Foto: Reprodução
O senador Angelo Coronel (PSD-BA) deixou clara sua intenção de buscar a reeleição ao Senado em 2026, mesmo diante das movimentações da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tenta articular uma chapa puro-sangue para a disputa estadual. Em entrevista à Rádio Sociedade nesta segunda-feira (11), Coronel afirmou de forma categórica: “Não serei candidato a outro cargo se não for o de senador. Não aceito outro cargo”.
O tom firme do parlamentar evidencia o início de um embate político dentro da base aliada do governo da Bahia. Segundo Coronel, sua decisão é tanto pessoal quanto estratégica, considerando o peso do PSD no cenário político. “Estou me colocando novamente como candidato ao Senado porque estou filiado a um partido grande. O tempo de TV e rádio faz diferença. Só ficaria na política para disputar a reeleição, que é um direito constitucional”, explicou.
Coronel também enfatizou que tem total respaldo dentro do PSD baiano, presidido pelo senador Otto Alencar, e sinalizou que a legenda não abrirá mão do espaço conquistado. “O PSD tem dois senadores na Bahia e vamos manter essa representação. Meu nome é imexível, isso é praticamente unanimidade dentro do partido”, declarou.
A fala do senador ocorre em meio a discussões intensas nos bastidores sobre a composição da chapa governista para 2026. Coronel deixa claro que o PSD deseja manter seu protagonismo e que não aceitará ser alijado do centro das decisões políticas no estado.
A expectativa é de que a declaração tenha repercussão dentro da base e pressione os demais partidos aliados a considerar o espaço do PSD nas negociações futuras. A disputa por vagas majoritárias no Senado promete ser um dos pontos mais delicados nas articulações eleitorais nos próximos meses.
Fonte: Jornal da Chapada
Foto: Divulgação
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, criticou nesta segunda-feira (28), em Itabuna, as declarações do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre os altos índices de violência na Bahia. Durante entrevista a um pool de rádios em Barreiras, no oeste do estado, Jerônimo classificou a crise de segurança pública como um “tema internacional”, e disse que “a Bahia é um estado de paz”.
Em coletiva de imprensa em Itabuna, ACM Neto rebateu:
“Eu estava vendo agora há pouco o governador dando uma entrevista em Barreiras, falando sobre segurança pública: ‘Ah não, o problema é um problema mundial, é um problema nacional’. Pô, a gente quer saber o problema da Bahia, o que é que ele como governador pode fazer para resolver o problema da Bahia, não é de nenhum outro lugar, tá certo?”
A resposta veio após Jerônimo tentar relativizar os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontam a Bahia como o estado com o maior número absoluto de Mortes Violentas Intencionais (MVI) em 2024, com 6.036 registros. Além disso, cinco das dez cidades mais violentas do país estão em território baiano, incluindo Jequié, Juazeiro, Camaçari, Simões Filho e Feira de Santana.
Questionado sobre que nota daria ao governo estadual, Neto disparou:
“É difícil você pegar e dar uma nota específica. Eu diria a você que tem uma gestão que está literalmente no vermelho. A cor deles é o vermelho, né? Então nota vermelha é nota baixa, reprovada. É uma gestão que está muito distante de corresponder aos desejos dos baianos. Eu posso garantir que é uma nota bem baixa, é uma nota de reprovação. É uma nota que mostra o pior governador de toda a história da Bahia, que é Jerônimo Rodrigues.”
ACM Neto também criticou o que chamou de falta de humildade do governador para reconhecer os problemas da gestão:
“Quando eu faço política, é sempre no sentido de ver se eles melhoram. A gente não está ali mostrando os problemas torcendo contra, mas é difícil porque o governador não tem humildade.”
Fonte: As informações são de assessoria.
Foto: Reprodução
A cidade de Luís Eduardo Magalhães, no extremo-oeste baiano, registrou 10,8°C nas últimas 24 horas, menor temperatura da Bahia e 42ª do ranking nacional, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Correntina também entrou na lista, na posição 47, com 11°C. Já Delfino (13,4°C), Euclides da Cunha (13,6°C) e Ribeira do Amparo (14°C) ficaram entre as mais frias do estado, mas fora dos destaques nacionais.
No Nordeste, a infiltração marítima deixa o tempo instável entre Sergipe e Ceará, com chuvas moderadas e alerta para temporais entre Maceió e Recife. No interior da região, o destaque é para o ar seco, com umidade relativa abaixo de 30% no Piauí, sul do Maranhão e oeste baiano, onde o frio intenso também surpreende.
Também há previsão de chuvas fortes no Centro-Oeste e no centro-sul do Mato Grosso do Sul, com alerta de temporais em Campo Grande. Já Goiás, o restante do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e o Distrito Federal seguem com tempo seco e sol predominante, e umidade variando entre 20% e 12%. No Norte, chove em áreas do Acre, Amazonas, Roraima e norte de Rondônia, enquanto Pará, Amapá e Tocantins seguem com tempo estável e alerta para baixa umidade em Palmas.
No Sul do país, uma frente fria associada a um ciclone extratropical causa instabilidade nos três estados, com nuvens e pancadas moderadas, principalmente no leste do Rio Grande do Sul e sudeste de Santa Catarina, entre a madrugada e a manhã. No Sudeste, chove no centro-sul paulista e sul de Minas, mas o tempo permanece firme no Rio, Espírito Santo e Triângulo Mineiro, com umidade abaixo de 30%.
Fonte: Metro 1
Foto: Reprodução
Na manhã desta sexta-feira (25), uma equipe de reportagem da Record Bahia foi agredida durante uma transmissão ao vivo na Avenida Garibaldi, em Salvador.
O repórter Mateus Borges e o cinegrafista Tarcísio Lima estavam cobrindo um acidente de motocicleta quando foram surpreendidos por um homem, ainda não identificado, que se mostrou extremamente agressivo.
Segundo relatos e imagens registradas ao vivo, o homem, que seria companheiro da mulher envolvida no acidente, partiu para cima do cinegrafista Tarcísio Lima e o agrediu com socos pelas costas, aproveitando-se do momento em que ele operava a câmera. O repórter Mateus Borges tentou entender a motivação da violência e chegou a questionar o agressor, mas a situação só foi contida quando outras pessoas presentes no local intervieram.
A agressão causou revolta entre telespectadores e colegas de emissora. A apresentadora Smetak, que estava no estúdio, expressou indignação ao vivo, prestando solidariedade aos profissionais atacados. Ela também demonstrou preocupação com o que poderia ocorrer fora das câmeras, dizendo: “Se este homem agride ao vivo nossa equipe dessa forma, eu temo pelo que pode acontecer nos bastidores.”
A emissora informou que os profissionais foram orientados a registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil para que o caso seja devidamente apurado. Até o momento, o agressor ainda não foi identificado, e não há informações sobre ferimentos graves nas vítimas.
O episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais e levanta novamente o debate sobre a segurança de jornalistas durante coberturas externas.
Fonte: Augusto Urgente
Foto: Reprodução
Faleceu na madrugada desta sexta-feira (18), aos 84 anos, em sua residência, em Salvador, o empresário baiano, Sílvio Roberto de Moraes Coelho, presidente do Grupo Aratu.
Com carreira bem sucedida, era o proprietário do conglomerado de mídia do qual faz parte a TV Aratu: emissora de televisão aberta, na capital baiana, filiada ao Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).
Além da conhecida ‘TV do Galinho’, são partes do grupo empresarial, as rádios Antena 1 Salvador, e Cultura de Guanambi, o website Aratu On, e as empresas de mídia exterior Ei! e Brasília, e a Chaves Outdoor.
A TV de propriedade de Sílvio Roberto Coelho é a segunda emissora de televisão mais antiga da Bahia e a terceira mais assistida em Salvador e Região Metropolitana.
O empresário, nascido em Guanambi, tem também ações de destaque em investimentos produtivos no setor de agronegócio no interior da Bahia.
Silvio Roberto Coelho deixa a esposa Maria Cristina Ferraz Coelho e os filhos: João, Ana e Tiago; além dos netos Pedro, Rafael, Roberto, Isabela e Bernardo.
A despedida será neste sábado (19), em horário e local informados pela família.
Fonte: Bahia.ba
Foto: Reprodução
Um homem foi encontrado morto no último sábado (12), na casa onde morava, no bairro Sete de Abril, após se intoxicar com monóxido de carbono – a fumaça emitida por escapamentos de veículos – enquanto consertava seu próprio carro.
O corpo de Cleber da Silva Souza, de 37 anos, foi encontrado por policiais militares. A Polícia Civil, em conjunto com o Departamento de Polícia Técnica (DPT) fará perícias para investigar as circustâncias da morte.
Não há mais informações sobre a causa da morte, mas o monóxido de carbono (CO) é um gás perigoso produzido pela combustão incompleta de combustíveis, como gasolina, diesel e etanol, e é frequentemente emitido pelos escapamentos de carros.
O corpo de Cleber da Silva Souza, de 37 anos, foi encontrado por policiais militares. A Polícia Civil, em conjunto com o Departamento de Polícia Técnica (DPT) fará perícias para investigar as circustâncias da morte.
Fonte: Correio
A Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba) lança, na próxima quarta-feira (9), o quinto volume da série “História da Medicina na Bahia”, intitulado História da Medicina: a história da Bahia contada pelas lutas em saúde. Durante o evento, que acontece às 17h, no auditório 3 da Faculdade de Medicina da UFBA, no Vale do Canela, será realizada também uma roda de conversa. Em seguida, a partir das 18h30, acontecem as vendas e congratulações no Espaço Cultural Cardozão.
O debate contará com a mediação do professor Eduardo Borges dos Reis e trará reflexões a partir de quatro capítulos da obra, que abordam experiências marcadas por desigualdades e resistência: o albinismo, a doença falciforme, as condições de vida no passado de Salvador e a saúde das marisqueiras. Estarão presentes representantes da Associação das Marisqueiras, da Associação Baiana das Pessoas com Doença Falciforme (Abadfal) e da Associação das Pessoas com Albinismo na Bahia (Apalba).

A publicação reúne textos de estudantes, técnicos administrativos em educação e docentes de diversas áreas da UFBA, como Medicina, História, Ciências Sociais e Saúde Coletiva. Com um olhar interdisciplinar, o livro aborda temas muitas vezes negligenciados pelas narrativas tradicionais da história da saúde, trazendo à tona personagens, práticas e territórios invisibilizados. São 20 capítulos que tratam de assuntos como parto natural, febre amarela, alcoolismo, cegueira e a história da loucura na Bahia, com sensibilidade crítica e atenção aos contextos sociais.
“Nosso olhar sobre a história da saúde e Medicina na Bahia vai assim se adensando, através de objetos de investigação que explicam diferentes aspectos da sociedade. É quando questões de saúde revelam não só as lutas pelo combate e tratamento às enfermidades, como também todas as conquistas no âmbito das políticas públicas voltadas ao cuidado e ao bem-estar da população. São lutas que envolvem toda a sociedade, que compõem a base das transformações históricas, de modo que este diálogo transdisciplinar revela uma história social com ampla atenção às vozes de seus sujeitos, às pessoas acometidas de enfermidades, os pesquisadores e as instituições”, diz a historiadora e professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Priscila Gomes Corrêa, autora do prefácio do livro.
Fonte: As informações são de assessoria.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Um homem identificado como Diego Maradona morreu após beber 13 copos de bebida alcoólica em Remanso, no norte da Bahia, no último domingo (29). De acordo com a família, a vítima ingeriu a bebida após topar participar de uma aposta.
Na manhã de domingo, Diego Maradona de Souza Silva, de 36 anos, estava em um bar da cidade com outras três pessoas. Uma delas decidiu fazer uma aposta: se Diego e os outros dois amigos bebessem 13 copos americanos (aproximadamente 200 ml) de uma bebida alcoólica, ela pagaria uma garrafa para o grupo. O tipo da bebida não foi divulgado.
Todos toparam a aposta, mas só Diego conseguiu ir até o fim e de fato beber os 13 copos. As outras duas pessoas beberam quatro e seis copos.
Após ingerir as 13 doses da bebida, Diego se levantou da mesa do bar e foi em direção à rua, mas caiu no gramado. Ainda conforme informado pela família, os colegas acreditaram que ele estava dormindo e seguiram dentro do bar.
O homem só foi levado para uma unidade de saúde após uma pessoa que passava pela rua notar que ele espumava pela boca. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade foram feitos os procedimentos de glicose e reanimação, mas Diego não reagiu e morreu. Os outros dois amigos que participaram da aposta também foram levados para a UPA, mas foram liberados.
Segundo a família de Diego, ele lidava com problemas com álcool. O baiano trabalhava como gari na cidade de Remanso e deixou uma esposa grávida e duas filhas. Ele foi enterrado nesta segunda-feira (30).
Fonte: G1 Bahia
Foto: Divulgação
A 28ª Reunião Plenária Ordinária do Fórum Baiano de Comitês de Bacias Hidrográficas (FBCBH), realizada nos dias 26 e 27 de junho, reuniu representantes de comitês, órgãos federais e estaduais, pesquisadores e lideranças comunitárias para discutir estratégias de governança e segurança hídrica na Bahia. Entre os principais temas debatidos estiveram a proposta de concessão de barragens de domínio da União localizadas no estado, a implementação do Pacto pela Água entre a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o MapBiomas e as experiências no Brasil sobre a cobrança pelo uso da água.
O coordenador em exercício do FBCBH, Marcos Bernardes, destacou a relevância dos temas abordados. “O Fórum Baiano de Comitês de Bacias reúne os comitês estaduais responsáveis pela gestão das águas no território baiano. Discutimos temas centrais como segurança hídrica, acesso à água em quantidade e qualidade, e os desafios da governança. Esses dois dias de encontro foram fundamentais para refletirmos sobre o cenário atual da gestão dos recursos hídricos no estado e para pensarmos coletivamente em soluções.”, afirmou Bernardes.
Segundo ele, os próximos passos envolvem aprofundar os debates locais a partir das experiências apresentadas. “As experiências apresentadas sobre a cobrança pelo uso da água em outros estados nos ajudam a entender caminhos possíveis para esse debate na Bahia. A ideia é aprofundar essa discussão localmente e buscar formas de equilibrar o uso da água entre os diversos usuários, garantindo acesso em quantidade adequada e prevenindo conflitos pelo recurso”.
Durante o painel sobre a proposta de concessão de barragens, o coordenador-geral de Parcerias e Articulação Institucional do MIDR, Cristiano Egnaldo Zinato, compartilhou sua perspectiva sobre o debate. “Como eu falei, durante os sete anos que eu trabalhei na ANA, a gente fazia alocações de água e tinha um conhecimento e um contato já com parte desses atores. Alguns são novos, outros são daquela época, então é bom a gente trazer de volta uma proposta que vá ao encontro dos interesses dos usuários, de que a barragem funcione adequadamente”, afirmou.
Zinato também destacou a importância do diálogo com os atores locais, a escuta ativa e a transparência no processo. “A proposta vai ter um sucesso se ela tiver, de fato, essa transparência na forma como o estudo vai ser desenvolvido, no segundo momento, quando uma nova oportunidade vai ser por ocasião das audiências públicas, que a ideia é essa, é interagir. Então, é prazeroso saber e construir uma solução também considerando não só a anseio do mercado, anseio do Estado como empreendedor, como anseio da população também como usuária e beneficiária dessas infraestruturas e como é que essa proposta impacta a vida delas, que a gente tem que se colocar na posição de todos os atores desse sistema que acabam envolvendo essa tomada de decisão sobre conceder ou não, ou de qual seria o caminho para achar a solução para dar mais garantia de segurança e melhor gestão para a água desses reservatórios.”
A coordenadora dos comitês de bacias hidrográficas da Bahia, Thamires Mercês Gomes, reforçou a importância da troca de experiências no evento. “Recebemos representantes da Agência Nacional de Águas e promovemos uma discussão sobre a cobrança pelo uso dos recursos hídricos, compartilhando com os comitês baianos as experiências práticas dos estados do Ceará, Minas Gerais e Rio de Janeiro.”
Ela também destacou a relevância do Fórum como espaço de aprendizado e construção coletiva. “As discussões promovidas dentro do Fórum são ricas e contribuem diretamente para o fortalecimento da gestão das bacias hidrográficas da Bahia. A troca de experiências e os painéis realizados impactam diretamente o planejamento e as ações futuras dos comitês estaduais.”
A reunião também contou com apresentações sobre o módulo CBHs do MapBiomas, uma ferramenta indispensável para a gestão de recursos hídricos e o planejamento da Secretaria Executiva do Fórum, que englobou as atividades de capacitação e comunicação para os Comitês. Ao final, o Fórum reafirmou seu compromisso com a governança participativa da água e aprovou o calendário de atividades até o fim de 2025.
Fonte: As informações são de assessoria.
Foto: Reprodução
O fechamento de bancos no interior da Bahia não provoca impactos apenas aos moradores que ficam sem os serviços das agências. Mesmo com a promessa de que seriam realocados, funcionários de agências bancárias baianas têm perdidoo seus postos de trabalho. Entre janeiro de 2020 e junho deste ano, 1.651 bancários baianos foram desligados de seus postos de trabalho. O levantamento foi feito pelo Sindicato dos Bancários da Bahia, a pedido do CORREIO.
O banco que mais demitiu funcionários baianos foi o Bradesco, responsável por 706 demissões em menos de cinco anos no estado. Não por coincidência, o banco concentra o maior número de agências fechadas. Entre outubro de 2023 e março deste ano, o Bradesco fechou unidades, entre agências e pontos de atendimento, em 36 cidades baianas. Há dois anos, a empresa anunciou um processo de modernização.
Na prática, as mudanças buscam reduzir custos – com os fechamentos das unidades físicas – e investir nos serviços digitais. As operações bancárias feitas através de plataformas eletrônicas correspondem a 98% do total de serviços realizados pelos clientes, segundo o Bradesco. Ronaldo Ornelas, um dos diretores do Sindicato dos Bancários da Bahia, explica o que acontece quando as agências anunciam o encerramento de atividades.
“Os bancos dizem que os funcionários de agências fechadas são realocados em outras unidades. Só que sobram dois gerentes gerais, dois supervisores, entre outros. Então, o que vemos, na prática, são dispensas dos colegas. Quando a empresa lança um plano de estrutura produtiva, é claro que ela vai atuar na diminuição de pessol”, afirma Ronaldo Ornelas.
Em nota enviada à reportagem, o Bradesco confirmou que tem promovido mudanças em seu modelo de atendimento, transformando parte de suas agências em unidades de negócio. As unidades substituem as agências tradicionais, com o objetivo de reduzir custos e, segundo a empresa, aumentar a eficiência.
Demissões
As empresas que mais demitiram funcionários nos últimos cinco anos na Bahia, além do Bradesco, foram o Itaú (344), Santander (219) e Safra (137). O fechamento das agências não tem passado despercebido no interior do estado. Protestos foram realizados por moradores e funcionários em cidades como Rio do Pires e Palmeiras. As unidades do Bradesco fechadas nessas cidades eram as únicas que atendiam seus habitantes. Para ter acesso aos serviços presenciais, os moradores devem viajar, em média, 50 quilômetros.
Uma reunião entre o Sindicato dos Bancários e o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon-BA) foi realizada em maio, em Salvador, para discutir os impactos dos fechamentos de bancos no interior do estado. O superintendente do Procon-BA, Tiago Venâncio, explicou que o órgão estuda acionar o Ministério Público estadual. A ideia é que ocorra no estado uma ação semelhante à que aconteceu no Maranhão, onde a Justiça determinou a suspensão do encerramento de atividades do Bradesco em 16 municípios do estado, em abril.
Enquanto as ações não são levadas à Justiça baiana, o aumento da digitalização dos serviços bancários e os processos de corte de gastos das empresas têm efeito concreto: quase metade das cidades baianas não possui sequer uma agência bancária. Dos 417 municípios do estado, em 199 deles os moradores estão desassistidos, o que representa 47,72% do total.
Para Thaise Mascarenhas, vice-presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, os fechamentos das agências e a consequente demissão de funcionários afastam as empresas de suas funções sociais. “Os bancos surfaram nessa onda de digitalização. Hoje, eles fazem os clientes pagarem as tarifas e se auto atenderem. Isso é feito para que as empresas reduzam os custos e lucrem cada vez mais”, afirma.
Questionada sobre os fechamentos de bancos no interior da Bahia, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que não possui informações sobre o encerramento de atividades de agências bancárias. A entidade, no entanto, ressaltou a migração dos clientes para os serviços digitais.
“Os bancos estão adequando suas estruturas à nova realidade do mercado, em que a utilização dos canais digitais de atendimento vem ganhando espaço em detrimentos dos canais físicos e presenciais, refletindo, em especial, o novo perfil do consumidor”, pontua
Veja o número de funcionários demitidos na Bahia a cada banco
Bradesco: 706
Itaú Unibanco: 344
Santander: 219
Safra: 137
Banco do Brasil: 109
Caixa Econômica Federal: 93
Banco Pan: 13
BNB: 8
Financeira Alfa: 7
Paraná Banco: 6
BMG: 5
Citibank: 2
Desenbahia: 1
BRB: 1
Fonte: Correio
Nova praça leva lazer e qualidade de vida à comunidade e destaca avanço de obras no município O pref...
Foto: Reprodução Um grave acidente foi registrado na manhã deste domingo...
Apesar do repasse, a emenda ainda está em análise pelo Ministério do Esporte e nenhum recurso ...
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória O Vitória recebe a visita do Corinthian...
Foto: Divulgação A Polícia Civil informa que recuperou um aparelho celul...