

A fazenda tem montanhas de pedra e o clima propício para a criação de vacas leiteiras. A área utilizada para a produção de queijo ocupa 8 hectares, apenas 0,5% das terras que Roney herdou do avô. No resto ele não mexe, porque quer manter a paisagem.

Para viabilizar a queijaria, o médico precisou vender a maior parte do rebanho. Errando e acertando, chegou ao equilíbrio que pretendia. Hoje trabalha apenas com duas raças: holandesa e Jersey.

A escolha tem um motivo. "O leite deve ter alguns teores de gordura e proteína adequados para cada tipo de queijo. Então ou eu faço isso em laboratório, o que eleva o custo, ou tento fazer a campo. Aí faço o blend desse leite e consigo fazer todo tipo de queijo", afirma.

Com a mistura, ele diz que conseguiu aumentar o rendimento da produção em até 30%. Hoje, 7 litros de leite rendem, em média, 1 quilo de queijo. Além da seleção das raças, o cuidado com a alimentação dos animais é fundamental para a qualidade do produto final: o rebanho come capim nativo e outras variedades plantadas.

"Cada um tem uma particularidade. A matéria verde é essencial principalmente no teor de gordura, que é o que vai dar a característica, mais sabor ao queijo", explica o veterinário Flávio Souza.

Cada vaca produz cerca de 20 litros de leite por dia, uma boa média, suficiente para abastecer a queijaria.

Dentro da queijaria, o leite é pasteurizado em banho-maria. Depois de meia hora a 65 graus, não há risco de contaminação. O processo serve para matar as bactérias que o produto adquire durante a ordenha. Mas como é impossível fazer queijo sem bactéria, elas precisam ser repostas artificialmente.

No caso da fazenda de Roney, que produz mais de 30 variedades de queijos finos, as bactérias vêm de longe. "São bactérias próprias para que o queijo desenvolva o sabor, o aroma, a coloração", explica.

O doutor segue receitas clássicas de queijos italianos, franceses e suíços, mas gosta também de criar o seu próprio, como um que é feito com rapadura.

Para ele, o que confere sabor único a seus produtos é o chamado "terroir". "É aquela combinação de temperatura, umidade, pressão atmosférica, até a água", afirma.

Conheça a produção de uvas e vinhos da Chapada Diamantina

Vinhos experimentais

As parreiras de uva também compõem o cenário da Chapada Diamantina. Na região da Serra do Sincorá, município de Mucugê, a fazenda Progresso, que cultiva café há 20 anos, está apostando também na produção de vinhos.

"Eu costumo dizer que onde dá café, dá vinho. Porque as condições exigidas para um café de qualidade são as mesmas em termos climáticos que se exige também numa vinícola de qualidade", diz Fabiano Borré, administrador da propriedade.

O tipo de solo da região também contribui para a qualidade final do vinho. Por ser bem drenado, permite que as raízes, das plantas alcancem as camadas mais profundas.

O projeto na fazenda começou em 2015 com 14 hectares, hoje já são 32. São 10 variedades de uvas plantadas, irrigadas por gotejamento.

Do campo, as uvas seguem para a vinícola e são descarregadas em um tonel de alumínio que fica no teto do prédio. A fruta entra e já sai esmagada lá embaixo: o suco é armazenado em tanques de aço inox trazidos da Serra Gaúcha. Lá, o líquido fermenta, transformando os açúcares em álcool e vinho.

Por enquanto, a produção anual é de 15 mil garrafas, mas a ideia é elevar para ao menos 400 mil garrafas a partir de 2021, quando os primeiros rótulos devem chegar ao mercado.

Em Morro do Chapéu, Norte da Chapada, a produção de uvas ocorre em pequenas propriedades. Em uma delas, de 1,5 hectare, já trabalham 10 funcionários fixos. Durante a colheita, o número sobe para 30. Segundo o dono da propriedade, Ciro Mirante de Azevedo, a ideia é ampliar a plantação para 5 hectares, posteriormente.

Ciro não está sozinho. Hoje, os parreirais de Morro do Chapéu somam 10 hectares. Mas a expectativa é de que essa área aumente muito nos próximos anos e, para organizar o crescimento, os pequenos produtores do município criaram uma cooperativa, que já conta com 34 integrantes.

"Nós estamos com expectativa de produzir uma faixa de 10 mil a 20 mil hectares. Nós abrimos o horizonte não só para o vinho, que é nosso carro-chefe, porque vamos produzir um vinho de excelente qualidade. Mas vamos também derivar para produzir passas, sucos e vinagre", diz Damares Rodrigues, presidente da Cooperativa Vinícola da Chapada Diamantina.

Outro sítio, de 5 hectares, também está fazendo sua primeira colheita de uvas. Há três anos, o proprietário e agrônomo Jairo Vaz trocou a cidade pelo clima da chapada e diz que está realizando um sonho.

A produção na propriedade de Jairo é orientada por Giuliano Pereira, enólogo da Embrapa Uva e Vinho, uma das autoridades em uvas viníferas do Brasil. Ele diz que um dos segredos em um vinhedo tão jovem é não sobrecarregar a planta.

"No início nós temos que focar no estabelecimento dessa planta, na formação radicular. Se nós deixarmos toda a produção, os dois cachos, vai comprometer a formação, então é preferível eliminar, deixar um só", explica.

Morro do Chapéu ainda não tem nenhuma vinícola mecanizada, por isso os produtores precisam mandar a maior parte de sua safra para as vinícolas do Vale do São Francisco, a 400 quilômetros de distância. A menor parte, cerca de 10% da colheita, deixam na cidade mesmo, para a produção artesanal.

O pessoal do sítio faz tudo à mão: retira os engaços, examina os cachos para não deixar passar nenhuma uva mal formada. Na hora do esmagamento, proprietário e enólogo também colocam a mão na massa.

Em pequenos barris de carvalho, Jairo guarda os primeiros vinhos que produziu. Quanto mais tempo no barril, maior o valor agregado à bebida.

É um vinho que apresenta um excelente potencial. Tem uma bela coloração, um vermelho rubi, aromas frutados, especiarias. Na boca está equilibrado, ou seja, um bom vinho para uma produção experimental.

— Giuliano Pereira, enólogo da Embrapa Uva

Segundo ele, o produto terá condições de competir com vinhos de outras regiões do Brasil e do mundo, como Europa e Estados Unidos.

Vinhos saborosos, queijos variados, cordeiro defumado, embutidos. Com produtos como esses, a Chapada Diamantina vai consolidando sua nova vocação: uma região turística que também é terra de agricultura, criação e alimentos sofisticados.

Fonte: G1



Compartilhar no Whatsapp



Sábado, 29 de Dezembro de 2018
Chapada Diamantina

Produtores da região turística colhem resultados recordes com a Amora Preta

Gerar renda em uma propriedade pequena e manter os filhos crescidos no local de origem, no interior, não é uma tarefa fácil. Esse problema também aconteceu com Denevaldo Luz, conhecido como Barão, produtor de morango em Barra da Estiva, na Chapada Diamantina, município distante 465 quilômetro de Salvador.

Antes de 2012, ele plantava café na sua propriedade, e, com a crise hídrica, preços abaixo do mercado e falta de investimentos, não enxergava mais a possibilidade de continuar na sua terra natal. Iria voltar para São Paulo em busca de novas oportunidades, mas acreditou em uma nova cultura, o morango. “Eu já tinha vendido tudo. Estava sem esperanças e ia viajar em poucos dias. Com o Morango a minha vida mudou. Consegui minha casa, comprei meu carrinho novo e meus filhos vivem bem. Agora estou com mais um desafio, e apostando na amora preta”, avalia o produtor.

Barão colhe os morangos de dois em dois dias na sua propriedade e conta com a ajuda do filho, da esposa e de outros colaboradores para embalar e revender para uma empresa, que absorve grande parte do que ele produz.

O agricultor já vê na Amora uma nova oportunidade de agregar valor à sua produção, utilizando os mesmos meios e a própria logística da produção do morango. “Estou confiante e com a expectativa melhor possível. Acredito que a Amora será um grande diferencial para nós produtores da Chapada. Não tenho estudo, mas hoje tenho um salário muito bom, que eu tiro através da comercialização das frutas”, diz.

 Em 2011, o Sebrae Bahia em parceria com o Governo do Estado implantou o projeto Morango da Chapada Sul, através de um encadeamento produtivo entre a empresa Bagisa S/A Agropecuária. O projeto contemplou os municípios de Barra da Estiva e Mucugê, em parceria com os agricultores familiares e prefeituras municipais. A iniciativa fez com que a Chapada Diamantina se tornasse, em três anos, a região mais competitiva fornecedora de Morangos no mercado nordestino.

 Avaliando essa realidade positiva, o Sebrae encabeçou um estudo de viabilidade, dando o suporte inicial de planejamento e implantação do cultivo de AmoraPreta, a conhecida blackberry. Fruta bem avaliada no mercado e está sendo consumida pelo alto teor de oxidantes e compostos naturais que trazem benefícios à saúde. A princípio, o Sebrae realizou palestras de mobilização com produtores de morango, em parceria com a empresa especializada Holantec, e após a adesão, implantou o projeto piloto com um grupo experimental de 18 agricultores de Barra da Estiva.

Adriana Moura, coordenadora de Agronegócios do Sebrae, destacou a importância de apostar em novas oportunidades de atuação no mercado. “A amora foi um desenvolvimento natural das estratégias para contemplar outras ações de comercialização, agregando valor e renda ao que é produzido pelos agricultores familiares da Chapada Diamantina”, explica.

O secretário de Agricultura de Barra da Estiva, Luis Eusébio está entusiasmado com a nova cultura e diz que é fundamental o apoio do Sebrae para os pequenos agricultores da Chapada. “A Expectativa é aproveitar a cadeia produtiva e a logística do morango, comercializando a amora nos grandes centros. Estamos confiantes com a produção e os produtores felizes com os resultados iniciais”, ressalta.

O desafio então foi produzir amora de forma eficiente com um clima que não é totalmente propício. Para o técnico do Sebrae em Seabra Heitor Marback, a introdução de tecnologia aliada ao manejo orientado é responsável pela produção acima da média, nessa primeira colheita. “Já conseguimos produzir mais do que em cidades com clima frio e que têm tradição na colheita de amora. Com a parceria da Holantec, inserimos tecnologia e as plantas produzem como se estivessem submetidas a baixas temperaturas. Sem tecnologia, provavelmente teríamos uma produção muito pequena, mas com a Indução das flores e a polinização da abelha estamos produzindo acima da média”, explica.

A técnica de produção utilizada nesta experiência na Chapada veio de Holambra e foi implantada em áreas que já existe o morango consolidado, utilizando assim o mercado e o público consumidor da fruta. Heitor ressalta que esse conjunto de fatores faz com que a comercialização seja feita de forma integrada e que baixe o custo com logística. “O quilo da amora é comercializado por até seis vezes mais do que o quilo do morango. Estamos em fase de teste, mas as primeiras colheitas já mostram resultados muito positivos”, diz.

 A amora pode ser comercializada como fruta in natura ou como licor, suco, geleia, compota e, até mesmo, congelada. É muito utilizada em receitas ligths e pratos nutritivos.

 Para Edirlan Souza, gerente regional do Sebrae em Irecê, a aposta na Amora é algo que pode mudar a realidade de vários agricultores da região. “Se tudo corresponder como o esperado, a produção será cada vez em maior escala, o que vai fazer da Chapada Diamantina uma das grandes regiões produtoras do País. Além de gerar emprego e renda, vai ajudar no desenvolvimento econômico local”, comemora.

 Antes do sucesso das frutas vermelhas, a Chapada Diamantina já era uma região importante da Bahia, que, além de explorar o turismo, é uma grande produtora de cafés especiais exportados para vários países. Com a seca que assolou a Bahia em 2011, os agricultores perderam consideravelmente as áreas de produção e investiram em fruticultura.

 Berries, as famosas Frutas Vermelhas

 Entusiasmado com a grande procura da fruta e com os bons resultados obtidos na primeira colheita o produtor Uvilson Santos, do povoado de Capãozinho em Mucugê, foi além e já está plantando outras frutas vermelhas, como framboesa e boysenberry. O produtor espera revender para os grandes centros e aposta também na comercialização dos produtos em casa, com marca própria e embalagem específica para venda.

 Uvilson procurou o Sebrae e vai fazer todo material de papelaria, marca e layout através do Sebraetec. “A gente nem conhecia a Amora. Foi uma festa na primeira colheita e agora já vislumbro um mercado muito próspero que inclui o público fitness e as pessoas que buscam produtos naturais. Estou produzindo e testando diversos produtos. Em breve terei marca e toda identidade visual através do Sebraetec”, aponta. As frutas vermelhas estão em alta por conta do apelo funcional, já que são frutas sem restrições em diversas dietas, como a low carb e mediterrânea.

Com a plantação de algumas variedades Uvilson pode intercalar a colheita e produzir em diversos períodos do ano. “Quero plantar pelo menos 3 mil pés de frutas vermelhas. Assim eu faço um cronograma de colheita com 750 plantas produzindo por vez e fico quase todo o ano produzindo”, planeja.

Fonte: Sebrae Irecê/ Nara Zaneli



Compartilhar no Whatsapp



Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2018
Chapada Diamantina

O acolhimento turístico nos meios de hospedagem do Vale do Pati, na Chapada Diamantina, foi o tema da tese do doutorado em difusão do conhecimento, na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (Ufba), defendida por Heitor Marback. O trabalho de pesquisa intitulado ‘Uma viagem exploratória pelo Vale do Pati: estudo sobre o acolhimento nos meios de hospedagem’ foi apresentado no dia 19 de dezembro e aponta para algumas questões relevantes, como educação profissional voltada para o turismo, sustentabilidade, capacidade de carga, gestão do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

De acordo com informações, o acadêmico acredita que em épocas de tendência de aumento do fluxo turístico no Estado, como o verão e as férias de final de ano, é interessante discutir benefícios e impactos do aumento na demanda turística. Tudo isso é debatido no trabalho de Marback. Essa tese fala sobre duas propostas. Segundo Marback, “a primeira é uma proposta de conceito de acolhimento turístico sob o olhar do patizeiro, moradores locais que recebem os turistas em suas casas. O acolhimento turístico é uma temática pouco pesquisada”.

Já a segunda “é uma proposta de aplicativo digital ou site que possa ofertar ao turista informações sobre o local, assim como sobre os meios de hospedagem disponíveis”. Heitor fez uma pesquisa descritiva e exploratória, com conclusões feitas a partir da observação, convivência, anotações, monitoramentos de acesso e entrevistas. Segundo o autor, “os resultados da pesquisa apontam para a importância de uma atenção especial com o quesito gestão do parque e seus impactos para o Vale do Pati, assim como sinalizam a necessidade de cuidar dos saberes locais e da sua difusão”. 

Fonte: Jornal da Chapada



Compartilhar no Whatsapp



Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2018
Chapada Diamantina

Sensibilidade e cuidado com o próximo são parte do trabalho dos policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Chapada. A 3ª edição da campanha ‘Natal Solidário’ da unidade beneficiou mais de 100 pessoas da Casa da Caridade, localizada no município de Ruy Barbosa.

A distribuição de presentes aconteceu entre os dias 19 e 20 de dezembro, após arrecadação entre os PMs da unidade e a comunidade ao entorno. Foram brinquedos para as crianças e roupas para as famílias carentes, que são atendidas pela instituição.

O comandante da Cipe Chapada, major PM Ricardo Passos, ressaltou a importância de desenvolver ações sociais como esta. “Para nós, o trabalho do ano só está completo quando ajudamos a tornar o Natal da nossa comunidade mais feliz. Agradecemos aos moradores que nos ajudaram nessa!”, disse.

A Casa da Caridade funciona sob a gestão da Igreja Católica do município. As doações foram recebidas na sede da Cipe e nas Bases Avançadas localizadas na região de Chapada Diamantina.

Fonte: SSP/BA



Compartilhar no Whatsapp



Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2018
Chapada Diamantina

A Chapada Diamantina foi indicada pelo Portal Terra como uma das 20 grandes maravilhas da natureza em todo o mundo. A galeria, que compõe a página Vida e Estilo, elenca, além da Chapada, outras quatro localidades brasileiras: Fernando de Noronha (PE); Lençóis Maranhenses (MA); Cataratas do Iguaçu (entre Brasil e Argentina); e o Monte Roraima, localizado entre Brasil e Venezuela. Entre os mais bonitos ambientes naturais do mundo, o portal também cita o Monte Fuji (Japão), os Lagos de Plitvice (Croácia) e as Torres el Paine (Chile).

O Parque Nacional da Chapada Diamantina, localizado no coração da Bahia, foi destacado pelo Terra como “um excelente destino turístico para praticar trekking em meio a visuais impressionantes e para praticar esportes radicais como rafting e rapel”. Além das belezas, que encantam visitantes vindos de todos os cantos do mundo, a exemplo da Cachoeira da Fumada, Poço Azul e Gruta da Pratinha, a Chapada Diamantina também reserva uma cultura peculiar e uma rica história, com destaque para o ciclo diamantífero que transformou a região nem um verdadeiro garimpo a céu aberto.

A região da Chapada Diamantina engloba 40 municípios turísticos, a uma distância de mais de 400 quilômetros, que podem ser percorridos de carro ou de ônibus.

Para ter acesso facilitado, o turista pode partir de Salvador em um dos voos oferecidos pela Trip Linhas Aéreas, com saídas da capital baiana às quintas-feiras. O trecho de volta sempre é oferecido aos domingos. O tempo de voo entre os aeroportos de Salvador e de Lençóis é de aproximadamente 55 minutos.

Os amantes da natureza encontram na Chapada Diamantina opções de lazer durante todo o ano. Do verão ao inverno, os visitantes podem fazer desde programas leves – pequenas trilhas como a do Projeto Sempre Viva, no município de Mucugê, e visitas às vilas como a do Vale do Capão, no município de Palmeiras, e Igatu, em Andaraí – até atividades mais radicais, mais as trilhas da Cachoeira da Fumaça e do Vale do Pati, em que é preciso acampar e dormir em meio à natureza.

A temperatura na Chapada Diamantina é quase sempre alta durante o dia e aconselha-se que o visitante use roupas leves e claras. Já à noite, o friozinho faz com que todos se agasalhem.

Durante o inverno, quando a temperatura cai bastante durante a noite, alguns hotéis e restaurantes servem fondue, acompanhado por bons vinhos, para quebrar o frio. A temperatura média durante a noite é de 15 a 18 graus.

Para quem gosta de música, boas pedidas são os festivais de Lençóis e de Jazz do Capão (Palmeiras). Durante os dias de festa, os visitantes costumam aproveitar para curtir as atrações ecoturísticas, mas a noite é de muito agito ao som de músicos brasileiros e estrangeiros. Já passaram pelos festivais nomes como Lenine, Sandra de Sá, Gilberto Gil, Naná Vasconcelos e a Orkestra Rumpilezz.

Fonte: Jornal da Chapada



Compartilhar no Whatsapp



Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2018
Chapada Diamantina

Para marcar o encerramento das atividades desenvolvidas em 2018, o Programa Esporte e Lazer da Cidades (PELC), realizou na tarde desta quarta-feira (19) o Natal do PELC, que aconteceu no Clube de Campo, em Seabra, na Chapada Diamantina.

O evento contou com a participação do coordenador Evandro Cerqueira, os professores Quézia Santana, Júlia Natália, Jean de Almeida, Gabriel e Jeomaina, conhecida como Dedê e os beneficiários do programa.

Para Paula Silva: "a importância do programa é de interagir com outras pessoas. E as aulas ofertadas pelo programa ajudam a desenvolver outras tarefas dos dia-a-dia".

Alguns beneficiários também notam que o programa além de ser muito bom ainda sente a falta de mais pessoas participando, é o que Andréia Souza aluna do programa diz: "Gostaria que tivesse mais pessoas participando, mas as pessoas daqui não valorizam. Os professores são muitos bons, o que acaba facilitando, o que acaba nos incentivando a estar participando", afirma.

O Núcleo de Seabra funciona no Clube de Campo e oferece diversas modalidades, entre elas dança, música, letramento, natação, futsal e ginástica.

“As modalidades que são ofertadas pelo programa permite que a comunidade tenha acesso sem nenhum custo”, afirma a professora de música Quézia Santana.

O PELC é desenvolvido por intermédio da Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (SENELIS), com o objetivo de proporcionar a prática de atividades físicas, culturais e de lazer que envolvem todas as faixas etárias e as pessoas portadoras de deficiência, estimulando a convivência social, a formação de gestores e lideranças comunitárias e favorecendo a pesquisa e a socialização do conhecimento, contribuindo para que o esporte e lazer sejam tratados como políticas e direitos de todos.

O programa tem como público-alvo crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e pessoas com deficiência.

São atendidas 400 pessoas por Núcleo.

Fonte: Central Notícia com informações de Najara Alves



Compartilhar no Whatsapp