Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026
BRASIL

A tragédia provocada pela chuva na Zona da Mata mineira contabiliza 55 mortes, segundo atualização divulgada na tarde desta quinta-feira (26/2) pelo Corpo de Bombeiros. Ao todo, são oito frentes de trabalho em atuação, sendo seis em Juiz de Fora e duas em Ubá, com operações ininterruptas de busca e salvamento.

Em Juiz de Fora, o número de mortos chega a 49, com 11 pessoas ainda desaparecidas. Ao todo, 3 mil moradores estão desalojados e não há registro de desabrigados até o momento.

Em Ubá, foram confirmadas seis mortes e duas pessoas continuam desaparecidas. O município contabiliza 1,2 mil desalojados e 500 desabrigados.

Em Matias Barbosa, não há registro de mortes nem de desaparecidos. A cidade soma 810 desalojados e, até agora, não há desabrigados.

Em Juiz de Fora, os militares do 12º Batalhão de Bombeiros Militar, sediado em Patos de Minas, atuam em uma frente de trabalho no bairro Esplanada, onde uma casa de três pavimentos desabou com cinco pessoas da mesma família. Até o momento, quatro corpos foram encontrados.

Fonte: Agência Brasil



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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026
BRASIL

Foto: Reprodução

Motoristas que pretendem pegar a estrada no Carnaval precisam redobrar a atenção. Novos radares equipados com Inteligência Artificial passaram a operar em rodovias brasileiras e já registraram mais de 20 mil infrações em apenas cinco meses.

Os equipamentos utilizam câmeras 4K e sensores integrados a sistemas de IA treinados para identificar padrões de irregularidades. Entre as infrações detectadas estão o uso do celular ao volante, a falta do cinto de segurança, inclusive no banco traseiro, o transporte incorreto de crianças e até situações como braço para fora da janela durante a condução.

Um dos trechos monitorados fica na Rodovia Anhanguera, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, sob administração da Arteris. Outra área equipada com a tecnologia está na Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros, em Mogi Mirim, conhecida como Campinas Mogi, administrada pela Renovias.

De acordo com dados divulgados em reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, uma única câmera instalada na Anhanguera registrou mais de 20 mil infrações entre julho e novembro do ano passado. A maioria das autuações foi por falta do uso do cinto de segurança, com cerca de 17 mil ocorrências. O uso do celular ao volante apareceu em seguida, com aproximadamente 3 mil registros.

Na rodovia Campinas Mogi, onde a tecnologia está presente desde 2023, o sistema identificou, em 2025, mais de 6 mil casos de ocupantes sem cinto e cerca de 1,5 mil motoristas manuseando o celular enquanto dirigiam.

Segundo representantes das concessionárias, além do aumento na fiscalização, houve impacto na segurança viária. No trecho da Anhanguera monitorado pela IA, foi registrada redução de cerca de 30% nos acidentes após a instalação dos novos radares, resultado atribuído à maior percepção de fiscalização por parte dos condutores.

Fonte: Correio



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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026
BRASIL

Os Correios iniciaram nesta quinta-feira (12) o primeiro leilão de imóveis próprios. A oferta inicial abrange 21 imóveis para venda imediata, localizados em 11 estados: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. Os leilões de imóveis classificados como ociosos pela empresa integram a primeira etapa do plano de reestruturação financeira dos Correios.

Em nota, a estatal esclareceu que as vendas dos imóveis ociosos “não trazem qualquer impacto à prestação de serviços à população.”

Ao todo, a infraestrutura da empresa em todo o país conta com mais de 10.350 unidades de atendimento, considerando agências próprias e outros pontos de atendimento de parceria. Há ainda 1,1 mil unidades de distribuição e tratamento, que são os centros logísticos onde as encomendas e cartas são processadas após a postagem e antes da entrega final.

Estratégia

A estimativa da direção da estatal é de que os leilões reduzam os custos de manutenção dos imóveis ociosos e arrecadem até R$ 1,5 bilhão para investimento na própria empresa.

A empresa prepara, ainda para este primeiro semestre, a venda de outros bens ociosos localizados em vários estados.

Leilões

Os Correios selecionaram terrenos, prédios administrativos, antigos complexos operacionais, galpões, lojas e apartamentos funcionais para os leilões públicos. Em alguns casos, parte do imóvel ou terreno pode estar ocupada por terceiros e a desocupação será por conta do futuro comprador.

A estatal esclarece que os leilões são 100% digitais e estão abertos a pessoas físicas e jurídicas. Os leilões ocorrerão às 14h do dia 26 de fevereiro, no horário de Brasília.

Os lances iniciais dos imóveis leiloados variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões, o que deve permitir o acesso de investidores de diferentes perfis, dizem os Correios.

Os leilões serão realizados sob a modalidade de lances sucessivos. Isso significa que, caso não haja lances pelo valor inicial, o preço será reduzido imediatamente durante o evento.

Pelo edital, o arrematante do bem terá até 60 dias para o pagamento.

O cidadão interessado em participar deve se cadastrar no site da empresa leiloeira. Depois de aprovado o cadastro, basta se habilitar no respectivo leilão da plataforma.

Informações

As informações sobre os leilões, incluindo editais públicos, descrição detalhada dos lotes com fotos, condições de participação e cronograma atualizado, estão disponíveis na página eletrônica dos Correios e no site da empresa leiloeira, a Vip Leilões.

Nos dois sites, os interessados podem procurar os imóveis por tipo, localização, faixa de preço e data do leilão.

Para mais informações, o horário de atendimento pode ser feito pelo Whatsapp (11 3777-5942), de segunda a sexta-feira, das 9 horas às 17h, e por e-mail: comercial@leilaovip.com.br .

Crise

Os Correios identificaram déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025, além da queda acentuada nos indicadores de qualidade e liquidez. Os dados totais de 2025 ainda não foram consolidados.

Em dezembro, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para custear as ações do plano de reestruturação voltado à estabilização emergencial da empresa.

Como parte deste mesmo plano de reestruturação financeira, os Correios também anunciaram o fechamento de mil agências e um Plano de Desligamento Voluntário com a expectativa de adesão de até 15 mil empregados.

Fonte: Agência Brasil



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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026
BRASIL

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O concurso 2.972 da Mega-Sena terminou sem vencedores na faixa principal nesta quinta-feira (12) e o prêmio acumulou.

Com isso, a estimativa para o próximo sorteio, marcado para 14 de fevereiro, subiu para R$ 62 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 09 – 10 – 15 – 46 – 49 – 51.

Nenhuma aposta acertou os seis números.

Na quina, 55 apostas cravaram cinco dezenas e cada uma receberá R$ 41.264,65. Já a quadra teve 3.582 ganhadores, com prêmio individual de R$ 1.044,39.

Fonte: Bahia.ba



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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026
BRASIL

Fonte: (Polícia Federal/Reprodução)

A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira, 11, a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga aportes feitos pelo fundo de aposentadorias dos servidores do estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência, em títulos do Banco Master.

Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina.

Quando os policiais chegaram para realizar as buscas em um apartamento em Balneário Camboriú, uma pessoa jogou uma mala contendo dinheiro da janela do imóvel.

Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, devido a indícios de obstrução de investigações e de ocultação de provas.

Na semana passada, o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes foi preso na segunda fase da operação, por suspeita de destruição de provas.

Fonte: Revista Veja



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Segunda-feira, 09 de Fevereiro de 2026
BRASIL

Foto: Reprodução

Transplantado, com perda de audição em um dos ouvidos e diagnóstico de câncer de pele em estágio avançado, Eduardo da Costa, 53, solicitou um benefício por incapacidade ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 25 de dezembro de 2025, mas teve sua perícia médica agendada apenas para março.

Sem conseguir atendimento presencial nas agências, o motoboy segue sem renda previdenciária, mesmo impossibilitado de exercer a profissão. Ele afirma depender quase exclusivamente dos canais digitais do instituto para tentar resolver a situação e acelerar o processo, mas diz que o aplicativo e os sistemas do INSS apresentam instabilidade frequente.

Eduardo é um dos segurados que devem ser alcançados pela fila nacional de análise de benefícios, criada em meados de janeiro pelo instituto. Com a mudança, os pedidos deixaram de ser organizados apenas de forma regional, e servidores de localidades com menor demanda passaram a atuar em processos de áreas onde o tempo de espera é maior.

Apesar disso, a nova fila começa a operar sob pressão de casos graves, com segurados em situação crítica ainda à espera de perícia e sem acesso ao benefício. Especialistas apontam que a dificuldade em diferenciar casos mais graves ocorre porque a fila do INSS é composta majoritariamente por segurados que já se enquadram em algum tipo de prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência ou com doenças incapacitantes.

Na prática, isso faz com que situações de gravidade distinta sejam tratadas de forma semelhante na marcação da perícia, já que não há determinação para que o sistema classifique os pedidos com base na urgência clínica antes da avaliação médica.

Em nota, o MPS (Ministério da Previdência Social) afirma que a fila de perícias é única e organizada pela data de entrada do requerimento. "A fila respeita a ordem de entrada dos pedidos, não sendo possível distinguir graus de gravidade", diz o órgão. Segundo a pasta, a enfermidade do segurado só é identificada no momento da realização da perícia médica.

O colunista da Folha e advogado previdenciário Rômulo Saraiva diz que a falta de priorização clara ainda é um dos principais problemas do sistema. Segundo ele, apesar de existirem leis que asseguram atendimento preferencial a determinados grupos em situações como o pagamento de precatórios, o fluxo de marcação de perícias do INSS não distingue a gravidade dos casos no momento do agendamento.

O tamanho atual da fila do instituto também representa um desafio adicional para segurados que dependem do benefício. De acordo com o Boletim Estatístico da Previdência Social de dezembro de 2025, o INSS soma hoje mais de 3 milhões de requerimentos de benefícios em análise ou aguardando perícia médica inicial. O número representa um novo recorde e contrasta com a promessa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de zerar a fila.

Desse total, cerca de 982,2 mil estão dentro do prazo de até 45 dias, enquanto quase 1,7 milhão já ultrapassou esse período. Outros 357 mil pedidos permanecem pendentes por falta de cumprimento de exigências documentais por parte dos segurados. A região Nordeste concentra o maior volume de pendências, com mais de 1,08 milhão de requerimentos.

Há ainda casos, de acordo com Saraiva, em que pessoas se machucam e esperam tanto tempo que, quando realizam a perícia, já estão melhores ou até voltaram a trabalhar, o que pode levar à negativa do benefício ou à não concessão dos valores de forma retroativa.

Arianne Liz, 34, por exemplo, é funcionária de uma empresa de logística e está afastada desde o fim de outubro, quando rompeu o ligamento do joelho e lesionou o menisco. Ela passou por cirurgia, apresentou laudos médicos que indicam necessidade de afastamento e tenta desde novembro realizar a perícia.

O agendamento acabou marcado apenas para março, após tentativas frustradas de antecipação por telefone e pelo aplicativo Meu INSS. Segundo Arianne, ela tentou enviar documentos para adiantar o processo, mas o INSS informou que os arquivos estavam corrompidos.

"Como tenho vários laudos, mandei todos, e eles explicam que tenho de ligar no 135 [central telefônica do INSS], mas a espera passa de 30 minutos e, quando atendem, a ligação cai", afirma. Sem renda, Arianne diz que hoje conta com a ajuda da mãe e de outros familiares para se manter. Ela diz que, caso o benefício seja negado, pretende recorrer à Justiça.

O MPS diz que, nos últimos meses, a fila da perícia foi impactada pelo aumento significativo na quantidade de requerimentos de benefícios ao INSS, mudanças legislativas e também pelos processos de revisão de benefícios por incapacidade e BPC (Benefício de Prestação Continuada). "A expectativa é que, nos próximos meses, com a atuação dos 500 novos peritos nomeados recentemente e mudanças administrativas, haja redução na fila de espera."

Rômulo Saraiva diz que o grande contingente de servidores da autarquia em regime de home office também pode estar afetando o atendimento aos beneficiários. Para o especialista, com o retorno de um número maior de funcionários ao trabalho presencial, a fila poderia avançar com mais rapidez.

"A demanda social da Previdência é muito peculiar. São pessoas que não sabem mexer no celular, que não têm internet, que têm dúvidas mesmo", afirma.

O Ministério da Previdência Social diz que as principais ações para enfrentar a fila da perícia médica incluem:

A análise documental por meio do atestado médico (Atestmed), realizado de forma remota, com cerca de 400 mil análises por mês;

A modalidade Perícia Conectada, que utiliza a telemedicina para a realização das perícias médicas. Em 2025, segundo o MPS, cerca de 250 mil segurados foram atendidos por meio do sistema;

Os mutirões de perícias, que buscam reduzir o tempo de espera dos segurados por benefícios que dependem da avaliação médica;

A contratação de 500 novos peritos médicos para reforçar o atendimento.

CRIAÇÃO DA FILA NACIONAL

Elimar Mello, advogado especialista em direito previdenciário e sócio do escritório Badaró Almeida & Advogados Associados, afirma que a unificação e criação de uma fila nacional é uma medida urgente e necessária. Segundo ele, com a mudança, o tempo de espera deixa de depender da região onde o pedido foi feito e passa a seguir a ordem cronológica de entrada dos requerimentos, o que tende a equilibrar também o volume de trabalho entre servidores em todo o país.

Ele adiciona que a medida ganha relevância diante da definição de prioridade para pedidos com mais de 45 dias de espera e para os casos considerados mais sensíveis, como o BPC (benefício para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda) e os benefícios por incapacidade, que, de acordo com dados do governo, representam mais de 80% dos processos represados.

Apesar disso, Mello ressalta que, nos casos que exigem exame médico presencial, o andamento continua condicionado à disponibilidade de peritos em cada localidade. "A fila nacional agiliza a concessão do direito, mas não multiplica o número de médicos nas agências", afirma.

Rômulo Saraiva também aponta que, apesar de importante, a redistribuição da fila pode esbarrar em diferenças regionais. Segundo ele, servidores de uma região podem não ter domínio sobre as peculiaridades de outra, como em casos de análise de trabalhadores rurais ou extrativistas. Nessas situações, diz, a tendência é a negativa do benefício em caso de dúvida, o que apenas desloca o problema para a fila de recursos administrativos ou para a Justiça, que são ainda mais lentas.

De acordo com INSS, com a nacionalização da fila, em uma semana, mais de 118 mil tarefas foram puxadas para análise de pedidos de benefícios que aguardavam havia mais de 45 dias. Desse total, o instituto diz que 60 mil já tiveram a análise concluída.

TEMPO DE ESPERA E JUDICIALIZAÇÃO

A lei 9.784, de 1999, determina que, após a entrega da documentação, a administração pública —e consequentemente o INSS— tem o prazo legal de até 30 dias para decidir sobre o pedido, prorrogável por igual período, desde que a extensão seja expressamente justificada no processo administrativo.

"Isso significa que a demora indefinida não é apenas um incômodo, é uma ilegalidade. O silêncio do INSS por meses viola diretamente essa norma federal", diz o advogado Elimar Mello. Ele acrescenta que a Constituição prevê que o serviço público deve ser prestado com qualidade e rapidez. "Não adianta a lei prometer um benefício se o Estado demora tanto para concedê-lo que o cidadão chega a passar necessidade."

Segundo Mello, após cerca de 60 dias (quando o prazo legal já foi extrapolado), insistir por vias administrativas, seja pela Central 135, seja presencialmente nas agências, costuma ter pouco efeito prático. Nesses casos, afirma, o caminho mais eficaz tende a ser a Justiça.

A judicialização, porém, também pode se arrastar. Uma segurada que conversou com a reportagem e preferiu não se identificar diz que foi afastada em janeiro de 2025 por um médico do trabalho em decorrência de um caso de depressão. Ela afirma que entrou com pedido de benefício em março pelo sistema digital, mas enfrentou falhas na plataforma e precisou ir presencialmente a uma agência em abril. A perícia foi marcada apenas para julho, quando o benefício acabou negado.

Ela entrou com recurso administrativo e, desde então, aguarda nova análise. Sem renda há cerca de um ano, ela diz que deixou de pagar o cartão de crédito, o que faz com que sua dívida aumente cada vez mais.

Segundo Rômulo Saraiva, quando um benefício é negado e o segurado recorre administrativamente, o tempo médio de espera supera 460 dias. Com isso, a demora inicial empurra parte dos segurados para a Justiça e amplia ainda mais o tempo de espera.

Fonte: Júlia Galvão/Folhapress



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Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026
BRASIL

Nota técnica alerta para impactos na geração de empregos, produtividade e PIB caso jornada de trabalho seja alterada sem ajustes salariais

Uma eventual extinção da escala de trabalho 6×1 no Brasil pode resultar na eliminação de mais de 600 mil empregos formais, além de provocar queda na produção e impactos negativos no crescimento econômico.

O alerta consta em uma nota técnica divulgada pelo Centro de Liderança Pública (CLP), organização suprapartidária especializada em políticas públicas e formação de lideranças.

Segundo o estudo, os setores mais afetados seriam comércio, agropecuária e construção civil, áreas que dependem fortemente da atual organização da jornada de trabalho.

Na agropecuária, a produtividade do trabalhador pode cair 1,3%, enquanto o emprego formal teria retração de 1,6%, o que representa cerca de 28,4 mil vagas a menos.

Na construção civil, o cenário é semelhante, com redução de 1,3% na produtividade e perda estimada de 45,7 mil postos de trabalho.

Ao analisar o conjunto da economia, o CLP projeta que a redução da jornada pode causar uma diminuição de até 2% na produção do setor formal.

O impacto no Produto Interno Bruto (PIB) seria de aproximadamente 0,7%, o equivalente a R$ 88 bilhões, indicando efeitos macroeconômicos relevantes e de longo prazo.

O estudo destaca ainda que, caso o fim da escala 6×1 ocorra sem redução proporcional dos salários, o custo do trabalho por hora aumentaria automaticamente. Para algumas empresas, esse aumento pode ser absorvido por reorganização interna ou ganhos de eficiência, mas, para outras, pode significar redução de margens, repasse de custos aos preços ou diminuição da escala de produção.

Como referência internacional, a nota cita Portugal, que reduziu a jornada semanal de 44 para 40 horas. A mudança resultou em aumento de 9,2% no salário por hora, mas também em queda de 1,7% no emprego e de 3,2% nas vendas, além de redução de 10,9% no total de horas trabalhadas.

Fonte: Da Redação



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Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026
BRASIL

Foto: Reprodução/ Redes sociais

As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que oferece mais de 60 mil vagas em todo o Brasil, tiveram início nesta terça-feira (3). Os interessados têm até as 23h59 do dia 6 de fevereiro para se inscrever através do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

A pré-seleção dos candidatos será divulgada em 19 de fevereiro. Para participar, é necessário ter realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, com média mínima de 450 pontos nas provas objetivas e nota superior a zero na redação. Além disso, o candidato deve comprovar renda familiar per capita entre um e três salários mínimos.

O programa utiliza a nota do Enem para financiar cursos em instituições de ensino superior privadas. O pagamento do financiamento é ajustado à renda do estudante e começa após a conclusão da graduação.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o Fies disponibilizará 67.301 vagas neste primeiro semestre, distribuídas em 1.421 instituições privadas e 19.834 cursos e turnos. Estão previstos também 112.168 novos contratos de financiamento.

Fonte: Bahia.ba



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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026
BRASIL

Foto: Reprodução

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.966 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (29). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 115 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 06 - 07 - 09 - 43 - 44 - 53

68 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 50.520,02 cada

5.798 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 976,66 cada

Esse foi o 11º sorteio seguido da Mega-Sena sem ganhadores do prêmio principal.

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado (31), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. Para o bolão, o sistema fica disponível até às 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Fonte: Agência Brasil



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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026
BRASIL

Foto: Divulgação

O Banco do Nordeste (BNB) suspendeu temporariamente as transações via Pix após identificar um ataque hacker em sua infraestrutura. A medida foi adotada de forma preventiva enquanto equipes técnicas analisam a extensão do ataque cibernético e trabalham na retomada segura do serviço.

Em fato relevante divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco informou que o incidente foi detectado nesta terça-feira (27) e que, imediatamente, ativou seus protocolos de segurança. Segundo a instituição, não há, até o momento, indícios de vazamento de dados nem de prejuízo às contas de clientes.

O ataque ocorreu na conta-bolsão de uma empresa terceirizada. As contas-bolsão são um instrumento que reúne recursos de vários usuários em uma única conta, sem identificação individualizada dos titulares.

“Para uma análise mais detalhada das causas do evento e seus impactos, o serviço Pix está suspenso temporariamente”, informou o BNB, acrescentando que mantém comunicação constante com o Banco Central (BC) para acompanhar o caso.

Empresa terceirizada

De acordo com informações preliminares, o ataque explorou uma vulnerabilidade em um prestador de serviços de tecnologia da informação que atua como intermediário nas operações do banco. A ação teria envolvido recursos movimentados a partir de uma chamada “conta bolsão” vinculada à empresa terceirizada. O valor eventualmente desviado ainda está sendo contabilizado pela área técnica.

O Banco do Nordeste afirmou que está focado na retomada das transações Pix “o mais breve possível” e reforçou seu compromisso com a segurança da informação e a transparência, prometendo atualizar o mercado sobre novos desdobramentos.

O Banco Central, responsável por monitorar o funcionamento do sistema Pix, ainda não se manifestou oficialmente sobre o episódio. Segundo dados da autoridade monetária, esta é a primeira ocorrência envolvendo o Banco do Nordeste desde a criação do sistema. Ao fim de 2025, o BNB contava com pouco mais de 11 milhões de clientes.

Elo vulnerável

Desde o ano passado, ataques a prestadores de serviços terceirizados têm se tornado mais frequentes no sistema financeiro, por representarem um elo potencialmente mais vulnerável da cadeia tecnológica. Esse tipo de estratégia permite aos criminosos contornar camadas robustas de proteção dos grandes bancos ao explorar falhas em sistemas integrados.

O episódio ocorre em um contexto de aumento dos investimentos em cibersegurança por parte das instituições financeiras, impulsionado tanto pela digitalização dos serviços quanto pelo crescimento do Pix como principal meio de pagamento do país. No ano passado, o BC suspendeu do sistema Pix diversas empresas que atendiam a bancos e endureceu as regras de segurança para instituições de pagamento.

Ainda não há previsão oficial para a normalização completa do serviço no Banco do Nordeste. A retomada das operações dependerá da conclusão das análises técnicas e da validação dos sistemas afetados, em coordenação com o Banco Central, para garantir que as transações ocorram sem riscos adicionais aos clientes e ao sistema financeiro.

Fonte: Agência Brasil



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